quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

UM MINUTO DE REFLEXÃO...

 




Ao encerrar mais um ano, esse totalmente atípico, de uma forma ou de outra ninguém está passando imune a problemas. Cada qual à sua maneira, todos sentem o efeito dessa pandemia que afeta o mundo inteiro.

 

Miracema teve mais um ano trágico com a morte de amigos em acidentes e outras causadas por doenças que abruptamente nos tiraram do convívio pessoas que tanto amávamos. Não podemos ir contra os desígnios, mas ao mesmo tempo, é muito duro aceitar a perda de um parente ou amigo de forma tão inesperada. Já nascemos sabendo que a morte é a única certeza que a vida nos reserva e, mesmo assim, nunca estamos preparados para enfrentar esse momento.


No entanto, temos a oportunidade de fazer por onde que o caminho a seguir não é somente viver o hoje, mas também pensar no amanhã, que muitas das vezes é o resultado do que fizemos no dia anterior. O dia tem 1.440 minutos. Sendo assim, apesar de toda descarga de adrenalina diária que soltamos em nosso organismo – e ela é muito importante para a manutenção da vida – procure reservar apenas um minuto do seu dia para a reflexão de algumas atitudes tomadas e de outras que ainda estão por vir. Não somos capazes de adivinhar o que vai acontecer nos dias seguintes, mas temos condições de planejar e evitar algumas surpresas desagradáveis. A verdadeira sabedoria está em lidar com tudo que o dia a dia nos reserva e tirarmos proveito daquilo que realmente vale a pena.

 

Podemos contribuir para fazer um mundo melhor. Não vamos esperar que só os outros façam. Por menor que seja a sua contribuição, sendo positiva e para o bem comum, o resultado final será benéfico para todos. O momento que o país vivencia, com os valores morais subvertidos, uma falta de caráter explícita e um total desrespeito ao próximo, é algo que muito nos preocupa. As exceções existem, é claro, como em tudo na vida, mas são cada vez mais escassas. O diálogo e o respeito deram lugar ao ódio e a intransigência, que acirram os ânimos e em alguns casos desfazem amizades. De uma coisa tenho certeza: a convivência humana poderia ser menos cruel e mais racional.

 

Algumas atitudes tomadas por impulso geralmente causam danos irreversíveis. Sejamos mais prudentes no trânsito, na alimentação e no convívio diário com o próximo. Mesmo partindo dessas premissas, a vida requer muitos cuidados. Vamos resgatar o “respeito” que foi extinto do dicionário. Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só, elas não sabem viver sozinhas. Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá de saber que com elas vão inúmeros espinhos.

 

Finalizando e com a esperança de dias melhores, que o ano de 2021 seja o marco para a total erradicação desse vírus. Ele apenas confirmou o quão frágeis somos apesar de parecermos absolutamente fortes e poderosos.

 

Desejo aos amigos leitores um Natal de paz e um Ano Novo repleto de saúde, vitórias e novas conquistas.

 

Tadeu Miracema e família

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

NELSON RODRIGUES: O SENHOR SOBRENATURAL DE ALMEIDA


Pernambucano de Recife, onde nasceu em 23 de agosto de 1912, Nelson Falcão Rodrigues foi um dos grandes nomes do jornalismo no século passado.  

 

Quem nunca ouviu falar da obra literária e de dramaturgia de Nelson Rodrigues? Além de grande escritor, ele também se caracterizou como um tricolor, torcedor do Fluminense – fanático – e um cronista esportivo de mão cheia.  

 


Em 1936, Nelson começa a escrever sobre futebol no “Jornal dos Sports”, que era comandado por seu irmão, o também jornalista Mário Filho. Mário teve a ideia de convidar pessoas que não eram do futebol para assinar colunas. Nelson não se fez de rogado e aproveitou a sua paixão pelo Fluminense e começou a escrever colunas sobre futebol, principalmente sobre o tricolor carioca.

 

Nelson Rodrigues, o primeiro jornalista esportivo que explorou a visão poética do esporte, criou um personagem que ficou marcado na história do futebol brasileiro: Sobrenatural de Almeida. Toda vez que o Fluminense perdia para um clube pequeno ou saía um sem ângulo, meio impossível de acontecer, Nelson dizia que só podia ser obra do “Sobrenatural de Almeida”.  

 

Entre os temas favoritos para as viagens poéticas de Nelson Rodrigues estavam as aventuras pela ponta-direita feitas por Garrincha, de quem era um fã incondicional.

 

Ácido em qualquer um comentário que fizesse, Nelson também se aventurou pelo rádio e televisão. Comentava partidas para emissoras cariocas e participava de mesas-redondas com grandes cronistas esportivos, como Luís Mendes e João Saldanha.  Numa dessas, soltou sua frase imortal, ao comentar sobre um lance claro que ele não havia concordado: “o videotape é burro.”

 

Nelson faleceu num domingo, em 21 de dezembro de 1980, aos 68 anos, de complicações cardíacas e respiratórias. Por ironia do destino, no fim da tarde daquele mesmo dia ele faria treze pontos na Loteria Esportiva, num bolão com seu irmão e alguns amigos de O Globo.  

 


sábado, 12 de dezembro de 2020

EMERSON FITTIPALDI: O PRIMEIRO ÍDOLO DO AUTOMOBILISMO BRASILEIRO


Emerson nasceu na capital paulista em 12 de dezembro de 1946, e começou a construir sua imagem entre os pilotos de maior prestígio do automobilismo em dezembro de 1972. Aos 25 anos, conquistava o seu primeiro título da Fórmula 1 – passando a ser o mais jovem campeão da história dos GPs, naquela época. Em 1974, chegava ao bicampeonato. Ainda foi vice-campeão em 1973 e 75.

Emerson foi o primeiro brasileiro a figurar com sucesso nas pistas. É bem verdade que Chico Landi correra pela F1 nos anos 50. Mas, a partir da entrada de Fittipaldi no “Circo”, os brasileiros estão sempre presentes na pista. Em 1976, o sonho de montar uma escuderia  brasileira de F1 levou Emerson a investir 7 milhões de dólares no Copersucar. Dinheiro jogado fora. Enquanto existiu, a equipe só comeu poeira das demais forças da F1. O projeto se aguentou até 1982 – Emerson correu até 1980. Então, voltou para o Brasil como empresário e passou a correr de superkart em São Paulo, numa pista frequentada por amadores.  

O bicampeão do mundo só voltou a trabalhar sério em 1984, agora na Fórmula Indy. Demorou cinco anos para se acostumar com o novo emprego. Em 1989, aos 43 anos, venceu seu primeiro campeonato na Indy e ganhou um prêmio de 1 milhão de dólares. Nesse mesmo ano, ficou em primeiro nas 500 Milhas  de Indianápolis. Manteve-se entre os pilotos de ponta da Indy até repetir a vitória de Indianápolis em 1993. Tudo corria bem até que ele se envolveu no mais sério acidente de sua carreira. Na segunda volta do circuito de Michigan, da temporada de 96, o carro do piloto chocou-se a mais de 300 km/h contra o muro de proteção, que quase o deixou tetraplégico. Por muito pouco não encerra a sua carreira em uma cadeira de rodas.  Na Fórmula Indy obteve 22 vitórias e 17 pole positions. Emerson possui sete filhos, fruto de três casamentos. 

Números da carreira:
Equipes – Lotus (70/73), Mclaren (74/75) e Copersucar (76/80)
GPs disputados (144); GPs em que não largou (3); Poles (6)
Vitórias (14); 2º lugar (13); 3º lugar (8); 4º lugar (9); 5º lugar (5); 6º lugar (8)
Total de pontos na carreira - 281