sábado, 17 de fevereiro de 2024

JORGE MENDONÇA: UM ÍDOLO PALMEIRENSE DE TOQUE REFINADO

 


JORGE Pinto MENDONÇA nasceu em Silva Jardim-RJ, em 06 de junho de 1954. Meia-atacante habilidoso, inteligente, eficiente na criação das jogadas e bom finalizador. Foi muito cobrado ao longo de sua carreira por não chegar junto nas divididas. É o único, depois de Pelé, a marcar mais de trinta gols em um campeonato paulista. Vestindo as camisas de Palmeiras e Guarani viveu o seu melhor momento.


Assim o jornalista Paulo Vinícius Coelho definiu Jorge Mendonça: “A elegância era, às vezes, confundida com falta de fibra. Acusavam-no de pipoqueiro. Os críticos devem imaginar o que seria Jorge Mendonça se não tivesse esse defeito”.



Começou no Bangu – 51 jogos e 25 gols, e passou por Náutico (campeão pernambucano em 1974), Palmeiras – 217 jogos e 102 gols (campeão paulista em 1976), Vasco – 25 jogos e 10 gols, Guarani - 142 jogos e 88 gols, Ponte Preta, Rio Branco (ES), Colorado (PR) e Paulista de Jundiaí (SP).


Vestiu a camisa da Seleção em 11 jogos e marcou 2 gols, sendo 6 oficiais e participou da Copa do Mundo de 1978.


Depois de uma carreira de destaque, Jorge Mendonça deixou o futebol em 1991, aos 37 anos. Já convivia com os males do alcoolismo. Além do álcool, a artrite já corroía o corpo. Os problemas pessoais se agravaram e a separação litigiosa pesou no bolso. Atravessou uma série de dificuldades financeiras e perdeu todo o seu patrimônio.  


Morreu ainda novo, aos 51 anos, vítima de um infarto fulminante, em 17 de fevereiro de 2006, na cidade paulista de Campinas, onde residia. Estava em casa, quando passou mal. Levado às pressas para o Hospital, não resistiu.


Morava com seu pai, e sua maior alegria era poder estar todos os dias trabalhando no Guarani, clube que aprendeu a amar quando chegou em 1981. Jorge Mendonça trabalhava desde 2002 como coordenador do Projeto Bugrino, criado pelo Guarani para integrar crianças de baixa renda à sociedade. 


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