quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

UM MINUTO DE REFLEXÃO...

 




Ao encerrar mais um ano, esse totalmente atípico, de uma forma ou de outra ninguém está passando imune a problemas. Cada qual à sua maneira, todos sentem o efeito dessa pandemia que afeta o mundo inteiro.

 

Miracema teve mais um ano trágico com a morte de amigos em acidentes e outras causadas por doenças que abruptamente nos tiraram do convívio pessoas que tanto amávamos. Não podemos ir contra os desígnios, mas ao mesmo tempo, é muito duro aceitar a perda de um parente ou amigo de forma tão inesperada. Já nascemos sabendo que a morte é a única certeza que a vida nos reserva e, mesmo assim, nunca estamos preparados para enfrentar esse momento.


No entanto, temos a oportunidade de fazer por onde que o caminho a seguir não é somente viver o hoje, mas também pensar no amanhã, que muitas das vezes é o resultado do que fizemos no dia anterior. O dia tem 1.440 minutos. Sendo assim, apesar de toda descarga de adrenalina diária que soltamos em nosso organismo – e ela é muito importante para a manutenção da vida – procure reservar apenas um minuto do seu dia para a reflexão de algumas atitudes tomadas e de outras que ainda estão por vir. Não somos capazes de adivinhar o que vai acontecer nos dias seguintes, mas temos condições de planejar e evitar algumas surpresas desagradáveis. A verdadeira sabedoria está em lidar com tudo que o dia a dia nos reserva e tirarmos proveito daquilo que realmente vale a pena.

 

Podemos contribuir para fazer um mundo melhor. Não vamos esperar que só os outros façam. Por menor que seja a sua contribuição, sendo positiva e para o bem comum, o resultado final será benéfico para todos. O momento que o país vivencia, com os valores morais subvertidos, uma falta de caráter explícita e um total desrespeito ao próximo, é algo que muito nos preocupa. As exceções existem, é claro, como em tudo na vida, mas são cada vez mais escassas. O diálogo e o respeito deram lugar ao ódio e a intransigência, que acirram os ânimos e em alguns casos desfazem amizades. De uma coisa tenho certeza: a convivência humana poderia ser menos cruel e mais racional.

 

Algumas atitudes tomadas por impulso geralmente causam danos irreversíveis. Sejamos mais prudentes no trânsito, na alimentação e no convívio diário com o próximo. Mesmo partindo dessas premissas, a vida requer muitos cuidados. Vamos resgatar o “respeito” que foi extinto do dicionário. Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só, elas não sabem viver sozinhas. Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá de saber que com elas vão inúmeros espinhos.

 

Finalizando e com a esperança de dias melhores, que o ano de 2021 seja o marco para a total erradicação desse vírus. Ele apenas confirmou o quão frágeis somos apesar de parecermos absolutamente fortes e poderosos.

 

Desejo aos amigos leitores um Natal de paz e um Ano Novo repleto de saúde, vitórias e novas conquistas.

 

Tadeu Miracema e família

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

NELSON RODRIGUES: O SENHOR SOBRENATURAL DE ALMEIDA


Pernambucano de Recife, onde nasceu em 23 de agosto de 1912, Nelson Falcão Rodrigues foi um dos grandes nomes do jornalismo no século passado.  

 

Quem nunca ouviu falar da obra literária e de dramaturgia de Nelson Rodrigues? Além de grande escritor, ele também se caracterizou como um tricolor, torcedor do Fluminense – fanático – e um cronista esportivo de mão cheia.  

 


Em 1936, Nelson começa a escrever sobre futebol no “Jornal dos Sports”, que era comandado por seu irmão, o também jornalista Mário Filho. Mário teve a ideia de convidar pessoas que não eram do futebol para assinar colunas. Nelson não se fez de rogado e aproveitou a sua paixão pelo Fluminense e começou a escrever colunas sobre futebol, principalmente sobre o tricolor carioca.

 

Nelson Rodrigues, o primeiro jornalista esportivo que explorou a visão poética do esporte, criou um personagem que ficou marcado na história do futebol brasileiro: Sobrenatural de Almeida. Toda vez que o Fluminense perdia para um clube pequeno ou saía um sem ângulo, meio impossível de acontecer, Nelson dizia que só podia ser obra do “Sobrenatural de Almeida”.  

 

Entre os temas favoritos para as viagens poéticas de Nelson Rodrigues estavam as aventuras pela ponta-direita feitas por Garrincha, de quem era um fã incondicional.

 

Ácido em qualquer um comentário que fizesse, Nelson também se aventurou pelo rádio e televisão. Comentava partidas para emissoras cariocas e participava de mesas-redondas com grandes cronistas esportivos, como Luís Mendes e João Saldanha.  Numa dessas, soltou sua frase imortal, ao comentar sobre um lance claro que ele não havia concordado: “o videotape é burro.”

 

Nelson faleceu num domingo, em 21 de dezembro de 1980, aos 68 anos, de complicações cardíacas e respiratórias. Por ironia do destino, no fim da tarde daquele mesmo dia ele faria treze pontos na Loteria Esportiva, num bolão com seu irmão e alguns amigos de O Globo.  

 


sábado, 12 de dezembro de 2020

EMERSON FITTIPALDI: O PRIMEIRO ÍDOLO DO AUTOMOBILISMO BRASILEIRO


Emerson nasceu na capital paulista em 12 de dezembro de 1946, e começou a construir sua imagem entre os pilotos de maior prestígio do automobilismo em dezembro de 1972. Aos 25 anos, conquistava o seu primeiro título da Fórmula 1 – passando a ser o mais jovem campeão da história dos GPs, naquela época. Em 1974, chegava ao bicampeonato. Ainda foi vice-campeão em 1973 e 75.

Emerson foi o primeiro brasileiro a figurar com sucesso nas pistas. É bem verdade que Chico Landi correra pela F1 nos anos 50. Mas, a partir da entrada de Fittipaldi no “Circo”, os brasileiros estão sempre presentes na pista. Em 1976, o sonho de montar uma escuderia  brasileira de F1 levou Emerson a investir 7 milhões de dólares no Copersucar. Dinheiro jogado fora. Enquanto existiu, a equipe só comeu poeira das demais forças da F1. O projeto se aguentou até 1982 – Emerson correu até 1980. Então, voltou para o Brasil como empresário e passou a correr de superkart em São Paulo, numa pista frequentada por amadores.  

O bicampeão do mundo só voltou a trabalhar sério em 1984, agora na Fórmula Indy. Demorou cinco anos para se acostumar com o novo emprego. Em 1989, aos 43 anos, venceu seu primeiro campeonato na Indy e ganhou um prêmio de 1 milhão de dólares. Nesse mesmo ano, ficou em primeiro nas 500 Milhas  de Indianápolis. Manteve-se entre os pilotos de ponta da Indy até repetir a vitória de Indianápolis em 1993. Tudo corria bem até que ele se envolveu no mais sério acidente de sua carreira. Na segunda volta do circuito de Michigan, da temporada de 96, o carro do piloto chocou-se a mais de 300 km/h contra o muro de proteção, que quase o deixou tetraplégico. Por muito pouco não encerra a sua carreira em uma cadeira de rodas.  Na Fórmula Indy obteve 22 vitórias e 17 pole positions. Emerson possui sete filhos, fruto de três casamentos. 

Números da carreira:
Equipes – Lotus (70/73), Mclaren (74/75) e Copersucar (76/80)
GPs disputados (144); GPs em que não largou (3); Poles (6)
Vitórias (14); 2º lugar (13); 3º lugar (8); 4º lugar (9); 5º lugar (5); 6º lugar (8)
Total de pontos na carreira - 281


quarta-feira, 25 de novembro de 2020

DIEGO MARADONA: UM "GÊNIO" INDOMÁVEL

 


Uma chuvosa tarde de sábado de 1969, Parque Saavedra, Buenos Aires, Argentina. O time infantil do Argentino Juniors treina num campinho alugado no meio do bosque no parque. O garoto Gregório Carrizo, então com 8 anos, chega acompanhado de um garoto baixinho e o apresenta para o técnico Francisco Cornejo, que achou se tratar de um anão vindo da paupérrima Villa Fiorito e que tentava a sorte no futebol.

 

No primeiro toque na bola, Cornejo percebeu que não era um qualquer. A bola foi ao encontro do garoto. Segundo descrição do próprio Cornejo, ele dominou a bola ainda no ar com o pé esquerdo, sem a deixar cair na grama e, com o pé ainda no ar, voltou a pegá-la, deu um chapéu num amigo e chutou ao gol. O fenômeno Diego Armando Maradona nascia ali.

 

Dieguito foi o melhor jogador de sua geração, um meia genial que jogou em quatro Copas do Mundo (1982/86/90/94). Baixinho, atarracado, veloz, técnica refinada e uma habilidade para passar a bola extraordinária. De seus pés saíram lances divinos, mágicos, enfeitiçados. Esse camisa 10 encantou o mundo inteiro. Mal havia completado 16 anos já estava jogando pelo Argentino Juniors. Em 1981 ele marcou 43 gols em 45 jogos antes de ir para o Boca Juniors.

 

Apesar de uma participação apenas razoável na Copa de 1982, na Espanha, ele mudou-se para Barcelona. De lá foi para o Nápoli e conquistou de vez a Europa levando o time italiano a conquistar títulos importantes. Na Itália jogou ao lado dos brasileiros Alemão e Careca, com quem formou uma dupla de ataque infernal. Dentro desse período que jogou no Nápoli – de 1983 a 1991 – foi o grande comandante da Argentina na conquista da Copa do Mundo de 1986, no México, quando marcou seu famoso gol “Mão de Deus” contra a Inglaterra.  Levou a Argentina à final da Copa de 1990, na Itália, ficando com o vice-campeonato.

 

A história do gênio começou a mudar quando deixou o Nápoli, em 1991, em circunstâncias não muito agradáveis, suspenso por um ano por uso de cocaína. Depois de cumprir a suspensão, "voltou" aos gramados jogando pelo Sevilla, da Espanha, Newell´s Old Boys, da Argentina, e retornando ao Boca Juniors para encerrar a carreira em 1997. Durante a Copa de 1994, nos Estados Unidos, foi afastado da competição quando seu teste antidoping detectou efedrina, que é uma substância eficaz para a perda de peso, porém muito perigosa, e que fazia parte da lista de medicamentos proibidos.

 

Assim como o gênio das pernas tortas - o nosso Garrincha -que foi consumido pelo álcool, o gênio argentino não conseguiu driblar o seu adversário mais difícil - as drogas. A sua história no futebol poderia ter tido um final bem mais feliz. Os problemas extracampo foram cruciais para abreviar a sua carreira e, consequentemente, também com a sua saúde.

 

Diego nasceu em Lanús no dia 30 de outubro de 1960. Menos de um mês após completar sessenta anos, sofreu uma parada cardiorrespiratória e veio a óbito, em 25 de novembro de 2020, na cidade de Tigre. Maradona estava debilitado e vinha sofrendo com sérios problemas.

 

Esse faz parte do meu álbum de grandes ídolos do futebol.

 

Números da carreira:

 

Argentino Juniors – 166 jogos e 149 gols

Boca Juniors – 71 jogos e 46 gols

Barcelona – 58 jogos e 38 gols

Nápoli – 259 jogos e 199 gols

Sevilla – 29 jogos e 14 gols

Newell´s Old Boys – 5 jogos

Seleção Argentina – 91 jogos e 34 gols


Títulos mais importantes: Mundial de Juniores de 1979 e Copa do Mundo de 1986, pela Seleção; Campeonato Argentino de 1981, pelo Boca Juniors; Copa do Rei de 1983, pelo Barcelona; Copa da Itália de 1987, Copa da Uefa de 1989 e Campeonato Italiano de 1987 e 1990, pelo Nápoli.  

 

 

 

 

domingo, 15 de novembro de 2020

RESULTADO FINAL DA ELEIÇÃO MIRACEMA/2020



PREFEITO

CLOVINHO TOSTES – 8.573 VOTOS (54,55%)

ALESSANDRA FREIRE – 6.892 (43,85%)

DR. HANRY – 252 (1,60%)


TOTALIZAÇÃO PARA PREFEITO:

COMPARECIMENTO – 17.434 (76,13)

ABSTENÇÃO – 5.466 (23,87%)

VOTOS AOS CANDIDATOS – 15.717 (90,15%)

VOTOS NULOS – 1.218 (6,99%)

VOTOS BRANCOS – 499 (2,86)


VEREADORES ELEITOS:

FABRÍCIO XAVIER – 806 (573)

MAURÍCIO VÔ – 639 (525)

AYMORÉ – 630 (395)

HUGO FERNANDES – 602 (549)

MARCUS FELIPE LINHARES - 539 (477)

SERGINHO DA BANCA SOUZA – 473 (314)*

MAGUINHO – 473 (431)

GENESSI RODRIGUES – 470 (586)

JOCIMAR FREIRE – 452 (264)*

CAIO ROCHA – 444 *

MARCELÃO - 376 *

* ELEITOS PARA O 1º MANDATO  

NOTA: ENTRE PARÊNTESES, O NÚMERO DE VOTOS DOS CANDIDATOS NA ELEIÇÃO ANTERIOR.


VOTOS DE OUTROS VEREADORES:

RENATA DO GORDO - (437)

BRECOCO – 423 (430)

WALTINHO SOL E NEVE – 352

JORGE ONEIDE – 296

SUBTENENTE GLAUCO – 293

GISVALDO TEPERINO – 286

FERNANDO BANANA – 280

GANSO – 266

PAULO ENFERMEIRO – 246

JOÃO PAULO DO DADINHO – 232

 

TOTALIZAÇÃO PARA VEREADOR:

COMPARECIMENTO – 17.434 (76,13)

ABSTENÇÃO – 5.466 (23,87%)

VOTOS VÁLIDOS – 15.755 (95,78)

VOTOS PARA LEGENDA – 694 (4,22)

VOTOS NULOS – 630 (3,61%)

VOTOS BRANCOS – 343 (1,97%)

 

 

PARABÉNS, FLAMENGO, PELO SEU ANIVERSÁRIO!


O Clube de Regatas Flamengo foi fundado no dia 17 de Novembro de 1895 – porém, simbolicamente, comemora-se no dia 15, data da Proclamação da República e feriado nacional – no velho casarão colonial do nº 22 da Praia do Flamengo, com o nome "GRUPO DE REGATAS DO FLAMENGO", que mudaria para Clube de Regatas do Flamengo em 1902.  

As primeiras cores: Azul – da Baía da Guanabara, e o Ouro – das riquezas brasileiras, que em 1896 são trocadas para o Vermelho e Preto, devido ao Azul e Ouro desbotarem com muita facilidade por causa da salinidade das águas da Baía da Guanabara e do sol, além da dificuldade na importação do tecido da França e da Inglaterra.

O futebol do Flamengo só começou em 1911, depois do conhecido episódio da cisão no Fluminense. No dia 3 de outubro, dois dias depois da conquista do título carioca pelo time das Laranjeiras, nove ex-campeões deixaram o Tricolor, brigados, e foram para o Flamengo, criando a seção de futebol. Em 08 de outubro o Flamengo aprova o ingresso dos novos sócios e a criação do time de futebol, que após a assembleia geral de 24 de novembro, o Clube de Regatas do Flamengo criou, oficialmente, o seu departamento de futebol e convidou Alberto Borghet para dirigi-lo.

O Flamengo disputou seu primeiro jogo de futebol no Campeonato Carioca de 1912, no dia 03 de maio. Goleou o Mangueira, time da fábrica de Chapéus Mangueira, por 16 a 2, no campo do América. Gustavo de Carvalho marcou o primeiro gol e mais quatro da goleada. O primeiro Fla-Flu aconteceu no dia 07 de julho de 1912, no campo das Laranjeiras, pelo Campeonato Carioca, e o Tricolor venceu por 3 a 2, apesar de nove de seus ex-jogadores estarem defendendo o rubro-negro. O Flamengo fez uma excelente campanha em seu primeiro ano no futebol, quando obteve nove vitórias em 13 jogos e chegou ao vice-campeonato carioca.

O primeiro título estadual veio logo em 1914 e o bicampeonato em 1915, consolidando de vez o futebol no clube. Domingos da Guia, Leônidas da Silva, Zizinho, Dida e Zico, citando apenas alguns de inúmeros craques que já vestiram a camisa rubro-negra, e que foram peças fundamentais no crescimento do clube ao longo dos anos.  O Flamengo tornou-se um time de massa e com uma marca muito expressiva no esporte. 

RESPEITO É BOM E EU GOSTO...


É o que mais falta atualmente ao ser humano em qualquer segmento da sociedade. Tenho mais de 50 anos e a educação que recebi dos meus queridos pais, que, dentre tantos ensinamentos, diziam com muita propriedade: "O nosso direito termina quando começa o do outro". Respeito e direito caminham juntos – lado a lado – pois se não "respeito" o próximo, não tenho o "direito" de exigir reciprocidade do mesmo. Vivemos numa época em que os significados das palavras "respeito" e 'direito" praticamente foram extintos do nosso cotidiano. 
Fui educado a pedir a benção aos avôs, tios e padrinhos. Refiro-me também aos padrinhos, por quem tínhamos grande respeito e até admiração. O que vemos hoje em dia? Na maioria dos casos, depois de crescidos, não se conhece nem mais o padrinho. Às vezes nem um "oi" se fala, até mesmo com os parentes mais próximos.
A falta de respeito e amor ao próximo também são as causas por tamanha violência em que vivemos, com filhos matando os pais e outros absurdos inimagináveis e que a todos chocam.
Passamos por uma crise moral sem precedentes e não temos ideia de até quando suportaremos tanta corrupção e desmandos, o que não deixa de ser um desrespeito com a sociedade. O respeito dos homens públicos com o cidadão virou artigo de luxo e a justiça – na UTI e sufocada pela pressão dos “poderosos” – respira com ajuda de aparelhos para tentar salvar uma nação ávida por mudanças imediatas.

Na dúvida do que é certo ou errado, basta pensar no que não gostaria que fizessem com você. 

Vamos respeitar o próximo e tentar viver em harmonia! Respeito, ninguém tira ou impõe... Está na formação do seu caráter. 

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

FALTANDO MEMÓRIA?

Zezé e Aymoré defendendo o América, em 1933


Aírton no Cruzeiro, em 1966
Existe uma frase que define muito bem o nosso povo: “brasileiro não tem memória”.  Infelizmente, essa é uma verdade que, de fato, ocorre conosco.  Povo sem memória é gente sem história, não é isso que você, amigo leitor, já leu e ouviu muitas vezes?


Miracema tem diversas personalidades que são merecedoras de todas as nossas homenagens. Tenho orgulho de resgatar no meu blog alguns nomes e mostrar um pouco de suas trajetórias nos caminhos que escolheram para trilhar e fazer sucesso, não somente no segmento esportivo, mas em qualquer área.

Falando especificamente sobre os irmãos Moreira, Miracema contribuiu com dois técnicos que já dirigiram a Seleção Brasileira. Como miracemense e colecionador de um vasto material sobre a história deles, tenho muito orgulho dos irmãos AYMORÉ, ZEZÉ E AIRTON MOREIRA. Eles fizeram a nossa cidade conhecida no cenário futebolístico, não só em nível nacional, mas também, internacionalmente.

Portanto, poucas cidades ou até mesmo nenhuma, no interior do nosso imenso Brasil, tiveram a honra de possuir três grandes treinadores, dois deles dirigindo a Seleção Brasileira em Copas do Mundo e, acima de tudo, sendo irmãos, como a nossa. Já ouvi comentários que eles haviam esquecidos de Miracema, pois ficaram muitos anos sem visitar a terra natal, e por essa razão, não são merecedores de receber uma homenagem mais representativa.  Sem querer defendê-los, a profissão que exerciam impedia de ter residência fixa.

Uma coisa eu posso afirmar: eles nunca negaram nas entrevistas e depoimentos ao longo da carreira, a cidade onde nasceram e, principalmente, as suas histórias passadas na infância da pequena Miracema, antes de partirem para o Rio de Janeiro em busca de seus objetivos. 

Zezé Moreira comandou a Seleção no primeiro título conquistado no exterior, o Campeonato Pan-Americano realizado no Chile, em 1952. Dirigiu também a Seleção na Copa do Mundo de 1954, na Suíça. Aymoré Moreira foi o técnico na brilhante conquista da Copa do Mundo de 1962, por coincidência, também realizada no Chile. Os dois se destacaram dirigindo os principais times brasileiros e alguns do exterior. Aírton Moreira, apesar de não ter sido técnico da Seleção, marcou época no futebol mineiro sendo o comandante da excelente equipe do Cruzeiro formada na década de 60, que desbancou o Santos na final da Taça Brasil, em 1966, com duas vitórias nos jogos finais. Equipe essa que revelou Tostão, Dirceu Lopes, entre outros craques.

Zezé morreu em 10 de abril e Aymoré, três meses depois, em 26 de julho. Aírton morreu mais novo, aos 56 anos, em 22 de novembro de 1975. Terminou assim, a última dinastia familiar do futebol brasileiro, que durante muitos anos fez parte da história do esporte nesse país. Zezé, Aymoré e Aírton conseguiram um fato raro mundialmente falando, quando três irmãos, à mesma época, destacaram-se desempenhando a mesma função: técnico de futebol.

Deixo aqui uma mensagem ao Executivo e Legislativo para que se faça uma homenagem concreta a esses cidadãos que tanto fizeram pelo futebol brasileiro. Algumas que já receberam em vida, ainda são pequenas, e os mais jovens precisam conhecer a linda trajetória desses ícones. O tempo não pode apagar o que eles construíram em uma vida dedicada ao esporte. Coloco-me à disposição para o que for necessário na elaboração de algum plano de ação.

Sem querer fazer nenhum tipo de comparação, apenas no sentido ilustrativo, a cidade vizinha de Recreio (MG) homenageou seu filho ilustre e ex-jogador do Fluminense, o atacante Zezé, com um busto em praça pública, em maio de 2014. São reconhecimentos do tipo que mantêm viva a história de um cidadão e também da própria cidade.  


quinta-feira, 5 de novembro de 2020

VICENTE FEOLA: NOSSO PRIMEIRO TÉCNICO CAMPEÃO DO MUNDO DEIXOU UM LEGADO IMPORTANTÍSSIMO AO FUTEBOL BRASILEIRO


 

Vicente Ítalo Feola nasceu na capital paulista no dia 1º de novembro de 1909. Foi um jogador mediano e chegou a jogar no São Paulo da Floresta, um dos times que dariam origem ao tricolor paulista. Mas o seu negócio era outro, ser treinador. Começou como técnico no Syrio e Libanez (SP) e passou pela Portuguesa Santista antes de ingressar no São Paulo, em 1937, onde ficou por 38 anos exercendo as funções de treinador, supervisor e administrador. Como técnico, foi campeão paulista em 1948 e 1949. É o comandante que mais dirigiu o São Paulo: 532 jogos, com 299 vitórias, 106 empates, 127 derrotas, 1.249 gols pró e 723 contra.

 

Viveu apenas duas experiências fora do Morumbi, nas décadas de 50 e 60, primeiro no XV de Novembro de Piracicaba e depois no Boca Juniors, da Argentina, no time campeão nacional em 1962, repleto de brasileiros – Édson dos Santos, Orlando Peçanha, Maurinho, Almir Pernambuquinho e Paulinho Valentim.

 

Pela Seleção Brasileira deixou o seu nome na história, pois era o técnico do time campeão do mundo de 1958. Também dirigiu a Seleção na Copa do Mundo de 1966, mas não teve o mesmo sucesso, e foi muito mal, antes e durante a Copa. Em partidas oficiais, comandou o Brasil em 64 jogos, com 45 vitórias, 11 empates e 8 derrotas.

 

Antes da Copa de 58, foi Feola, ao lado de Paulo Machado de Carvalho, quem mais insistiu – até ficando bravo, talvez pela primeira vez na vida – com João Havelange, presidente da antiga CBD, para que o contundido e garoto Pelé, não fosse cortado na véspera do Mundial. Pelé tinha sido atingido pelo corintiano Ari Clemente em um jogo treino contra o time paulista. Por muito pouco Pelé não deixou de mostrar ao mundo o que já era capaz de fazer com apenas 17 anos.

 

É um equívoco e uma terrível injustiça, parte da mídia, desinformada, jogar sobre a figura de Feola a fama de dorminhoco. Isso só passou a ocorrer efetivamente em 1966, quando ele começou a ingerir remédios para melhorar a sua circulação sanguínea.

 

Vicente Feola morreu em 6 de novembro de 1975, poucos dias após completar 66 anos, vítima de um infarto do miocárdio e edema pulmonar agudo, na capital paulista.

 

ANTÔNIO MARCOS: UMA VIDA INTERROMPIDA PELO VÍCIO


Cantor, ator e compositor que fez muito sucesso no final dos anos 60 e na década de 70. Nascido na capital paulista em 08 de novembro de 1945, a partir dos anos 80 sua carreira entrou em um declínio irreversível. O álcool e outras drogas passaram a fazer parte do seu cotidiano. O efeito devastador dessa mistura levou Antônio Marcos a diversas internações em clínicas de reabilitação. 

O ato final ocorreu em 05 de abril de 1992, em São Paulo, quando morreu vítima de insuficiência hepática, em consequência do alcoolismo, aos 46 anos.

Esse artista reverenciado por uma legião de fãs não conseguiu vencer essa batalha, deixando o Brasil órfão de um cantor e compositor de alto nível, que levava multidões à loucura com sua bela voz e porte de galã. Quem vivenciou esse período sabe dimensionar o tamanho da perda.

Antônio Marcos foi casado três vezes, sendo a cantora Vanusa sua primeira esposa — com quem teve as filhas Amanda e Aretha —, e com Débora Duarte — com quem teve Paloma Duarte. Nos últimos anos de sua vida, vivia com Ana Paula, filha de Cleonice Rossi Braga e enteada de Roberto Carlos. 

domingo, 1 de novembro de 2020

MIRACEMA: ELEIÇÃO MUNICIPAL DE 2016


PREFEITO
CLOVINHO TOSTES – 7.958 VOTOS (47,75%)
IVANY SAMEL – 5.415 (32.49%)
JUEDYR ORÇAY – 3.294 (19,76%)

VEREADORES ELEITOS:
GENESSI RODRIGUES – 586 VOTOS (260)
GUIGUI – 586 *
PIRULITO – 578  *
FABRÍCIO XAVIER – 573 (621)
HUGO FERNANDES – 549 (447)
MAURÍCIO VÔ – 525 (671)
MARCUS FELIPE LINHARES - 477 *
MAGUINHO – 431 (457)
BRECOCO – 430 (495)
AYMORÉ – 395 *
ALESSANDRA FREIRE – 304 *

* ELEITOS PARA O 1º MANDATO  
NOTA: ENTRE PARÊNTESES, O NÚMERO DE VOTOS DOS CANDIDATOS NA ELEIÇÃO ANTERIOR.

VOTOS DE OUTROS VEREADORES:
PAULINHO AZEVEDO - 419 VOTOS
ALEXANDRE DE FLORES - 360
QUINZINHO - 334
OSVALDINHO - 325
SERGINHO DA BANCA SOUZA - 314
JOCIMAR FREIRE - 264

TOTAL DE ELEITORES – 22.432
COMPARECIMENTO – 17.687 (78,85%)
ABSTENÇÃO – 4.745 (21,15%)
VOTOS BRANCOS – 282 (1,595)
VOTOS NULOS – 738 (4,17%)

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

MIRACEMA: ELEIÇÃO MUNICIPAL DE 2012

 


PREFEITO

JUEDYR ORÇAY – 8.771 VOTOS (52,75%)

IVANY SAMEL – 6.483 VOTOS (38,99%)

ORLANDO SIQUEIRA – 1.375 (8,27%)

 

 

VEREADORES ELEITOS:

 

GILSON – 938 VOTOS *

MAURÍCIO VÔ – 671 (581)

FABRÍCIO XAVIER – 621 *

FIA – 596 *

BRECOCO – 495 *

MAGUINHO – 457 *

HUGO FERNANDES – 447 *

JOÃO MAGALHÃES – 398

GUTEMBERG DAMASCENO – 385

CARLOS ARMANDO DE AZEVEDO – 379 (882)

GENESSI RODRIGUES – 260 *

 

* ELEITOS PARA O 1º MANDATO. 

 

NOTA: MAURÍCIO VÔ E CARLOS ARMANDO DE AZEVEDO FORAM OS ÚNICOS REELEITOS; JOÃO MAGALHÃES E GUTEMBERG DAMASCENO JÁ OCUPARAM A CADEIRA EM OUTRA LEGISLATURA; ENTRE PARÊNTESES, O NÚMERO DE VOTOS NA ELEIÇÃO ANTERIOR.

 

VOTOS DE OUTROS VEREADORES:

ALEXANDRE DE FLORES – 404 VOTOS

VENÂNCIO – 359

GIDEÃO – 347

MANOEL GORDO – 345

CLAUDIA TAVARES – 341

GISVALDO – 321

CÍCERO MANSUR – 290

NOEY COELHO – 272

MARCO MOURA – 257

 

 

TOTAL DE ELEITORES – 22.179

COMPARECIMENTO – 17.639 (79,53%)

ABSTENÇÃO – 4.540 (20,47%)

VOTOS BRANCOS – 280 (1,59%)

VOTOS NULOS – 586 (3,32%)

 

 

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

A ESCOLA É A NOSSA SEGUNDA CASA...


Os primeiros passos das crianças começam na escola. Lá, existe o primeiro contato com outros pequenos, é onde começa a aprendizagem, é na escola que coisas da maior importância em nossas vidas acontecem. Não é só um campo de troca de conhecimentos e adentra uma esfera emocional, onde existem outros tipos de trocas, principalmente as afetivas.

No ambiente escolar, deve-se existir um propósito maior do que ir só por ir. Deve-se gostar de estar lá, aproveitar as oportunidades que o espaço tem a oferecer. A escola existe com a finalidade de inserir as crianças em círculo social, onde ela irá conhecer estranhos, obedecer às regras e criar uma rotina. Além disso, um dos fatores mais importantes da escola é transferir o conhecimento às pessoas e passar os conceitos básicos da vida em sociedade.

Dentro da escola aprendemos o dever e a necessidade de cumprir as funções básicas da vida adulta: ter uma rotina, compreender o conteúdo, ser sociável com os colegas, executar as tarefas da melhor maneira possível, entre outros diversos fatores.

Não dá para falar de educação sem que haja comprometimento entre todas essas esferas: pais, crianças, escola e sociedade. Pode-se afirmar que a escola é o segundo ambiente mais importante na vida social de um ser humano. É com a ajuda dos educadores e pais, que o cidadão vai se constituindo como ser pensante e questionador. 

A escola é algo quase que “sagrado”, pois é nela que podemos edificar o conhecimento e novas perspectivas de vidas, buscando algo que nos falta.  É na escola que coisas da maior importância em nossas vidas acontecem.

terça-feira, 27 de outubro de 2020

MIRACEMA: ELEIÇÃO MUNICIPAL DE 2008


PREFEITO:
Ivany Samel – 8.036 votos (eleito)
Gutemberg Damasceno – 7.241 votos
Reginaldo Rizzo – 804 votos
José Carlos Cabreira – 501 votos
Ronaldo Alvim – 196 votos

VEREADORES ELEITOS (09)
Carlos Armando de Azevedo – 882 votos (594)
Nedi El KIk Damasceno – 855 votos *
Antônio Roberto Venâncio – 728 votos (1.034)
Manoel Sérgio da Costa Silva – 716 votos (487 e não foi eleito)
Sérgio Terra de Souza Rocha – 675 votos *
Gideão Duarte Gonçalves – 596 votos (399 e não foi eleito)
André Luiz Amim Monteiro – 594 votos *
Maurício Santana Soares – 581 votos (521)
Paulo César da Cruz de Azevedo – 513 votos *

* Eleitos para o 1º mandato
NOTA: ENTRE PARÊNTESES, O NÚMERO DE VOTOS DOS CANDIDATOS NA ELEIÇÃO ANTERIOR. 

VOTOS DE OUTROS VEREADORES:
Noey Mury Coelho – 507 votos
Emerson Pereira – 471 votos
João Magalhães – 402 votos
Hugo Fernandes – 394 votos
Marcos Lang – 393 votos
Humberto Júnior – 383 votos
Joubert Rodrigues – 362 votos
Jorge Horçay – 359 votos
Fia – 354 votos
Valadão – 305 votos
Gisvaldo – 291 votos
Edmilson Ramalho – 290 votos

Votos nominais – 16.778
Votos brancos –256
Votos nulos – 610

Total apurado – 17.644