quinta-feira, 25 de maio de 2017

CHARLES MILLER: O PAI - OFICIALMENTE - DO FUTEBOL BRASILEIRO



CHARLES William MILLER nasceu em São Paulo no dia 24 de novembro de 1874.

Atacante, o "pai do futebol brasileiro", aquele que trouxe a primeira bola para o Brasil, em 1894. É considerado, oficialmente, o introdutor do esporte em nosso país.

Filho de pai escocês e mãe brasileira foi fazer os seus estudos na Inglaterra com nove anos. Foi no país do Reino Unido que teve o seu primeiro contato com o futebol – praticou e tomou gosto – do qual também se tornou profundo conhecedor, por estudá-lo com carinho e interesse. 

Retornou ao Brasil em 1894 entusiasmado com o que viu na Inglaterra. Trouxe na bagagem duas bolas usadas, um par de chuteiras, um livro com as regras do futebol, uma bomba de encher bolas e uniformes usados. Durante sua permanência na Inglaterra ouvira muitos elogios à sua habilidade e destreza no controle de bola, chegando a atuar em times amadores.

Não demorou a mostrar a novidade para seus amigos do São Paulo Athletic Club, clube fundado em 1888 por britânicos e descendentes. No entanto, encontrou os maiores obstáculos, pois os europeus só se preocupavam com o “cricket”. Apesar da frieza com que foi recebido pela colônia inglesa no Brasil, Charles Miller não se sentiu derrotado. Jurou para si mesmo que haveria de lutar e lutar até que visse o futebol implantado na sua terra natal.  Ainda no mesmo ano de seu regresso, em 1894, o clube paulista inaugurava a sua seção de futebol. A primeira partida organizada por ele aconteceu na Várzea do Carmo, em 14 de abril de 1895.

Sete anos depois fez parte do time do São Paulo Athletic Club que conquistou o primeiro campeonato paulista da história, em 1902. Marcou os dois gols da decisão contra o Paulistano, que terminou 2 a 1. Voltou a conquistar o título em 1903 e 1904. Foi o primeiro artilheiro de um campeonato oficial, o Paulista de 1902, com 10 gols marcados. Encerrou a carreira em 1910, um ano antes de o SPAC conquistar pela última vez o título paulista.

Tornou-se de depois dirigente do clube, além de árbitro de futebol. Charles Miller, ao lado de Hans Nobiling, Arthur Friedenreich, Fritz Essenfelder, Hermann Friese, Oscar Alfredo Cox, Belfort Duarte, entre outros, foi um dos grandes propagadores do futebol no Brasil. Morreu de causa desconhecida aos 78 anos, na capital paulista, em 30 de junho de 1953.


segunda-feira, 22 de maio de 2017

MATHEUS, EX-FLAMENGO: O GAROTO DE 60 MILHÕES DE EUROS.


Quando decidiu participar de uma seleção de jogadores para categorias de base do Flamengo, Matheus ouviu do pai um pedido: que ele encarasse o processo sem que as pessoas no clube soubessem que é filho de Bebeto, tetracampeão mundial com a seleção brasileira e dono de vasta história com a camisa rubro-negra.

O meia de 22 anos ainda tenta se livrar do aposto, mas deu um importante passo nesse sentido: após ter feito boa campanha com o Estoril no futebol português, assinou um contrato de cinco anos com o Sporting Lisboa. Menos de um ano depois de ter saído de graça da equipe rubro-negra, Mattheus, o filho de Bebeto, agora tem multa rescisória de 60 milhões de euros (R$ 225 milhões).


Fonte: BOL Notícias

domingo, 21 de maio de 2017

RAIO X DO CAMPEONATO BRASILEIRO DE 1971 A 2016


Ranking de pontos
São Paulo – 1920 pontos em 1286 jogos
Internacional – 1842 em 1289 jogos
Cruzeiro – 1825 em 1271 jogos
Corinthians – 1782 em 1259 jogos
Santos – 127 em 1266 jogos
Atlético-MG – 1756 em 1257 jogos
Flamengo – 1736 em 1290 jogos
Grêmio – 1730 em 1244 jogos
Palmeiras – 1667 em 1172 jogos
Fluminense – 1589 em 1206 jogos
Vasco – 1567 em 1185 jogos
Botafogo – 1449 em 1151 jogos

Quem mais treinou
Vanderlei Luxemburgo – 685 jogos
Muricy Ramalho – 501
Antônio Lopes – 494
Celso Roth – 489
Abel Braga – 466
Geninho – 444
Levir Culpi – 430
Emerson Leão – 413
Cuca – 411
Tite – 395

Quem mais jogou
Rogério Ceni – 575 jogos
Fábio (goleiro) – 496
Leonardo Moura – 444
Paulo Baier – 404
Zinho – 369

Os maiores artilheiros
Roberto Dinamite – 190 gols em 328 jogos
Romário – 154 em 252 jogos
Edmundo – 153 em 316 jogos
Zico – 135 em 249 jogos
Túlio – 129 em 240 jogos
Fred – 127 em 224 jogos
Serginho Chulapa – 127 em 184 jogos
Washington Coração Valente – 126 em 201 jogos
Dario Dadá – 113 em 240 jogos
Luís Fabiano – 111 em 201 jogos

Principais confrontos (por ordem alfabética)
Botafogo x Flamengo – 53 jogos; 10 vitórias (com 52 gols pró); 25 empates; 18 vitórias do Flamengo (com 65 gols pró)
Botafogo x Fluminense – 46 jogos; 15 vitórias do Botafogo (com 52 gols pró); 17 empates; 14 vitórias do Fluminense (com 48 gols pró)
Botafogo x Vasco – 41 jogos; 8 vitórias do Botafogo (com 47 gols pró); 16 empates; 17 vitórias do Vasco (com 56 gols pró)
Atlético-MG x Cruzeiro – 59 jogos; 21 vitórias do Atlético (com 79 gols pró); 18 empates; 210 vitórias do Cruzeiro (com 81 gols pró)
Corinthians x Palmeiras – 47 jogos; 14 vitórias do Corinthians (com 46 gols pró); 17 empates; 16 vitórias do Palmeiras (com 59 gols pró)
Corinthians x Santos – 56 jogos; 20 vitórias (com 71 gols pró); 17 empates; 17 vitórias do Santos (com 73 gols pró)
Corinthians x São Paulo – 58 jogos;  20 vitórias do Corinthians (com 65 gols pró); 24 empates; 14 vitórias do São Paulo (com 57 gols pró)
Flamengo x Fluminense – 53 jogos; 20 vitórias do Flamengo (com 66 gols pró), 13 empates; 20 vitórias do Fluminense (com 59 gols pró)
Flamengo x Vasco – 52 jogos; 17 vitórias do Flamengo (com 59 gols pró); 18 empates; 17 vitórias do Vasco (com 60 gols pró)
Palmeiras x Santos – 58 jogos; 16 vitórias do Palmeiras (com 72 gols pró); 21 empates; 21 vitórias do Santos (com 75 gols pró)
Palmeiras x São Paulo – 58 jogos; 19 vitórias do Palmeiras (com 71 gols pró); 26 empates; 13 vitórias do São Paulo (com 63 gols pró)
Santos x São Paulo – 59 jogos; 23 vitórias do Santos (com 76 gols pró); 10 empates; 26 vitórias do São Paulo (com 74 gols pró)

Fonte: Revista Placar 


terça-feira, 16 de maio de 2017

A TRISTE REALIDADE FINANCEIRA DO VASCO DA GAMA


Análise do balanço do Vasco aponta para dificuldades financeiras.

Eurico Miranda tem o defeito de tentar mostrar força só no gogó. Quando a realidade dá as caras, a frase de efeito constrange – como quando o Vasco foi rebaixado à segunda divisão, em 2015, apesar de o presidente ter garantido que se mudaria para a Sibéria se isso acontecesse. O Vasco vai brigar nas cabeças, com certeza, dizia o cartola em entrevista coletiva que havia convocado, em 20 de dezembro de 2016, para falar sobre as finanças vascaínas. Meses depois, após publicado o balanço financeiro do clube, chega a realidade. Não há nenhuma evidência de que tenha condições de disputar as primeiras posições do Campeonato Brasileiro. Nem perto disso. O Vasco de 2017 continua em estado de insolvência.

Antes de nos aprofundarmos nos números, um alerta. Tudo o que você lerá aqui foi extraído do balanço financeiro vascaíno. Mas há razões para desconfiar do documento. A auditoria independente Anend, contratada por Eurico para verificar as contas de 2016, como manda a lei, expressou em seu relatório que não pôde checar todos os dados. Os auditores não conseguiram confirmar se havia dinheiro em caixa, por exemplo, nem uma série de outros indicadores cujos valores foram apresentados pela direção cruz-maltina. A auditoria avaliou as finanças com o que tinha e responsabilizou a administração do time pelo que viu, mas não pôde testar.

Dito isso, comecemos pelo dinheiro que entra no caixa. O Vasco faturou R$ 213 milhões em 2016, o maior valor de sua história, mas com um enorme asterisco. A maior parte do aumento se deve aos R$ 60 milhões em luvas que recebeu da TV Globo por vender, antecipadamente, os direitos de transmissão para as temporadas de 2019 a 2024. O faturamento recorrente, sem as luvas, está na casa dos R$ 150 milhões. Outras fontes de receitas mostram performances preocupantes. O Vasco teve em 2016 as piores rendas de sua história recente – desde 2010, quando passou a detalhá-las – em bilheterias, patrocínios e transferências de atletas. O que segura as pontas é a TV.

Depois vem o dinheiro que sai do caixa. Apesar de jogar a Série B, campeonato no qual a competitividade é menor, os gastos aumentaram para quase R$ 200 milhões. Repare o descompasso entre quanto o Vasco arrecada e quanto o Vasco gasta. Faltaram R$ 50 milhões para que o clube conseguisse apenas fechar a conta – sem que pagasse um centavo sequer das dívidas que acumulou ao longo dos últimos anos, assunto para o parágrafo seguinte. Eurico só terminou o ano no azul porque recebeu as luvas pelo contrato de 2019 a 2024. Uma receita que não se repetirá nem em 2017, nem tão logo.

Se o problema fosse pontualmente o descompasso entre receitas e despesas, estaria tudo certo. O Vasco tem condições de, na primeira divisão, elevar suas receitas com bilheterias e patrocínios para tentar fechar a conta. Mas não é o caso. O resultado das trágicas gestões de Roberto Dinamite e do próprio Eurico é um endividamento maior do que o Vasco. O clube possui R$ 205 milhões em dívidas de curto prazo, que precisam ser pagas no decorrer de 2017, equivalentes a 40% de todo o seu endividamento. Você não precisa de calculadora para chegar à conclusão. Se o Vasco fatura coisa de R$ 150 milhões, mas gasta R$ 200 milhões com despesas e tem R$ 205 milhões a pagar em dívidas, faltam R$ 255 milhões apenas para que o clube termine 2017 no zero a zero. A auditoria é clara sobre a situação no relatório que acompanha o balanço: Eventos ou condições futuras podem levar o Vasco a não mais se manter em continuidade operacional. Em português claro: o Vasco pode quebrar de vez.

Eurico alega que a situação hoje é melhor do que quando reassumiu o time, no fim de 2014. É verdade. O endividamento foi reduzido de R$ 653 milhões naquele ano para R$ 517 milhões em 2016. Mas a razão precisa ser colocada em contexto. A direção vascaína abateu R$ 113 milhões de sua dívida com o governo, via renegociação do Profut, graças a descontos em juros, multas e encargos. Não há dúvida de que a diminuição e o alongamento da dívida fiscal foram uma vitória. Isso destravou os pagamentos do patrocínio estatal da Caixa, que exige lisura nas obrigações com o governo para pôr o dinheiro na conta do clube. Só não dá para se apegar à redução de uma dívida de longo prazo para colar a versão de que as coisas melhoraram. 

Por que o Vasco não fecha as portas? Fosse uma empresa comum, o clube entraria em um processo de recuperação judicial e teria seus bens leiloados para pagar os credores. Não é assim que funciona no futebol. Não há juiz que compre a briga de tomar São Januário e a sede vascaína numa canetada. Em vez disso, as receitas são penhoradas aos poucos para pagar os que chegam às últimas instâncias na Justiça. O efeito disso é perverso. As bilheterias, os patrocínios e a TV mal chegam ao caixa do clube, que por sua vez vai atrás de empréstimos para honrar sua folha salarial. À torcida, resta assistir aos resultados em campo de um clube em estado de falência. Rebaixado em 2013 e 2015, o Vasco que se cuide em 2017. 


Fonte: Revista Época 

sábado, 13 de maio de 2017

EVARISTO DE MACEDO: UM ÍDOLO DO BARCELONA E DO REAL MADRID


Nascido no Rio de Janeiro em 22 de junho de 1933, esse ponta de lança hábil, oportunista e de excelente domínio de bola, destacou-se em todos os times que defendeu. E não foram times sem expressão. Além de brilhar pelo Flamengo, Evaristo teve a façanha de conquistar as torcidas de Barcelona e Real Madrid, dois dos maiores clubes do planeta.  

Filho de uma família de classe média, ele chegou a iniciar o curso de Medicina, que acabou abandonando por causa do futebol.

Evaristo começou pelo time juvenil do Madureira. Logo seu futebol chamou a atenção e ele foi convocado para disputar a Olimpíada de Helsinque, em 1952.  A competição era disputada por juvenis (equivalente hoje à categoria de juniores) e Evaristo tinha 19 anos.  No ano seguinte, ele começava a sua brilhante trajetória pelo Flamengo. Logo no 1º campeonato  disputado com a camisa rubro-negra, foi campeão. Com apenas 20 anos, participou de quatro jogos, marcando um gol. Mas foi no bicampeonato, em 1954, que Evaristo se firmou como ídolo.  O craque acabou efetivado no ataque titular e terminou a competição como vice-artilheiro do time, com 13 gols. Em 1955, já nas graças da torcida, repetiu a dose e marcou 13 vezes na campanha do tri.  Vestiu a camisa do Flamengo em 190 jogos e marcou 103 gols.

Em 1956, chamado por Flávio Costa, participou da primeira excursão planejada da Seleção à Europa. No ano seguinte, sob o comando de Oswaldo Brandão, foi vice no Sul-Americano realizado em Lima, no Peru.  Em um dos jogos marcou cinco gols na goleada de 9 a 0 sobre a Colômbia. Antes de viajar para a Espanha, Evaristo ainda ajudou o Brasil a se classificar para o Mundial da Suécia, que não disputou porque já estava defendendo o Barcelona. Pela Seleção foram 13 jogos e 8 gols marcados, todos oficiais. Se não jogasse no exterior, os seus números pela Seleção seriam bem mais expressivos.  

Messi e Evaristo de Macedo
Jogou no Barcelona de 1957 a 1962, sendo bicampeão espanhol em 1959/60. Fez 178 gols em 226 partidas. Ele é o brasileiro que fez mais gols com a camisa do Barcelona. Foi para o rival em 1962 e ficou até 1965. Pelo Real conquistou o tricampeonato espanhol em 1963/64/65.  

Voltou ao Brasil, onde vestiria novamente a camisa do Flamengo antes de encerrar a carreira e passar a trabalhar como supervisor e depois de técnico. Em dezembro de 1966, numa reportagem da Revista do Esporte, depois de uma rápida passagem como supervisor do Madureira, Evaristo assumiu as mesmas funções no América e contou o motivo por ter abandonado a profissão de jogador:
- Sofri uma lesão no menisco da perna direita que não me deixava jogar. Os médicos apresentaram o diagnóstico: recuperação total só após uma operação. Assim, eu seria obrigado a enfrentar o bisturi, o que não me convinha absolutamente. Isto porque estou cursando a Escola Nacional de Educação Física e, entre perder um ano na ENEF ou jogar mais sete ou oito meses, optei pela escola. A recuperação demoraria um pouco e eu seria reprovado por falta de frequência. Assim, resolvi antecipar o encerramento da carreira.

Trabalhou em diversos times e também dirigiu a Seleção Brasileira. Uma de suas conquistas mais marcantes foi a do brasileiro de 1988, como técnico do Bahia.  

O sucesso e os títulos conquistados fizeram de Evaristo um dos grandes estrangeiros da história do futebol espanhol. Não é fácil para nenhum jogador ser ídolo e respeitado pelos dois grandes rivais da Espanha. Como é costume e tradição do futebol europeu – reverenciar seus ídolos – até hoje ele recebe homenagens pelos “serviços prestados". Esse tipo de tradição o futebol brasileiro não tem!          


quinta-feira, 11 de maio de 2017

ESTÁDIO DAS LARANJEIRAS: UM PATRIMÔNIO TRICOLOR


Um dos estádios mais antigos do Brasil, nome do bairro onde fica a sede do Fluminense, começou a nascer em 1902, quando o clube recebeu um terreno na Rua Guanabara, hoje Pinheiro Machado. O referido terreno foi nivelado e, a partir de 1904, o clube passou a realizar jogos no local, que era conhecido como Campo da Rua Guanabara

Em 14 de agosto de 1904 foi realizado o primeiro jogo interestadual, contra o Paulistano, no Campo da Rua Guanabara, que ficava no mesmo local do Estádio das Laranjeiras, apenas com o gramado em posição diferente. 

Em 1905, Eduardo Guinle construiu, por sua conta, a primeira arquibancada em campos de futebol do Rio de Janeiro, com uma capacidade para 5 mil pessoas. Em 1914, as Laranjeiras abrigou o primeiro jogo da Seleção Brasileira, 2 x 0 contra o Exeter City, um time inglês.  

Em 1919, o estádio passou por uma reforma para ser palco de partidas maiores.  Naquele ano, foi sede do Sul-Americano de Seleções, equivalente a Copa América. E o Brasil conquistou o título, o primeiro de sua história. Atualmente o Tricolor utiliza o estádio somente para treinos. 

Ao estádio foi concedido em 2004 o nome de Manoel Schwartz, vitorioso ex-presidente do Fluminense na década de 1980. 

Fatos & Dados:

- Inauguração (após a reforma): 11 de maio de 1919

- Jogo: Brasil 6 x 0 Chile

- Recorde de público: 25.718 pessoas no jogo Fluminense 3 x 1 Flamengo, no dia 14 de junho de 1925.

- Primeiro gol: Friendereich, do Brasil, no jogo Brasil 6 x 0 Chile.

- Retrospecto da Seleção nas Laranjeiras: 18 jogos; 13 vitórias; 5 empates; 51 gols pró; 16 gols contra.

- Retrospecto do Fluminense em seu estádio: 842 jogos; 533 vitórias; 156 empates; 153 derrotas; 2.198 gols pró; 1.042 gols contra. O aproveitamento é de 69,48%.

- Último jogo do Tricolor nas Laranjeiras: Fluminense 3 x 3 Americano, em 26 de fevereiro de 2003. 

- Preguinho é o maior artilheiro do estádio, com 78 gols marcados. Russo vem em segundo  com 74 gols. Dos artilheiros mais recentes, Ézio é o oitavo com 44 gols.

- Retrospecto contra os rivais domésticos:

América: 73 jogos; 38 vitórias; 20 derrotas; 15 empates; 154 GP; 107 GC;
Flamengo: 70 jogos; 23 vitórias; 23 derrotas; 24 empates; 111 GP; 118 GC
Bangu: 59 jogos; 36 vitórias; 12 derrotas; 11 empates; 184 GP; 83 GC
Botafogo: 49 jogos; 27 vitórias; 13 derrotas; 9 empates; 118 GP, 79 GC
Vasco: 39 jogos; 19 vitórias; 15 derrotas; 5 empates; 79 GP; 68 GC


quinta-feira, 4 de maio de 2017

RUY PORTO: UM COMENTARISTA DE DESTAQUE DO RÁDIO ESPORTIVO BRASILEIRO

Carlos Marcondes, Ruy Porto e Clóvis Filho, em 1961
Nascido em Garibaldi-RS, em 1927, mudou-se para do Rio de Janeiro, então capital da república, e não demorou muito para conseguir um emprego de locutor na Rádio Mayrink Veiga. Isso aconteceu em 1951. Começou como locutor comercial, mas sua paixão era por esportes, principalmente pelo futebol.

Logo conseguiu um lugar de locutor esportivo. Por muito tempo foi narrador, mas depois percebeu que comentarista era a sua verdadeira vocação. Ruy Porto também foi para a televisão, onde comandou diversos programas esportivos de sucesso, entre eles, o "Ataque e Defesa", na extinta TV Tupi. Esse programa fez muito sucesso e foi um marco na TV brasileira, no final dos anos 60.  Contava ainda com as presenças ilustres de João Saldanha e Luiz Mendes.

Ruy Porto nos deixou muito cedo, aos 62 anos, após sofrer um ataque cardíaco, quando estava no Aeroporto de Roma, na Itália, em 04 de maio de 1990. Ele se preparava para regressar ao Brasil com sua esposa. O rádio esportivo ficou órfão de um comentarista sério, que analisava o futebol de forma simples e objetiva. Era um exímio conhecedor de sistemas táticos. 

Quis o destino que o Brasil perdesse em 1990, duas grandes personalidades do rádio esportivo, ambos na Itália: Ruy Porto e João Saldanha, que também faleceu em território italiano durante a Copa do Mundo.  

quarta-feira, 3 de maio de 2017

O TRÁGICO ACIDENTE AÉREO COM O TIME DO TORINO, DA ITÁLIA



Em 04 de maio de 1949, sob um forte nevoeiro, aconteceu uma tragédia que marcaria para sempre a história do futebol italiano e mundial. Recentemente o futebol brasileiro passou por uma situação semelhante com o time da Chapecoense. São acontecimentos que deixam feridas que nunca serão curadas. A diferença é que a tragédia com o time italiano foi um acidente; com o time brasileiro foi um crime.



Basílica de Superga 
O avião, modelo Fiat G.212, que transportava a delegação do time do Torino de volta à Itália, após um amistoso contra o Benfica, de Portugal, onde foi derrotado por 4 x 3, chocou-se contra uma das torres da Basílica de Superga – já em Turim – a 600 metros de altura. Não houve sobreviventes entre os 31 ocupantes do avião, sendo 27 passageiros e 4 tripulantes.
               
O Torino era o grande time italiano na época – apelidado de Grande Torino – tetracampeão italiano e caminhava a passos largos para a 5ª conquista, e a tragédia abalou, não só o futebol italiano e europeu, mas o mundo todo. Aproximadamente 500 mil pessoas acompanharam os funerais no dia 6 de maio.

A rodada seguinte pelo campeonato italiano era a de nº 34. O Torino liderava a competição com quatro pontos de vantagem sobre a Internazionale de Milão, faltando quatro jogos para o término da competição. Como na época a vitória valia dois pontos, oito ainda estavam em jogo. No mesmo dia a Liga declarou a equipe grená campeã nacional. Seria, então, o quinto Scudetto – título de campeão italiano – consecutivo do time. Considerado a melhor equipe da Europa durante uma década e a base da Azurra, os dirigentes não aceitaram tal proposta: queriam conquistar o título em campo, jogando.

Para honrar os 18 jogadores mortos na tragédia, entre eles o ídolo Valentino Mazzola, o Torino disputou as quatro partidas restantes com a equipe juvenil. Em 15 de maio – 4 x 0 em cima do Gênova. Em 22 de maio – 3 x 0 no Palermo. Em 29 de maio – 3 x 2 contra Sampdória. Por fim, em 12 de junho – 2 x 0 na Fiorentina.

Os quatro rivais demonstrando profundo respeito, também escalaram suas equipes juvenis. Assim, o Torino atingira o seu principal objetivo e sagrou-se pentacampeão dentro de campo. Depois dessa conquista o Torino só venceria o campeonato italiano em 1976, depois de 27 anos.

A seleção italiana tinha como base o time do Torino e a sua participação na Copa do Mundo no Brasil, em 1950, foi pífia, sendo eliminada na primeira fase. Por conta do acidente aéreo, a delegação viajou até o Brasil de navio. 

                                                       

CENTRO CULTURAL MELCHÍADES CARDOSO: A NOSSA HISTÓRIA PASSADA A LIMPO


Em meio àquela vida interiorana, existiam também grandes cabeças pensantes, que enxergavam muito além daquele universo limitado. Em 1906, foi um jovem, de apenas 16 anos – Melchíades Cardoso – que lançou a semente da separação, inconformado com os mandos e desmandos daqueles que geriam a terra, fundou um jornal denominado “ O Grupo”, com o objetivo de esclarecer a população para que essa tivesse condição de se posicionar. Foi através desse jornal que o desejo da emancipação deixou de ser apenas uma vontade.

Nosso respeito ao senhor Melchíades Cardoso e aos demais separatistas. Nada mais justo do que dar seu nome ao prédio do Centro Cultural, onde se encontra uma grande parte da história de Miracema, diga-se de passagem, história essa muito bem cuidada e preservada por todos os funcionários.

Uma cidade que não preserva sua história acaba perdendo sua identidade.  Preservá-la é resgatar nomes, perpetuar valores, é permitir que as novas gerações não vivam sob as trevas do anonimato.

O Centro Cultural Melchíades Cardoso foi criado em 19 de abril de 1990, como Casa da Cultura. Em 1997, foi transformado em Centro Cultural, cujas obras foram financiadas pelo Ministério da Cultura e Prefeitura Municipal de Miracema. A diversificação do acervo possibilita uma viagem ao passado de nossa cidade.    

Uma Nação sem história não é Nação, por isso é tão importante manter e passar a nossa a limpo!