terça-feira, 5 de julho de 2016

TRIBUNAL DE CONTAS BLOQUEIA 198 MILHÕES POR IRREGULARIDADES NO MARACANÃ


O TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro) decidiu nesta terça-feira (5) bloquear R$ 198 milhões em repasses Odebrecht, Andrade Gutierrez e Delta devido a irregularidades na reforma do estádio do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014. As três construtoras foram as responsáveis pela obra, contratada pelo governo do Estado do Rio.

Um relatório recomendando o bloqueio dos repasses foi aprovado no início desta tarde, por unanimidade, pelos conselheiros do TCE. Auditores do tribunal de contas já haviam detectado irregularidades de R$ 93 milhões durante a reforma do estádio (2010 a 2013). Até hoje, porém, o caso não havia sido julgado.

A sessão plenária desta terça-feira mudou essa situação. Conselheiros do TCE ratificaram a análise do conselheiro-relator José Gomes Graciosa e atestaram a existência de pagamentos em duplicidade feitos pelo governo, realização de serviços desnecessários e sobrepreços na compra de materiais usados na reforma. 

Graciosa destacou na sessão que não houve revisão dos preços após as desonerações fiscais conferidas pelo governo federal às empresas que fizeram as obras do Complexo Maracanã. Segundo ele, isso pode ter gerado um ganho a mais de R$ 95 milhões para as construtoras.

O TCE apontou também que o ex-secretário de Obras, Hudson Braga, autorizou um reajuste de R$ 29 milhões no contrato da obra, enquanto as próprias empresas pediam um aumento de R$ 22 milhões, ou seja, R$ 7 milhões a menos.

Por tudo isso, o tribunal de contas entendeu que as empresas devem devolver aos cofres públicos os R$ 198 milhões. Como precaução, o órgão determinou que repasses às empresas de valor semelhante sejam bloqueados pela Secretaria de Fazenda do Estado.

"O montante será retido para suprir este eventual dano que foi quantificado. Todos serão notificados para responder às questões levantadas pelo Tribunal. Mas decidiu-se, cautelarmente, que o governo não repasse a estas empresas do Consórcio Maracanã o valor de R$ 198 milhões referente a outras obras que eventualmente eles possam estar realizando para o governo do Estado", explicou o presidente do TCE, Jonas Lopes de Carvalho Junior.

A obra no Maracanã para a Copa do Mundo começou orçada em R$ 705 milhões. O governo do Estado afirma ter empregado mais de R$ 1,2 bilhão no projeto.

"É inegável e inevitável a afirmação de que melhor seria se o Estado do Rio de Janeiro, um dos Estados-sedes da Copa do Mundo, tivesse gasto R$ 1,2 bilhões na saúde e educação", complementou o conselheiro Graciosa.

Texto e foto UOL Notícias 

PLANOS DE SAÚDE TERÃO COBERTURA OBRIGATÓRIA DE TESTES DE ZIKA



Os testes para diagnosticar a infecção pelo vírus da zika passarão a ter cobertura obrigatória pelos planos de saúde, segundo uma resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A decisão passa a valer a partir da próxima quarta-feira (6).

De acordo com a resolução, três tipos de testes de zika passam a fazer parte do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde no Âmbito da Saúde Suplementar: o teste de zika por PCR, IgM e IgG.

O teste PCR, ou de biologia molecular, consiste em multiplicar a quantidade de RNA do vírus na amostra coletada, ou seja, amplificar o material genético do vírus para que seja possível identificá-lo quimicamente. O teste molecular, apesar de ser preciso, é capaz de detectar a presença do vírus em um período muito curto de tempo: só até cinco dias depois do aparecimento dos sintomas.

Já os testes IGM e IGG, ou testes sorológicos, são capazes de detectar anticorpos produzidos em resposta à infecção pelo vírus da zika. O IgM (imunoglobulina M) detecta anticorpos produzidos na fase aguda da doença e o IgG (imunoglobulina G) detecta se houve infecção anterior pelo vírus.  


Texto G1

PROMESSAS OLÍMPICAS QUE NÃO SERÃO CUMPRIDAS


Os compromissos olímpicos para o meio ambiente assumidos pelo Rio no dossiê de candidatura para os Jogos Olímpicos de 2016 foram todos descumpridos.

O tratamento do esgoto lançado baía de Guanabara não avançou nem metade do prometido. A lagoa de Jacarepaguá, que margeia o Parque Olímpico, continua fétida e assoreada.

Nem mesmo o plantio de mudas na Mata Atlântica, de simples execução, foi concluído como prometido. O sonho de abrir a Lagoa Rodrigo de Freitas para banhistas foi abandonado.

Dificuldades financeiras, de gestão e até novos critérios justificam o abandono dos compromissos feitos ao COI (Comitê Olímpico Internacional) no Dossiê de Candidatura da Rio-2016. O documento de 614 páginas usava o legado dos Jogos como um dos principais ativos para trazer o evento pela primeira vez para a América do Sul.

Agora, o Rio conta com a sorte para não ocorrer, por exemplo, uma mortandade de peixe na lagoa que margeia o Parque Olímpico.Em setembro do ano passado, cerca de uma tonelada de peixes mortos foi retirada das águas da lagoa.

À época, a Secretaria do Ambiente atribuiu o fenômeno aos fortes ventos que atingiram a região, o que remexeu a matéria orgânica do fundo da lagoa, formada pelo esgoto lançado ao longo dos 40 anos de ocupação sem saneamento básico na zona oeste. Isso liberou gases tóxicos, reduzindo o oxigênio para peixes que ainda sobrevivem na região.

De lá para cá, pouco avançou. A drenagem da lagoa, orçada em R$ 673 milhões, teve licitação suspensa por suspeita de cartel e foi paralisada após questionamentos do Ministério Público.

"A lagoa não é mais uma latrina. É um túmulo. Tem que rezar para que não chova, não vente, para que os gases não sejam eliminados do interior da lagoa e não gere uma mortandade de peixe na Olimpíada", disse o biólogo Mário Moscateli, que contribuiu com o plantio de mudas no mangue da região.

A retirada de cerca de 5 milhões de metros cúbicos de matéria orgânica do fundo da lagoa ajudaria a melhorar a qualidade da água. A solução definitiva, porém, depende do saneamento básico da região, que ainda lança esgoto sem tratamento na lagoa.

O sistema que vai atender à região da Vila dos Atletas ainda não está pronto. A Cedae promete concluí-lo até 15 de julho. Enquanto isso, os vizinhos do Parque Olímpico ainda despejam o esgoto produzido nas águas da lagoa de Jacarepaguá.

Sem saneamento básico em suas casas, mais de 100 mil pessoas de bairros próximos ainda lançarão o esgoto nas lagoas após os Jogos.

Texto Ítalo Nogueira / Folha de São Paulo

segunda-feira, 4 de julho de 2016

E JÁ SE PASSARAM 30 ANOS: POR ADILSON DUTRA

Adilson Dutra e Miracema, tudo a ver! 
Crônica escrita pelo jornalista miracemense em 2015. Fotos do acervo Adilson Dutra. 

Trinta anos do jornal Dois Estados e, coincidindo com o evento, trinta anos deste que vos fala em Campos, que naquele já longínquo 1985 ainda não era dos Goytacazes e era apenas intrépida e formosa como diziam os poetas e cronistas da cidade.

Se aqui no jornal eu contei causos da cidade, falei dos amigos e das coisas de minha terra, por aqui vivi intensamente o jornalismo, minha paixão,  o radialismo, minha melhor forma de viver, e o futebol, que está no meu sangue desde garoto pequeno na Praça Dona  Ermelinda na “Santa Terrinha”.
Adilson Dutra e Paulinho Criciúma 
Por aqui falei com meus ídolos, narrei gols de título, na campanha da Terceira Divisão do C.E Rio Branco, clube que me viu nascer como setorista para a Campos Difusora, comentei grandes  jogos, inclusive o primeiro da final do Módulo Branco, como a Terceira Divisão foi rebatizada em 1987, entre Americano x Caxias/RS, entrevistei grandes craques, com exclusividade e não como hoje que os jogadores só falam em coletiva. 

Por aqui ganhei respeito dos torcedores dos três gigantes, até hoje me perguntam qual o time do meu coração e acreditam quando digo que não há preferência entre eles e sim um grande e profundo respeito pelas três torcidas que me aceitaram e me deram a alegria de ser setorista em cada um destes e levar diariamente as novidades do Calabouço, do Parque Tamandaré e da Rua do Gás, como nós contávamos nos microfones das emissoras para identificar Rio Branco, Americano e Goytacaz para os ouvintes. 
Adilson Dutra e o craque Geovani
Aqui, na Rádio Cidade de Campos, ganhei um dos dois prêmios que enfeitam minha prateleira e estão em minha memória como reconhecimento de tudo que fiz pelo jornalismo, fui BOLA DE OURO em 1987, que pela primeira vez foi internacional e, ao lado do meu grande ídolo, Jorge Cury, apadrinhado pelo amigo Geneci Pestana Alvim, recebi de JJ o mais cobiçado prêmio do radialismo brasileiro, e aqui um parêntese para agradecer o carinho de Dawvan Lima, sem o qual não teria inscrito meu trabalho e conquistado a tão desejada BOLA DE OURO. 

Foram 25 anos de trabalho em praticamente todos os veículos de mídia de Campos dos Goytacazes, Campos Difusora, Rádio Cidade de Campos, onde formamos a primeira equipe independente do Estado do Rio e conquistamos uma cidade de audiência, conquistamos porque éramos um time forte com Sérgio Tinoco, Pessanha Filho e Paulo Lacerda a meu lado e com o apoio de Luiz Augusto, Renato Borges, Luiz Paulo Ribeiro e José Augusto, tomamos de "assalto" o rádio do torcedor campista e marcamos presença em duas ou três temporadas consecutivas. Anos dourados e vitoriosos do rádio campista. 
Adilson Dutra e equipe de esporte
Conversei com os grandes craques e fui um dos craques do microfone da Difusora, falei com Zico, nos vestiários, no hotel e no gramado, chamei Romário no canto do hotel para uma exclusiva e o Baixinho me contou que nunca ouviu falar de Miracema e seu pai não nasceu na nossa terra, explico: Rolava um boato na cidade que Romário era filho do Seu Valeiro, funcionário da Casa Marcelino, e eu não poderia deixar passar em branco. Certo? 

Sentei com Emil Pinheiro e Paulinho Criciúma, de boas lembranças para o torcedor do Botafogo, e vi que o atacante, além de grande jogador, é um ser humano da melhor qualidade e protagonizou uma cena que jamais esquecerei. Momentos antes da preleção uma criança do Espírito Santo, botafoguense fanática, com problemas sérios de nascença, queria conhecer o craque e... bem a história eu conto depois, mas ele foi até o saguão e pegou o garoto e foi para a preleção com ele no colo. Choro geral na portaria do Hotel Pálace e aprovação total de Emil Pinheiro para o ato de seu craque. 

Adilson Dutra e o técnico Jair Pereira
Andei por este país e por este estado acompanhando Americano, Goytacaz e Rio Branco, vi o basquete masculino fazer bonito em Nacionais e tive o prazer de conviver com um dos treinadores mais competentes do basquete brasileiro, Zé Boquinha, e me tornar amigo pessoal do hoje comentarista da ESPN, de ser assessor de imprensa de Cláudio Mortari e participar ativamente da vida do melhor voleibol do Brasil, time formado e comandado por Luizomar de Moura que trouxe grandes estrelas para a cidade, e, para citar apenas uma, a líbero Fabi, hoje na Globo e Medalhista Olímpica. 

Nos microfones da Difusora, Cultura, Continental e Cidade pude conversar com Sócrates, Romerito, Roberto Dinamite e ver Célio Silva nascer para o futebol vestindo a camisa do Americano e fazendo um jogo impecável contra o Vasco da Gama, parando Roberto Dinamite e em seguida seguir para o Rio para integrar o elenco vascaíno várias vezes campeão. 
Adilson Dutra na cabine do Maracanã
Vi o último título do Goytacaz, na Série B, subindo para a Elite e no mesmo ano cair e nunca mais subir, mas sou testemunha que a torcida alvianil não se apequena e mostra força durante todos estes 25 anos de tentativa de retornar a Primeira Divisão do Rio. Vi, infelizmente, o fim do Rio Branco, o fechamento do Campos Atlético e não fui participante ativo do seu retorno, mas estou feliz com a presença do Roxinho na Segunda Divisão do Rio novamente. 

Trabalhei com monstros do rádio brasileiro como Aloysio Parente, José Nunes da Fonseca, Josélio Rocha, conheci radialistas famosos e dividi com eles espaços à beira do gramado e sempre um tempinho para prosa com Eraldo Leite, Danilo Bahia (que saudade do amigo), Elso Venâncio, Cláudio Perrot, o incrível e extraordinário Denis Menezes, sempre atento e sempre carinhoso com os companheiros do interior.

Discuti e briguei, quase no tapa, com Gilson Ricardo, dividi cabine com Waldir Amaral e Jorge Cury, ouvi atentamente as prosas com Ruy Porto, João Saldanha e Doalcei Camargo, vi crescer Luiz Penido, que sempre acreditei que faria sucesso e tantos outros gênios que já nos deixaram ou que penduraram os microfones bem no alto.  
Adilson Dutra e o ex-zagueiro brasileiro/espanhol Donato 
Só fiz amigos, exceto Gilson Ricardo, e que hoje ainda trocam mensagens comigo e me fazem sentir importante e quando chego na terrinha e alguém quer um dedo de prosa, são muitos que me alegram com este pedido, um pelo menos lembra que já me ouviu por aqui ou ficava com o rádio de pilha colado no ouvido tentando captar as ondas médias e curtas das emissoras de Campos.  

Encerrando vou me lembrar do meu tio Caio Picanço, taxista na cidade do Rio de Janeiro, que na hora do "Mundo da Bola", da Rádio Nacional, do qual fui correspondente em Campos por vários anos, aumentava o rádio do carro e dizia para o passageiro: "Este é meu sobrinho Adilson, lá de Miracema" e, em uma destas, quem estava no banco de trás era seu ídolo Luiz Mendes, que disse: "Este garoto é bom, vou trazer para a Nacional em definitivo". 

Foi meu maior prêmio e foi o grande dia, segundo meu tio Caio, para ele e todos nós. 

domingo, 3 de julho de 2016

PREOCUPAÇÃO COM A MENINGITE EM CAMPOS

A secretaria de Saúde de Campos informou que acompanha dois casos suspeitos de meningite, em um jovem de 18 anos, com suspeita de meningococcemia, e uma criança de sete anos com suspeita de meningite pneumocócica, ambos internados no Hospital Ferreira Machado (HFM). Ainda segundo a secretaria, somente este ano, contando com esses dois, foram 22 casos notificados da doença, com seis mortes confirmadas, incluindo o caso das irmãs Ana Vitória e Joyci mortas em maio na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) depois de serem liberadas no Hospital Geral de Guarus (HGG). Os números põem o município a apenas oito casos da média histórica anual que, segundo a secretaria, é de cerca de 30 casos.

O infectologista Nélio Artiles explicou que 15% da população podem hospedar algum meningococo sem manifestar a doença. Isso não impede, no entanto, que a bactéria neisseria meningitidis seja transmitida para outro indivíduo que esteja com o organismo suscetível ou tenha uma pré-disposição genética a desenvolver a doença.

A meningite é uma inflamação da membrana que envolve o cérebro, a meninge, causada por várias bactérias, uma delas o meningococo. Essas bactérias podem, antes de desencadear a meningite, causar uma infecção em diversos órgãos pelo meningococo.

— As duas formas são extremamente graves. Qualquer meningite é grave e a meningococcemia é muito grave. Geralmente a mortalidade é muito alta, mas se for diagnosticada a tempo, a pessoa consegue se salvar sem sequelas — explicou o médico, explicando que as duas doenças avançam rápido. Já a meningite pneumocócica é mais lenta e ocorre geralmente após gripe, otite ou sinusites.

Segundo a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), são 13 sorogrupos de meningococos que causam a meningite, dentre eles os mais severos são o A, o B, o C, o Y e o W135. O diretor em Vigilância Sanitária de Campos, Charbell Cury e o diretor de infectologia do HFM, Telmo Garcia, foram procurados para explicar sobre quais sorogrupos estão em circulação no município, mas não obteve retorno.

O secretário Geraldo Venâncio explicou que as vacinas são liberadas pelo Ministério da Saúde em caso de surto ou epidemia, o que segundo ele não é o caso de Campos, mas também não informou sobre os sorogrupos.


Texto Folha Online 

sábado, 2 de julho de 2016

FRAUDE E SUPERFATURAMENTOS: PF INVESTIGA ESQUEMA QUE TIROU MILHÕES DE ATLETAS OLÍMPICOS


Um esquema criminoso que pode ultrapassar R$ 22 milhões em equipamentos que deveriam ir para atletas brasileiros. Às vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, a Polícia Federal investiga uma quadrilha formada por empresas e pelo menos cinco confederações esportivas. Entre os crimes, fraude de licitação, superfaturamento e falsidade ideológica.

As fraudes investigadas ocorreram na compra de itens como coletes para prática de lutas, tatames, equipamentos eletrônicos e programas de computador para análise de desempenho. Itens que foram licitados e comprados com dinheiro federal, oriundo de convênios com o Ministério do Esporte. De acordo com as investigações, as fraudes foram detectadas, até agora, nas confederações de Esgrima, Tiro com Arco, Taekwondo, Tiro Esportivo, além de associações como a Brasileira de Voleibol Paralímpico e clubes que patrocinam atletas olímpicos. O inquérito está sendo tocado pela Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros (DELECOR), no Rio de Janeiro.

Em uma das compras, uma empresa localizada em Saquarema, na região dos Lagos, no Rio, recebeu R$ 3 milhões pela compra de filmadoras, computadores, entre outros produtos de informática e entregou itens de menor valor. Segundo as investigações, neste caso, a Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD) informou ao Ministério do Esporte ter comprado 60 filmadoras de mão, ao custo de R$ 2,4 mil cada, mas a empresa forneceu câmeras avaliadas em R$ 200.

Já em outra licitação, para compra de tatames para o taekwondo, as investigações mostraram que a empresa vencedora é uma distribuidora de bebidas. Em depoimento, a dona negou que tenha participado da concorrência que custou aos cofres públicos R$ 432 mil. À PF, a responsável teria confessado que recebeu parte da verba apenas para participar do processo.

EMPRESA QUE COMANDA FRAUDE FICA A 230 METROS DO COB:

Pelo menos 14 convênios com o Ministério do Esporte, firmados desde 2011, estão sendo investigados no esquema que envolve mais de sete empresas. Entre elas, uma foi identificada como a cabeça da fraude. Localizada na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, ela fica a 230 metros da sede do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Criada para serviços de propaganda e marketing, a empresa se especializou em abrir sub-companhias de fachada com as quais combinava preços nas licitações para vencer o certame.

Antes de montar a empresa, em 2006, o sócio da companhia trabalhou como diretor de relações institucionais da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). A entidade, no entanto, não está entre as investigadas.

OUTRO LADO:

Procurado, o COB avisou que desconhece o assunto e aguarda mais informações para saber do que se trata. O Comitê ressalta que as confederações não vivem sob sua tutela, pois são autônomas.

A Confederação Brasileira de Tiro com Arco, por sua vez, respondeu: "Todas as nossas licitações seguiram estritamente o que dispõe a Lei nº 8.666/93, Lei de Licitações, com a devida publicidade e vinculação do Siconv, sistema público informatizado de convênios mantido pelo Governo Federal. Assim, se houve alguma irregularidade, a CBTarco é a maior interessada em averiguar eventual fraude e desconhece qualquer investigação nesse sentido. A Cbtarco ainda avisa que não tem qualquer relacionamento com os sócios da empresa SB Promoções, apesar de manter relação institucional com a citada empresa".

Texto ESPN 



TITE É O 11º TREINADOR GAÚCHO NA SELEÇÃO BRASILEIRA - POR JONATHAN SILVA



Natural de Caxias do Sul, Tite é o 11º treinador gaúcho no comando da Seleção Brasileira de futebol masculino. O taquarense Osvaldo Brandão foi o precursor nos anos 50.

A escola gaúcha de técnicos tem predominado na Seleção no início do século XXI. Desde 2006 quando o carioca Carlos Alberto Parreira deixou a seleção, só treinadores nascidos no Rio Grande do Sul estiveram à frente do comando técnico. Porém, mesmo com tamanho prestígio, o curioso é que a maioria deles não treinou o Brasil em Copas do Mundo. Até hoje, só Felipão e Dunga conseguiram este feito.

Relembre todos os treinadores gaúchos na seleção:

1- Osvaldo Brandão
Natural: Taquara-RS
Quando? Novembro de 1955 a fevereiro de 1956, março de 1957 a abril de 1957 e julho de 1975 a fevereiro de 197.
Campanha: 40 jogos (27 vitórias, 7 empates e 6 derrotas)

2 – José Francisco Duarte Júnior (Teté)
Natural: Pelotas-RS
Quando? Fevereiro a março de 1956
Campanha: 5 jogos (4 vitórias e 1 empate)

3 – Sylvio Pirillo
Natural: Porto Alegre-RS
Quando? Junho a julho de 1957
Campanha: 4 jogos (3 vitórias e 1 derrota)

4 – Oswaldo Azzarini Rolla (Foguinho)
Natural: Porto Alegre-RS
Quando? Março de 1960
Campanha: 6 jogos, (3 vitórias, 1 empate e 2 derrotas)

 5 – Carlos Benevenuto Froner
Natural: São Borja-RS
Quando? Abril de 1966
Campanha: 2 jogos (1 vitória e 1 derrota)

 6 – João Alves Jobim Saldanha
Natural: Alegrete-RS
Quando? Abril de 1969 a março de 1970
Campanha: 17 jogos (14 vitórias, 1 empate e 2 derrotas)

 7- Cláudio Pêcego de Moraes Coutinho
Natural: Dom Pedrito-RS
Quando? Março de 1977 a outubro de 1979
Campanha: 45 jogos (27 vitórias, 15 empates e 3 derrotas)

8 – Luiz Felipe Scolari
Natural: Passo Fundo-RS
Quando? Julho de 2001 a agosto de 2002 e novembro de 2012 a julho de 2014
Campanha: 26 jogos (19 vitórias, 1 empate e 6 derrotas)

9 – Dunga
Natural: Ijuí-RS
Quando? Agosto de 2006 a julho de 2010 e julho de 2014 a junho de 2016
Campanha: 69 jogos (50 vitórias, 12 empates, 7 derrotas)

 10 – Mano Menezes
Natural: Passo do Sobrado-RS
Quando? Agosto de 2010 a novembro de 2012
Campanha: 39 jogos (26 vitórias, 6 empates, 7 derrotas)

 11 – Adenor Leonardo Bacchi (Tite)
Natural: Caxias do Sul-RS