quinta-feira, 27 de abril de 2017

DR. SAULO MOREIRA: MAIS UM MIRACEMENSE COM HISTÓRIAS PARA CONTAR








Filho de Demerval Moreira e Elvina Pinto Moreira, Saulo Pinto Moreira nasceu em Miracema, em 15 de agosto de 1922. Em 1946, diplomou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense. Médico Urologista, também exerceu o magistrado dando aulas na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG).  

Além do seu amor pela medicina, que sempre exerceu com muita determinação, abraçou a carreira política, ao lado do ex-presidente Itamar Franco, e tem o seu nome marcado na história de Juiz de Fora, cidade que o acolheu e reside até hoje.

Na chapa que elegeu Itamar Franco como prefeito de Juiz de Fora, em 1968, Saulo Moreira era o seu vice. Era o início de uma jornada política na companhia de Itamar que perdurou por muitos anos. Apesar de pouco conhecido na cidade, havia sido diretor do Pronto Socorro Municipal, voltaram a formar a chapa que novamente venceu a eleição para prefeito da cidade mineira a partir de 1973.  Com a ida de Itamar para o Senado, Saulo Moreira assumiu como prefeito em maio de 1974, ficando até janeiro de 1977. Deixou um legado de obras para o município e uma das principais foi o calçadão da Rua Halfed, a rua mais famosa da cidade.   


Quando Itamar Franco tomou posse como Presidente da República, em dezembro de 1992, substituindo Fernando Collor de Melo, Saulo Moreira foi Assessor Especial da Secretaria da Presidência. Em 1993, por 12 dias, mais precisamente no final do mês de agosto, teve a honra de ser Ministro da Saúde, mesmo que interinamente, quando substituiu Jamil Haddad.  

No quadriênio 1999/2002, Itamar Franco foi governador do estado de Minas Gerais e Saulo Moreira, dando continuidade à parceria de longa data, foi seu chefe de Gabinete.

Criado em 2002, em Juiz de Fora, o Instituto Itamar Franco foi presidido pelo Dr. Saulo Moreira. Ninguém melhor do que ele para ter sido um dos gestores desse Instituto.

Após ficar uma semana internado, Dr. Saulo Moreira faleceu em 28 de fevereiro de 2023, em Juiz de Fora, cidade que o acolheu e deixou seu nome marcado na história política da Manchester Mineira. A causa de sua morte não foi divulgada.   

Nota: com informações de Carlos Ferreira.

Texto publicado originalmente em abril/2017 e editado em fevereiro/2023. 



terça-feira, 25 de abril de 2017

TOQUE RÁPIDO COM O MIRACEMENSE ADILSON DUTRA

Adilson entrevistando o craque Geovani
Miracema...
- Minha eterna paixão. 
Um ídolo na sua infância? 
- No futebol Dida e no rádio, Jorge Curi. 
Família...
- Base de tudo.
Rádio Princesinha do Norte...
- Sonho realizado.
O rádio esportivo atual perdeu o glamour? 
- Totalmente.
O melhor narrador e comentarista? De ontem e de hoje.
- Jorge Curi/João Saldanha. Hoje? Não posso julgar, não ouço rádio, mas na TV fico com o Paulo Andrade, da Espn, e com Maurício Noriega, do Sportv. 
Um grande repórter? 
- Dennis Menezes, o mestre de todos nós.
Uma transmissão ou entrevista que marcou a sua carreira?
- Maracanã, 1983, Botafogo x Fluminense, Rádio Princesinha e pela primeira vez a região Noroeste no Mário Filho, ao vivo. Entrevista com Joel Martins, que me deu a Bola de Ouro em 1987.
O prêmio Bola de Ouro em 1987...
- A confirmação de uma carreira.
Galvão Bueno...
- Amado e odiado, eu o respeito como um ícone.
Messi ou Cristiano Ronaldo?
- Sem ficar em cima do muro, cada um na sua. Um é o arco e flecha e o outro é a melhor flecha do mundo.
Uma música? 
 - Detalhes – Roberto e Erasmo Carlos.
Uma frase? 
- O futuro não existirá se não houver um hoje (Autor desconhecido)
Um filme? 
- Pelo que representou – primeiro no cinema com Marina – Dio Come Te Amo.
Pelé...
- Eterno e inigualável.
Zico...
- Flamengo é Zico e Zico é Flamengo.
Você sente falta de algum amigo que sumiu do nada?
- Meus amigos estão comigo, sempre, mesmo que distantes mantemos contatos diários ou quase isto.
O que um dia te encantou e hoje não encanta mais?
- O Clube de Regatas do Flamengo.
O que mais te orgulha na vida?
- Meus filhos que são meus amigos e companheiros leais.
Uma coisa que você não abre mão? 
- Família. 
O que tira você do sério?
- Discussão política. 
Uma data inesquecível? 
 - 10 de maio de 1975.
Uma cidade brasileira e uma do exterior?
 - No Brasil gosto muito de Belo Horizonte – paixão nova. Na Europa muitas me encantaram, mas Praga, na República Tcheca, me deixou saudade.  
Um país? Exceto o Brasil. 
- Portugal. Um dia pensei em morar em Cascais, mas faltou grana. 
Você acredita em políticos honestos? 
- Existe?
Cerveja ou vinho?
- No verão a cerveja e no inverno o vinho.
Um estádio?
- O velho e saudoso Maracanã. 
Um grande time? 
- Dois, pode ser? O Vasquinho, de Miracema (anos 60) e o Flamengo até 1983.
Uma grande Seleção?
- Venceu e por isto a de 1970, mas a de 1982 foi quase perfeita. 
É a favor dos recursos de imagens para lances duvidosos no futebol?
- Futebol hoje é coisa séria e, portanto, sou a favor de duas consultas, uma em cada tempo, para evitar polêmicas.
Melhor site esportivo? 
- Sem sombra de dúvida o globoesporte.com 
 Viajar...
- Viajar é dar asas a imaginação, quem não viaja não tem histórias para contar.
Deus...
- Meu PAI meu TUDO, sem Ele não vivo.

Adilson Dutra nasceu em Miracema e há mais de trinta anos está radicado na cidade de Campos dos Goytaczes. Durante quase todos esses anos, dividindo a sua paixão pelo rádio com o seu emprego de bancário, escreveu uma linda história na imprensa esportiva campista, tanto no rádio como no jornal, o que também havia feito aqui em Miracema, liderando a equipe de esportes da Rádio Princesinha do Norte, a partir de 1982. Equipe essa que foi vanguarda nas transmissões em outras cidades, acompanhando jogos no Maracanã, Niterói, Campos, Itaperuna e outras da região. Depois de abandonar o rádio dedica o seu tempo, além de sua família, para viajar e escrever em sem Blog.



segunda-feira, 24 de abril de 2017

TITA: UM CRAQUE POLIVALENTE


Milton Queiroz da Paixão nasceu em 1º de abril de 1958, no Rio de Janeiro. Com apenas 18 anos o garoto entrava em campo pela primeira vez como profissional, num Fla x Flu, no Maracanã. Ali, o jogador começava a escrever sua história como um dos grandes atacantes do futebol brasileiro.

Tita poderia ter tido uma carreira com muito mais destaque se não tivesse cometido um erro estratégico. Ele não se sentia à vontade vestindo a camisa 7, apesar de não ser propriamente um ponta-direita. No esquema criado por Cláudio Coutinho e aperfeiçoado por Carpegiani, Tita não tinha posição fixa. Aparecia pela direita, na esquerda e no centro do ataque. Mas ele não estava satisfeito e insistia em ser colocado exclusivamente como jogador de meio campo. Esse foi seu grande equívoco. Com tudo isso, o seu futebol de alta movimentação, ótima técnica e versátil, guardou um lugar na história para Tita.

Teve a sorte de jogar no melhor Flamengo de todos os tempos, no período de glórias do final dos anos 70 e início da década de 80.  Depois de conquistar todos os títulos possíveis pelo rubro-negro – Campeão Carioca em 1978/79/79-especial e 1981; Campeão Brasileiro de 1980 e 1982; da Taça Libertadores e do Mundial Interclubes de 1981 – Tita foi emprestado ao Grêmio, onde se sagrou Campeão da Taça Libertadores de 1983, sendo um de seus jogadores mais importantes, inclusive marcando o gol da primeira partida das finais, contra o Peñarol, no Uruguai.

Com a ida de Zico para o futebol italiano, em 1983, Tita vislumbrou o sonho antigo de ser o substituto do Galinho no Flamengo e não quis permanecer no Grêmio, nem com a possibilidade de disputar o Mundial de Tóquio, sendo devolvido ao clube da Gávea no segundo semestre daquele ano. Ainda foi Campeão Brasileiro pelo Flamengo, em 1983, mas nunca conseguiu se firmar como queria. Ficou até 1985, quando foi negociado com o Internacional.  Voltava ao Sul para jogar no rival do Grêmio, permanecendo até 1987, mas sem conquistar títulos.   Foi, então, contratado pelo Vasco. Nesse mesmo ano, Tita ficaria marcado como o herói da conquista do Campeonato Carioca, justamente em cima do rival rubro-negro, marcando o gol da vitória por 1 x 0. Dez anos antes, em 1977, Tita perdia um pênalti da decisão do Campeonato Carioca entre Flamengo e Vasco, o que acabou dando o título ao clube de São Januário.  Coisas dos “deuses do futebol”!

A sua passagem pelo Vasco foi muito rápida. Ainda em 1987 foi vendido ao Bayer Leverkusen, da Alemanha, sendo Campeão da Copa UEFA em 1988 e um dos grandes destaques do time. Suas atuações chamaram a atenção do Pescara, da Itália, para onde foi em 1988 e por lá permanecendo até 1989. Não rendeu o esperado e voltou ao Vasco em 1989 para conquistar o título de Campeão Brasileiro do mesmo ano, ficando até 1990. Depois saiu para o futebol mexicano e por lá ficou até 1997, jogando pelo León e Puebla. Fez carreira de sucesso no futebol mexicano, conquistando o bicampeonato nacional em 1991/92, pelo León. Já no fim da carreira, em 1997, foi para o futebol da Guatemala e conquistou o título nacional pelo Comunicaciones nesse mesmo ano, abandonando o futebol logo a seguir.  

A sua passagem pela Seleção foi discreta e fez parte do grupo que disputou a Copa do Mundo de 1990, na Itália. O único título foi o da Copa América de 1989, que também fazia parte do grupo.

Números da Carreira:
Flamengo – 391 jogos e 131 gols
Grêmio – 32 jogos e 19 gols
Internacional – 57 jogos e 32 gols
Vasco – 82 jogos e 35 gols
Bayern Leverkusen – 37 jogos e 22 gols
Pescara – 31 jogos e 17 gols
León – 167 jogos e 86 gols
Puebla – 42 jogos e 23 gols
Comuniciones – 11 jogos e 6 gols
Seleção Brasileira – 34 jogos e 6 gols, sendo 31 oficiais com 6 gols

domingo, 23 de abril de 2017

CANETA USADA NA ASSINATURA DA ATA DE INSTALAÇÃO DO MUNICÍPIO DE MIRACEMA FAZ PARTE DO ACERVO DO CENTRO CULTURAL MELCHÍADES CARDOSO


Em 5 de maio de 2016, durante os festejos de comemoração do 80º aniversário de Emancipação Político-Administrativa de Miracema, a Secretaria de Cultura e Turismo recebeu da Sra. Lielza Lemos Machado, o presente de maior significado histórico para nós, miracemenses. Trata-se da caneta com que foi assinada a ata de instalação do Município, ocorrida em 3 de maio de 1936.

A peça que já está integrada ao acervo do Centro Cultural Melchíades Cardoso foi recebida por intermédio do Presidente Interino do Conselho de Cultura, Marcelo Salim de Martino, que se traduz em importante doação realizada pela família Lemos Machado.

Segundo a historiadora e escritora miracemense Lielza Lemos Machado, a família decidiu que a referida pena deveria ser conservada em Miracema. A caneta, confeccionada de metal, possui formato de uma pena, com a inscrição 'lembrança', não possui valor monetário e sim histórico para o povo de Miracema.

Nossos agradecimentos aos familiares, especialmente à Lielza Lemos Machado e sua família, que soube preservar durante todos esses anos um dos objetos mais importantes utilizados na cerimônia de instalação do Município, pelo ato de desprendimento e confiança, e ao historiador e pesquisador Marcelo Salim de Martino.

Fonte:  Ascom




sexta-feira, 21 de abril de 2017

SÃO JANUÁRIO: UMA CASA PORTUGUESA, COM CERTEZA!


Decididos a fazer do Vasco um clube grande, os vascaínos partiram então para a construção de um estádio, passando angariar fundos entre 1924 e 1926. Listas corriam pela cidade, onde muita gente assinava, dando a contribuição que podia.  O êxito foi tanto que, ao final de 1926, oito mil novos sócios tinham ingressado no clube. Em 1925, foi adquirido um terreno numa colina em São Cristóvão, que havia sido ocupada no século XIX por uma chácara doada por D. Pedro I à Marquesa de Santos

Com a sua popularidade e o seu quadro social crescendo rapidamente, e com o grande sucesso de seu plano de construção do estádio, o Vasco foi admitido na AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Amadores), em igualdade de condições com os clubes grandes, ainda em tempo para o campeonato de 1925. A pedra fundamental foi lançada no dia 6 de junho de 1926. Raul da Silva Campos era o presidente do Vasco.  

Menos de 11 meses depois, o clube entregava ao futebol brasileiro o estádio Vasco da Gama, mais tarde popularmente denominado de São Januário. Na época de sua inauguração, São Januário era o maior estádio da América do Sul e, até a inauguração do Pacaembu em 1940, seria o maior do Brasil. Jogos da Seleção foram regularmente realizados em São Januário até a inauguração do Maracanã em 1950.

No jogo inaugural de seu estádio, em 21 de abril de 1927, o Vasco enfrentou a equipe do Santos, famosíssima pela força arrasadora do seu ataque. O Santos venceu por 5 a 3, após um empate de 1 a 1 no primeiro tempo. Evangelista (2), Feitiço, Omar e Araken marcaram pelos santistas, e Galego – o primeiro gol do Vasco no seu novo estádio –, Negrito e Pascoal pelos cruzmaltinos.

Os refletores foram inaugurados praticamente um ano depois, em 31 de março de 1928, com a realização de uma partida internacional – fato raro na época – contra o Wanderes, do Uruguai. O Vasco venceu por 1 a 0, gol olímpico do atacante Santana.

O maior público oficial já registrado em São Januário foi de 40.209 pagantes, na derrota do Vasco para o Londrina, do Paraná, por 2 a 0, em 19 de fevereiro de 1978. Essa derrota eliminou o Vasco do campeonato brasileiro de 1977. 

Roberto Dinamite (184), Romário (152) e Ademir Menezes (94), são os maiores artilheiros do estádio. 


quinta-feira, 20 de abril de 2017

VAGNER BACHAREL: UM FIM TRÁGICO NO FUTEBOL


Na tarde de 14 de abril de 1990, no jogo entre Paraná Clube e Sport Club Campo Mourão pelo campeonato estadual, Bacharel dividiu uma bola aérea com Charuto, zagueiro adversário, ocorrendo um choque de cabeças. Imediatamente, o jogador do Paraná clube foi atendido e como reclamou de dores, foi removido para um hospital da capital paranaense.

Dois dias depois, recebeu alta médica após os resultados das radiografias nada constatarem, porém, retornou ao mesmo hospital horas depois de sua saída. Duas convulsões forçaram a reinternacão. Só então um neurocirurgião foi acionado. Após uma tomografia – que já deveria ter sido feita no dia do ocorrido – constataram um edema no cérebro e duas contusões no crânio. Com a piora de sua saúde foi transferido para outro hospital no dia 19, mas já era tarde demais. No dia 20 de abril, foi atestado o seu falecimento, aos 35 anos de idade, tendo como causa um edema cerebral. Estava encerrada a trajetória de um dos mais alegres e carismáticos jogadores do país, conforme descrito na reportagem da revista Placar edição nº 1036, de 27 de abril. O zagueiro deixou a viúva Renata e dois filhos, de 8 e 5 anos. 

Elogiado pela qualidade de seu futebol e por muita determinação que demonstrava em campo, Vágner passou por Madureira, Volta Redonda, Joinville, Cruzeiro e Internacional, antes de chegar ao Palmeiras. No alviverde, formou dupla com Luís Pereira e foi vice-campeão Paulista de 1986. Depois do Palmeiras, defendeu o Botafogo, Sport Recife, Guarani, Vila Nova (GO) e o Paraná Clube.


Vágner Araújo Antunes nasceu no Rio de Janeiro, em 11 de dezembro de 1954. Viveu seu melhor momento na carreira defendendo o Palmeiras, entre os anos de 1983 e 1987, marcando 22 gols em 260 jogos. No período de jejum de títulos, foi um dos melhores zagueiros que passou pelo Alviverde, ao lado do grande Luís Pereira, com quem formou uma dupla de zaga de respeito. Sua fase era tão boa entre 1984 e 1986, que chegou a ser cogitada sua presença na Seleção. Deixou a marca de um zagueiro técnico que sabia sair jogando e com uma forte presença no setor ofensivo, principalmente nas bolas paradas. 

terça-feira, 18 de abril de 2017

BLOG ALMANAQUE (1977/1983) - ATLÉTICO MINEIRO: O GALO VINGADOR


No final dos anos 70 e início dos 80, Minas Gerais só conheceu um campeão: o Galo. Foi um hexacampeonato para deixar os cruzeirenses atordoados, rival que vinha dominando o cenário mineiro desde o surgimento de Tostão no final da década de 60. E o time que o Atlético Mineiro montou no Campeonato Brasileiro de 1977 era uma pequena amostra do jejum de títulos que o rival iria amargar. Citando apenas dois jogadores: a lucidez de Toninho Cerezo no meio e, no ataque, a genialidade de Reinaldo.  

Na final do Brasileiro de 1977, o Galo perdeu o título na decisão por pênaltis. Fez uma campanha inesquecível, sem uma única derrota.  Mas de 1978 a 1983, só deu Atlético em Minas.  Além disso, no cenário nacional, o time mineiro era um dos poucos times que podiam enfrentar o Flamengo de Zico e Cia em igualdade de condições. Tiveram confrontos inesquecíveis que aguçou uma rivalidade que é sentida até os dias atuais.  

Os dois rivais, aliás, serviram de base para a Seleção Brasileira que encantou o mundo em 1982.  Esse foi um dos times do Atlético: João Leite, Nelinho, Oliveira, Luisinho e Miranda; Heleno, Cerezo e Marcus Vinícius; Catatau, Reinaldo e Éder. Outros jogadores que fizeram parte do elenco e foram importantes ao longo desses anos: Alves, Orlando, Osmar Guarnelli, Chicão, Paulo Isidoro, Palhinha, entre outros.

Outro time que merece citação é o que deu o título nacional de 71, título esse que o esquadrão de 77/83 chegou perto, mas não conseguiu a tão esperada conquista.  O Atlético venceu o Botafogo em pleno Maracanã em 1971 e levou a Taça de Ouro – o brasileirão da época – para Minas Gerais com esse time: Renato, Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir e Oldair; Vanderlei, Humberto Ramos e Ronaldo; Lola, Dario e Tião.   

DR. NEY MENNA GUTTERRES: UMA VIDA DEDICADA À MEDICINA


Foram quase 60 anos de muita dedicação, carinho e atenção a cada um de seus pacientes, que trazem dentro do coração o seu nome guardado em um lugar muito especial.

Formou-se em 1961 e começou a trabalhar no Hospital de Miracema no ano seguinte. Escolheu sua terra natal para trazer ao mundo 14.622 crianças. Isso mesmo, por suas mãos foram realizados esse total de partos. Pode-se dizer que quase a metade da população de nossa cidade nasceu com ele. No entanto, não é demais acrescentar que muitas mães de cidades vizinhas tiveram seus filhos com ele em Miracema.

Dr. Ney é uma história viva e chega a ser difícil encontrar as palavras certas para traduzir o agradecimento que ele merece. Um verdadeiro exemplo de amor e dedicação à medicina, digno de ser seguido por quem abraça essa linda profissão de “dar” e “salvar” vidas.

É uma simples homenagem que faço a um miracemense muito especial e merecedor de nosso agradecimento e respeito. Obrigado por tudo! 


sábado, 15 de abril de 2017

A TRÁGICA MORTE DE ROBERTO BATATA, UM ÍDOLO DA TORCIDA CRUZEIRENSE


Um acidente automobilístico interrompeu a carreira do atacante de 27 anos, que saía de Belo Horizonte para rever sua esposa e filho, na cidade de Três Corações, em 13 de maio de 1976. Ele dormiu ao volante e bateu de lado no primeiro caminhão.  Perdeu o controle de vez e bateu de frente no segundo caminhão. Teve morte instantânea.

Roberto Batata disputou seu último jogo pelo Cruzeiro conta o Alianza Lima, no Peru, um dia antes, pela Taça Libertadores da América, competição essa que o time mineiro acabou conquistando naquele ano, sob o comando técnico miracemense Zezé Moreira. Nesse jogo contra o Alianza, ninguém podia imaginar que foi a última bola que mandou para as redes ao marcar o primeiro gol da goleada. Sua velocidade, seus dribles, seus gols - tudo isso estava fazendo dele um jogador indispensável aos esquemas de Zezé Moreira. Indispensável como a alegria que trazia às concentrações e aos treinos.  

O técnico Zezé Moreira já estava no Rio quando foi comunicado do ocorrido:
- Quando recebi a notícia fiquei desanimado e incrédulo. Como é que essas coisas acontecem? Nós somos como uma mosca. A gente está voando e, de repente, vem uma mão e nos dá o golpe. E estamos no chão. O Cruzeiro dependia muito dele, muito mais do que qualquer um possa imaginar. Um jogador decisivo, inteligente, solidário, de grande visão. 

Rapidez, impulsão e um canhão no pé direito eram as armas desse artilheiro camisa sete, que vestiu o manto celeste do Cruzeiro em 285 jogos, marcando 110 gols. Além da Libertadores de 1976, Roberto Batata conquistou o tetracampeonato mineiro, entre os anos de 1972 e 1975.  

Roberto Monteiro nasceu em Belo Horizonte em 24 de julho de 1949. Quando chegou à base do Cruzeiro logo demonstrou as qualidades que fizeram dele, mais tarde, um jogador imprescindível na equipe. A partir de 1972, ganhou a vaga no time principal e um lugar especial no coração da apaixonada torcida cruzeirense. Viveu o ápice da carreira em 1975, quando foi convocado para a Seleção Brasileira e fez seis jogos oficiais, marcando três gols.   


O apelido “Batata” foi dado por um técnico que ficou impressionado com a fúria que ele devorava um prato de batatas fritas.    

quarta-feira, 12 de abril de 2017

JOSÉ DE OLIVEIRA FILHO (BERICO): O “NOVO PELÉ”


Geralmente quando surge um jogador diferenciado e com algumas características físicas com um craque do passado ou até de sua época, a imprensa logo se apressa em fazer comparações do seu futebol ao do “fulano” e ao “ciclano”, e por aí vai. Se o garoto não tiver uma estrutura mínima, a sua carreira não decola e as “comparações” ficam eternizadas apenas nas manchetes dos jornais. Existem as exceções, mas são poucas e muito raras. Na quase totalidade desses fatos, o que resta são apenas as lembranças de uma carreira que poderia ter tido uma trajetória diferente.

Quantos “Pelés” não vingaram ao longo dos anos? Isso é o que podemos chamar de uma “comparação” mais do que covarde. Citando apenas mais um, o saudoso atacante Washington – não é aquele que fez dupla com Assis, formando o Casal 20 – que surgiu no início dos anos 70, foi mais uma vítima dessa comparação com o Rei.

Fiz o relato acima para exemplificar o “Novo Pelé” que surgiu no Guarani, de Campinas, no início dos anos 60. Nascido na cidade paulista de Sertãozinho, em 10 de abril de 1942, José de Oliveira Filho, mais conhecido como Berico, artilheiro do time campineiro, foi logo comparado pela mídia local ao já consagrado Pelé. O sucesso do garoto fez surgir o interesse de outros clubes e o Flamengo, já vislumbrando o futuro do “Novo Pelé” em seu quadro e disparando sua artilharia no Maracanã – palco principal do futebol mundial – foi mais rápido e o contratou. A negociação foi muito badalada e o jogador teve que sair escondido de Campinas, pois a torcida do Bugre não aceitava a perda do artilheiro.

No dia 10 de outubro de 1964, cercado de muita expectativa, Berico fez sua estreia com a camisa rubro-negra contra o Olaria, pelo Campeonato Estadual. Não poderia ter sido melhor a impressão inicial deixada pelo artilheiro. Na vitória por 3 a 0, Berico marcou dois gols e teve uma atuação destacada. No dia seguinte as manchetes destacavam que “um novo Pelé chegou ao Flamengo”. Ele foi titular nos cinco jogos seguintes, contra Fluminense, Ceará, São Cristóvão, Bangu e Santos, e não marcou um gol sequer. As cobranças foram inevitáveis e o garoto de 22 anos não suportou a pressão. Só voltou a marcar um gol no amistoso contra o Sporting, de Portugal, em 17 de fevereiro de 1965, num torneio de clubes no Peru.
Berico e Procópio Cardoso 

Fez o seu último jogo pelo Flamengo contra o Botafogo, em 08 de maio de 1965, pelo Torneio Rio-São Paulo, na derrota por 1 a 0. Com 22 jogos e 5 gols marcados, com apenas oito meses de clube, estava encerrada a passagem de Berico pelo time da Gávea. A decepção foi muito grande e ele não deixou saudade no torcedor rubro-negro.

A saída do Flamengo fez bem ao atacante que foi fazer sucesso no futebol mexicano, atuando por dez anos seguidos, defendendo o Club Deportivo Oro, de Jalisco (1965/71), e o Pumas (1971/75). Rumou depois para os Estados Unidos e defendeu o San Antonio Thunder (1975/76), Sacramento Spirits (1977) e o Sacramento Gold (1978), onde encerrou definitivamente sua carreira, longe dos holofotes e da mídia.

Em 22 de agosto de 2016, aos 74 anos, Berico faleceu na cidade americana de Sacramento, na Califórnia. O seu corpo foi cremado e as cinzas levadas para Puebla, no México. Inclusive, ele tem uma filha que reside em solo mexicano.  

segunda-feira, 10 de abril de 2017

CAJU: O IRREVERENTE PAULO CÉSAR LIMA


Paulo César Lima, o “Caju”, apelido que ganhou quando retornou de uma viagem aos Estados Unidos com o cabelo pintado, em 1968, foi um dos jogadores mais irreverentes da história do futebol brasileiro. Afinal, ele tinha uma técnica excelente, ótimo nível de habilidade, inteligência na armação das jogadas e chute forte. Resumindo: um gênio com a bola nos pés! Ainda garoto, na primeira metade dos anos 60, no futebol de praia carioca era conhecido como Paulo Pelé.  

Nascido no Rio de Janeiro em 16 de junho de 1949, esse ponta-esquerda começou a sua carreira no Botafogo e ainda jovem já demonstrava um talento incomum e um potencial acima da média.  Logo foi alçado ao time principal e antes de completar os 18 anos já brilhava com atuações destacadas e fazendo gols, como na final da Taça Guanabara de 1967, quando marcou os três gols do Fogão na vitória por 3 x 2, contra o América, de virada. Pelo Botafogo foi bicampeão carioca em 1967/68, e campeão  da Taça Brasil em 1968. Foi, ainda, artilheiro do carioca de 1971, com 11 gols. Vestiu a camisa do Glorioso em 264 jogos e marcou 83 gols.

Um fato que é desconhecido por muitos foi a breve passagem de PC pelo juvenil do Flamengo no início dos anos 60. Outro detalhe a ser acrescentado é que Paulo César é irmão adotivo do ex-zagueiro Fred, e jogaram juntos no Flamengo e Botafogo.    

Após participar da Copa do Mundo de 1970, na reserva, quando o Brasil sagrou-se Tricampeão Mundial, foi negociado com o Flamengo, em 1972. Permaneceu até 1974, marcando 19 gols em 105 jogos e conquistando o título carioca de 1972. Foi negociado com o Olympique de Marselha, da França, depois de sua participação na Copa do Mundo da Alemanha. Apesar de curta, a passagem pelo futebol francês foi marcante - 31 jogos e 17 gols assinalados. Ainda assim, foi Campeão da Copa da França de 1975.

Voltou para o futebol brasileiro. A vinda pro Fluminense, que iniciava a formação da “Máquina Tricolor”, caiu como uma luva em seu retorno. Mostrou maturidade e conquistou o bicampeonato carioca em 1975/76. Foi um verdadeiro maestro do time, que defendeu em 85 jogos com 16 gols marcados. Retornou ao Botafogo em 1977, e ficou até 1978. Ainda em 1978 foi negociado com o Grêmio e acabou sendo Campeão Gaúcho em 1979. Voltou ao futebol carioca e atuou pelo Vasco em 1980, numa passagem discreta, com 27 jogos e 7 gols. 

Mais um time de massa estava em seu caminho e ele acabou no Corinthians em 1981. Apenas 4 jogos disputados. Entre os anos de 1981 e 1983 rodou pelo futebol americano. Já no ocaso de sua carreira, depois de ter praticamente parado de jogar, recebeu um convite do Grêmio para jogar a final do Mundial Interclubes de Tóquio, em 1983. Convite aceito participou do jogo e encerrou definitivamente sua carreira com mais um título.

Vestiu a camisa do Brasil em 76 jogos e marcou 16 gols, sendo 58 oficiais e 11 gols.

PC Caju conheceu a glória e as noites cariocas e foi assim que a sua fama de boêmio começou. Seu jeito falastrão acabou despertando a ira de pessoas do futebol e de fora dele também. Taxado como um jogador polêmico, muitas vezes foi perseguido por ser negro. 

No dia 04 de agosto de 2016, no Rio de Janeiro, Paulo César Caju recebeu das mãos do presidente  François Hollande, a medalha de cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra da França, uma das maiores distinções do país. E todo esse reconhecimento se deu em apenas uma temporada que o Caju atuou no futebol francês, 1974/75, defendendo o Olympique de Marseille, ao lado de outro brasileiro - Jairzinho - o "Furacão da Copa" de 1970. 



terça-feira, 4 de abril de 2017

FAUSTO DOS SANTOS - MARAVILHA NEGRA: PRIMEIRO BRASILEIRO A JOGAR NO BARCELONA, DA ESPANHA


Fausto nasceu na cidade maranhense de Codó no dia 28 de fevereiro de 1905, mas mudou-se ainda menino para o Rio de Janeiro. Começou sua carreira no Bangu - 68 jogos e 5 gols, sendo em seguida negociado com o Vasco – 145 jogos e 13 gols (campeão carioca em 1929 e 1934). Jogou depois por Barcelona (Espanha), Young Fellows (Suíça), Nacional (Uruguai) e Flamengo, onde encerrou a carreira, em 1938, já declinando fisicamente e atuando como zagueiro central. Já apresentava os primeiros sinais da doença que o levaria à morte. Quando retornou da Suíça, sagrou-se campeão carioca em 1934, pelo Vasco.

Com seu elegante estilo de matadas no peito, exímio controle de bola e passes longos, esse mulato alto e forte foi o primeiro de uma escola brasileira de jogadores clássicos de meio campo. Um verdadeiro “maestro” dentro das quatro linhas. Jamais brincava em serviço, sendo vigoroso na liderança dos companheiros. Foi considerado o melhor jogador de sua posição nas décadas de 20 e 30.

Jaguaré e Fausto 
Disputando a Copa do Mundo no Uruguai, em 1930, foi chamado de “Maravilha Negra” em razão de sua atuação no mundial. Defendeu o Brasil em 6 jogos, sendo 4 oficiais. Jogando no Barcelona sofreu atos discriminatórios por ser negro. Foi o primeiro brasileiro – ao lado do goleiro Jaguaré – a defender o Barcelona, entre os anos 1931 e 1932. Foi contratado ao Vasco durante uma excursão do time à Espanha. Jogou 30 partidas e marcou 3 gols, todas amistosas, já que naquela época jogadores estrangeiros não podiam disputar partidas oficiais.

Morreu novo, aos 34 anos, esquecido e na miséria, vítima de tuberculose, em um sanatório na cidade mineira de Santos Dumont, em 28 de março de 1939.

Triste fim para um craque do futebol brasileiro, que defendendo o Barcelona em um jogo na cidade de Paris, recebeu do jornal “France Football” este elogio: “Ele faz com espantosa facilidade o que outros fariam com um esforço sobre-humano. Fausto, com seu futebol maravilhoso, veio ensinar à Europa como jogar um Center-half”.

Fausto dos Santos teve uma das carreiras mais brilhantes, rápidas e trágicas do futebol brasileiro.  


DR. EVANDRO FREIRE: UM FILHO DE MIRACEMA COM RECONHECIMENTO INTERNACIONAL NA ÁREA DE MEDICINA




Evandro Costa da Silva Freire nasceu em Miracema no ano de 1931. Dr. Evandro é um dos filhos de Sylvio de Campos Freire e Myrthes Costa Freire. A outra filha, Sylthes Maria da Silva Freire Bruno, foi casada com o médico Dr. Sebastião Bruno.

Médico-cirurgião que dedicou a maior parte de sua carreira ao serviço público. Desde 1970 foi morador da Ilha do Governador. Formou-se pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – então Universidade do Brasil – em 1954, e poucos anos depois já era professor na Faculdade de Medicina.  


Especializado em Cirurgia Geral, foi chefe da equipe de Emergência do Hospital Estadual Getúlio Vargas e integrou o corpo clínico do Departamento de Cirurgia Geral do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho. Membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Evandro Freire recebeu, em 1998, o título de "State Faculty" do American College of Surgeons, por ter alcançado o desempenho máximo no "Advanced Trauma Life Suport" (ATLS). Cirurgião reconhecido teve mais de 100 trabalhos publicados em revistas médicas nacionais e estrangeiras.


Dr. Evandro faleceu no Rio de Janeiro em 6 de outubro de 2011. Ele teve quatro filhos: Marcos (médico e professor da UFRJ); Mauro (médico-cirurgião); Evandro Luís (engenheiro mecânico); e Ana Cristina, a caçula (dentista). 

No dia 1º de março de 2013, com a presença de Dilma Rousseff, familiares e demais autoridades, foi inaugurado o Hospital Municipal Evandro Freire, na Ilha do Governador. Uma homenagem mais do que justa a um médico que dedicou sua vida para “salvar vidas”.

Confirmando a sua importância e respeito junto aos pares da área médica, o CREMERJ (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro) criou em 18 de outubro de 2019 a COMENDA E MENÇÃO HONROSA DR. EVANDRO FREIRE. Essa iniciativa foi a partir do evento que homenageou os médicos que auxiliaram no resgate às vítimas do incêndio do Hospital Badim, ocorrido três dias antes. Sendo assim, a partir de então, anualmente, na semana na qual se comemora o Dia do Médico, o CREMERJ vai homenagear os médicos que se destacaram no cumprimento do dever com uma Comenda. Esta condecoração não poderia ter outro nome: Comenda e Menção Honrosa Doutor Evandro Freire. Um dos maiores especialistas em trauma no Brasil. Seu livro “TRAUMA” é referência no meio médico. Membro ativo e participante como palestrante de vários congressos e eventos da SBAIT (Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado).

É um orgulho, para nós miracemenses, ter um filho da terra com tamanho reconhecimento por serviços prestados em uma profissão tão nobre.

Sobre o livro “Trauma”, uma verdadeira enciclopédia, são dois volumes com uma coletânea de mais de 300 médicos especializados em todo Brasil. Tem um capítulo até do Ivo Pitangui. A parte do Dr. Evandro no livro é a que fala justamente de traumas no fígado, onde tinha excelência nacional. O livro é conhecido em todas as universidades de medicina. De acordo com a informação de seu sobrinho, Sebastião Bruno, ele queria que o livro fosse colorido, mas a diferença de valor para a versão preto e branco era muito grande. Ele acabou optando pela versão mais barata para dar mais acessibilidade de preço ao estudante de medicina. E não fica por aí: abriu mão de direitos autorais para baixar ainda mais o custo final.

Os meios de comunicação podem ser usados para o bem e para o mal. Tenho por princípio seguir uma linha de publicação que não desrespeita o amigo leitor. Às vezes você pode até não gostar ou discordar de algum texto, o que é natural e plenamente aceitável. Quando a publicação atinge pessoas que estão distantes e desconhecemos, é muito gratificante e nos dá a certeza que esse é o caminho a ser percorrido...

Na matéria do meu blog sobre o Dr. Evandro Freire – aqui descrita – recebi de uma leitora, que não informou onde reside, mas creio que seja na capital carioca, o seguinte depoimento:

“Meu nome é Lívia Regina Kitaoka e fiquei muito feliz com essa publicação. Esse médico salvou a vida de meu marido, quando o mesmo tinha uns 13 anos de idade, após sofrer um acidente de mobilete colidindo com um ônibus. O guidom da mobilete esmagou mais de 50% do fígado dele. Dr. Evandro fez uma cirurgia de ligação hepática, e se não estou enganada foi a primeira que deu certo, realizada aqui no Brasil, em épocas de poucos recursos na medicina com relação a equipamentos. Meu marido vive muito bem, sem nenhuma necessidade de medicações, há cerca de 47 anos. Dr. Evandro deu inúmeras palestras e cursos sobre essa cirurgia e provavelmente deve ter publicado a história em um de seus livros.”