quinta-feira, 17 de novembro de 2022

FERENC PUSKAS: O MAJOR GALOPANTE

 


Ferenc Puskas nasceu em Budapeste no dia 1º de abril de 1927. Lendário atacante húngaro e considerado o maior jogador do mundo antes do surgimento de Pelé. Dono de habilidade precisa para passes e dribles curtos e secos, além de um primoroso chute de esquerda, era um jogador refinado e técnico. Um dos maiores de todos os tempos. Recebeu a alcunha de “O Major Galopante”, pois era major da cavalaria do exército húngaro. Em comparação com outros jogadores da época, era considerado gordo e baixo. Colocava brilhantina nos cabelos negros e penteava-os para trás.


Pela Seleção Húngara ganhou o ouro nos Jogos Olímpicos de Helsinque, em 1952. Foi vice-campeão mundial em 1954. Era o capitão do selecionado húngaro e marcou 4 gols na competição. Tem a impressionante média de praticamente um gol por jogo atuando pela Hungria, com 83 gols marcados em 84 jogos. De 1950 a 1954, os húngaros disputaram 32 jogos, vencendo 28 e empatando quatro. A invencibilidade foi cair justo quando não podia: na final da Copa da Suíça, para a Alemanha Ocidental. Perdeu por 3 a 2, após estar vencendo por 2 a 0. O primeiro confronto entre estes países terminou 8 a 3 para Puskas e seus companheiros. Mesmo com a derrota, os húngaros ficaram na história daquele mundial como os praticantes do melhor e mais bonito futebol. 


Conquistou quatro campeonatos nacionais (1950/52/54 e 55) pelo Honved – 367 jogos e 379 gols, o time do exército e a maior equipe do mundo nos anos 50. Jogou ao lado de outros dois grandes craques como Kocsis e Czibor. Desertou e foi jogar pelo Real Madrid.  A ditadura e os conflitos com a União Soviética foram o motivo da deserção.


Continuou insaciável e conquistou o pentacampeonato espanhol (1961/62/63/64 e 65), uma Copa da Espanha (1962), uma Copa dos Campeões e um Mundial Interclubes (1960). Assinalou 242 gols em 262 jogos pelo time merengue.


Naturalizado espanhol, Puskas jogou quatro partidas pela Seleção, mas não marcou gols. Abandonou a carreira em 1966, aos 38 anos. Como técnico, levou o Panathinaikos, da Grécia, à final da Copa dos Campeões de 1971, contra o Ajax. Comandou outros 14 times de menor expressão em quatro continentes.


O ídolo morreu aos 79 anos, em 17 de novembro de 2006, em Budapeste, depois de ficar internado com uma pneumonia durante cerca de dois meses. Em 2000 ele foi diagnosticado com o Mal de Alzheimer.

 

terça-feira, 8 de novembro de 2022

PAULINHO: DE CAMPOS DOS GOYTACAZES PARA BRILHAR NO FLAMENGO

 


O ex-atacante Paulo de Almeida, mais conhecido como Paulinho, nasceu em Campos dos Goytacazes-RJ, em 15 de setembro de 1933. Tornou-se titular do Goytacaz, de sua cidade natal, aos 16 anos, e a partir de 1951 foi para o juvenil do Flamengo, levado pelo ex-presidente Gilberto Cardoso.


Fez parte do chamado “rolo compressor” rubro-negro, formado também pelo paraguaio Benitez, Esquerdinha, Dida, Joel e Evaristo de Macedo, que deu o tricampeonato carioca ao Flamengo em 1953/54/55. Paulinho não participou da campanha de 53, mas foi o autor do gol da vitória contra o Vasco, aos 43 minutos do 2º tempo, que deu o título de 1954. O jovem ponta-direita torna-se ídolo dos rubro-negros. Foi o artilheiro do Campeonato Carioca de 1955, com 23 gols. As atuações pelo Flamengo – 143 jogos e 58 gols marcados – o levaram para a seleção brasileira, em 1956. Vestiu a camisa do Brasil em 6 jogos e marcou 1 gol, todos oficiais.



No ano seguinte, veio a decepção. O Flamengo resolve vender Paulinho para o Palmeiras e o seu futebol não foi mais o mesmo, como ele mesmo declarou: “Eu não queria ir. Adorava o Flamengo e, naquela época, jogar bem no Flamengo era garantia certa de estar na seleção. Me venderam e nunca mais fui o mesmo”. Jogou no Palmeiras de 57 a 59, marcando 42 gols em 109 jogos. Insatisfeito com a reserva e com problemas com o técnico Oswaldo Brandão, aceitou um convite do River Plate e foi para a Argentina, em 1960.


O futebol apresentado já não era o mesmo e ainda atuou pelo Estudiantes, também da Argentina, e no futebol venezuelano, onde encerrou a carreira no Desportivo. Depois de perder os bens em negócios que não deram certo, fato corriqueiro no meio dos boleiros, passou seus últimos anos de vida no balneário de Atafona, em São João da Barra, cidade próxima a Campos, morando sozinho e de favor numa pequena casa, contando com a ajuda de um parente para sobreviver. Ele tinha um sonho de rever os amigos do Flamengo e, poucos meses antes de sua morte, foi homenageado em um evento na sede social do clube, reencontrando velhos companheiros de time.


Em setembro de 2013 completou 80 anos, e veio a falecer menos de dois meses depois, vitimado por um enfisema pulmonar, em 08 de novembro, na cidade de Campos dos Goytacazes.

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

TOBY: TÍPICO JOGADOR QUE TODO TÉCNICO GOSTA DE TER SOB SEU COMANDO

 


Os banguenses se deram conta de quem era Toby na decisão do Campeonato Brasileiro de 1985. Jogando pelo Coritiba, o meia foi um dos que desequilibraram aquela partida, inclusive recebendo a falta que seria convertida por Índio no 1º tempo.


O Coritiba levou o título e Toby passou a ser uma fixação para Castor de Andrade. Por isso, no início de 1986, o Patrono pagou a fortuna de 700 milhões de cruzeiro pelo meia do Coritiba, na época com 24 anos.


O rapaz tinha tido uma vida difícil. Na juventude tinha sido bóia-fria, que coletava café no interior do Paraná, até fugir para a zona urbana da cidadezinha de Uraí e tomar gosto pelo futebol.


No Bangu, Toby era uma das apostas para a Taça Libertadores da América de 1986. No entanto, acabou fracassando junto com o restante do elenco na competição internacional. O resultado é que, ao final da temporada, Toby ainda não tinha justificado toda a sua fama, nem os milhões investidos. E muito torcedor jurava que ele só tinha jogado bola mesmo naquela final de 1985.


Para os treinadores, porém, Toby era peça fundamental no meio-campo. Guerreiro, combativo, Toby ajudou na conquista da Taça Rio em 1987 e manteve-se como titular do Bangu nos dois anos seguintes, quando a equipe já começava a perder seus maiores craques.


O ano de 1988 terminou com o rebaixamento no Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão e Toby. Em 1989, Toby cumpriu suas últimas atuações – com grande seriedade e personalidade – durante o Campeonato Carioca e numa excursão à Europa. Quando regressou, fez alguns jogos pelo Campeonato Brasileiro da 2ª Divisão, mas logo foi vendido para o Vitória, onde o técnico João Francisco, que já tinha trabalhado com o meia no Bangu em 1988, pedira a sua contratação. Encerraria a carreira no Iraty (PR). Vestiu a camisa banguense em 156 jogos e marcou 4 gols.


Faleceu de infarto fulminante, em 3 de novembro de 2015, aos 53 anos, quando morava no Paraná. Dorival Mateus da Costa era paranaense de Uraí, onde nasceu em 18 de fevereiro de 1962.

 

FONTE: BANGUNET

 

Minhas considerações: consta em sua ficha a passagem por outros clubes (Cruzeiro-MG, Operário-PR, Juventus, de Jaraguá do Sul-SC, São Paulo, de Rio Grande-RS, e Sinop-MT).

 

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

CEZAR RIZZO: “SACUDINDO, SACUDINDO O FUTEBOL DO BRASIL”

 


Marcante locutor do rádio esportivo brasileiro, Cezar Rizzo morreu no dia 21 de janeiro de 2018, aos 82 anos, em Niterói-RJ, após lutar há mais de dez anos contra um câncer no fígado, além de sofrer dos males de Alzheimer e de Parkinson.

 

Natural de Vitória-ES, Cezar Rizzo era apaixonado por futebol. Foi goleiro no Espírito Santo e, quando desistiu da carreira nos gramados, começou sua trajetória no rádio, em 1959. Em seus quase 60 anos de carreira como locutor, trabalhou nas seguintes emissoras de rádio: Vitória (ES), Espírito Santo (ES), Itatiaia (MG), Guarani (MG), Tupi (RJ), Poti (RN), Sociedade da Bahia (BA), Vera Cruz (BA), América (RJ), Tupi (SP), Globo (RJ), Jornal do Brasil (RJ), Nacional (RJ), Tropical (RJ), Tamoio (RJ), Brasil (RJ) e Manchete (RJ).

 

Em sua carreira, Cezar Rizzo cobriu quatro Copas do Mundo (1982, 1986, 1994 e 1998), uma Olimpíada (Moscou, 1980) e 50 Grandes Prêmios de Fórmula 1. Algumas de suas narrações foram ouvidas em São Paulo, no começo dos anos 80. As rádios Excelsior (SP) e Eldorado (RJ), ambas do Sistema Globo de Rádio, transmitiam o mundial de Fórmula 1. Havia um revezamento de profissionais dos dois veículos para a narração das corridas e Rizzo fazia parte delas.

 

“Sacudindo, sacudindo o futebol do Brasil” era o famoso bordão usado pelo locutor.

 

Fonte: Terceiro Tempo com acréscimos.

 

domingo, 30 de outubro de 2022

RODRIGUES: O "TATU"

 


Francisco RODRIGUES foi apelidado de “Rodrigues Tatu” pela semelhança física com o animal. Nascido na capital paulista em 27 de junho de 1925, esse atacante, que tinha um canhão no pé esquerdo, começou a carreira no Ypiranga, em 1942 e, em 1945, transferiu-se para o Fluminense, onde ficou até 1950. Durante esse período, ganhou o Campeonato Carioca de 1946 e foi o artilheiro da equipe tricolor e do campeonato ao marcar 28 gols em um ataque que marcou 97 gols no total. Ao todo pelo Fluminense ele atuou em 196 jogos e marcou 98 gols. Foi uma passagem marcante pelo time carioca.


Em 1950, durante a Copa do Mundo transferiu-se para o Palmeiras, onde jogou até 1955 na sua primeira passagem. Na equipe alviverde, ganhou o Campeonato Paulista de 1950, o Torneio Rio-São Paulo de 1951 e foi decisivo na conquista da Copa Rio, também de 1951, marcando um gol em cada um dos jogos. Vestiu a camisa do Palmeiras em 221 jogos e marcou 125 gols, confirmando sua fama de goleador.


Em 1955, foi para o Botafogo, antes de voltar ao Palmeiras em 1956, depois passando pelo Juventus, em 1957, e pelo Paulista, em 1958, e voltar para o Juventus em 1959. Terminou a carreira no Rosário Central da Argentina, em 1961.


Foi convocado para as Copas do Mundo de 1950 e 1954. Disputou pelo Brasil 21 jogos e marcou 7 gols, sendo 18 oficiais e 4 gols.  


Morreu novo, aos 63 anos, em 30 de outubro de 1988, na capital paulista, vitimado pela diabetes, sem as duas pernas, que foram amputadas em decorrência da doença. Ele sempre foi boêmio e nunca negou que gostava da noite.

 

 

terça-feira, 25 de outubro de 2022

DON ELIAS FIGUEROA

 


Elias Ricardo FIGUEROA Brander nasceu em Valparaíso, no Chile, em 25 de outubro de 1946. Zagueiro elegante, de técnica refinada, errava muito pouco e que também sabia fazer dos cotovelos uma arma contra aqueles que invadiam sua área, que ele chamava de “minha casa”. Figueroa foi um zagueiro quase perfeito. A liderança e o estilo elegante de jogar logo lhe valeram o apelido "Don Elias". 


O craque chileno dividiu com Falcão, no início dos anos 70, a condição de maior ídolo do Internacional. Foi dele o gol que deu a vitória por 1 a 0 sobre o Cruzeiro, na final do Campeonato Brasileiro de 1975. Capitão da equipe desde o primeiro jogo, Figueroa se despediu do Inter em 1977, sob fortes protestos da torcida, inconformada com a sua saída. Deixou o seu nome gravado na história do clube gaúcho, com 26 gols marcados em 336 jogos.


Figueroa jogou no Santiago Wanderes/Chile, Unión La Calera/Chile, Peñarol (campeão uruguaio em 1967 e 68), Internacional (campeão gaúcho em 1971/72/73/74/75 e 76, e do brasileiro em 1975 e 76), Palestino (campeão chileno em 1978), Fort Lauderdale Strikers/Estados Unidos e Colo-Colo/Chile.


"Don Elias" foi o único jogador a ser eleito três vezes consecutivamente como o Melhor Jogador da América do Sul (1974/75/76). Na Copa do Mundo de 1974, apesar da péssima campanha do Chile, recebeu o título de melhor zagueiro da competição. Em 1999, ganhou um lugar na seleção sul-americana do século, em votação com jornalistas de todo o continente. 


Participou das Copas do Mundo de 1966, 1974 e 1982. Defendeu o Chile em 47 jogos e marcou 2 gols.   

 

 

domingo, 2 de outubro de 2022

EDER JOFRE: ETERNO CAMPEÃO




De uma família tradicional de pugilistas, por muito pouco o menino Éder Jofre não nasceu num ringue de boxe. Mas logo o pequeno Éder estava engatinhando ao redor do ringue e dando os primeiros passos em cima da lona na qual tios e irmãos treinavam. Apesar de mostrar rapidamente um talento natural, ninguém ainda poderia imaginar que ele se transformaria simplesmente no maior de todos, no mais representativo da família Jofre e até hoje considerado o maior pugilista brasileiro de todos os tempos. Nascido na capital paulista em 26 de março de 1936, Éder foi e continua sendo um exemplo para os desportistas do país. 

E a trajetória para chegar ao topo começou de forma meteórica.  Em 1943, com apenas 7 anos de idade, Éder Jofre já subiria num ringue. Foi no Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, numa exibição entre mirins. No entanto, as lutas para valer logo viriam. A estreia no boxe amador se deu em 1953, como peso-mosca, e, três anos depois, representava o Brasil na Olimpíada de Melbourne, na Austrália, chegando até as quartas de final.

Embora não tenha conquistado qualquer medalha, Éder prosseguiu na carreira de forma vitoriosa. Em 1958, foi campeão brasileiro e um ano depois, sul-americano. Em 1960, precisamente no dia 18 de novembro, veio a glória maior. Ao vencer o mexicano campeão mundial Elói Sanchez, conquistou o cinturão da categoria peso-galo. Virou um verdadeiro herói nacional.

Em 1961, essa condição de ídolo foi reforçada. Nos Estados Unidos, conseguiu o título dos pesos-galos também pela National Boxing Association, unificando os títulos. Depois dessa unificação, o “Galo de Ouro” defendeu o título em sete oportunidades até 1965, ano em que perde por pontos para o Japonês Harada. Em 1966, amarga a perda da revanche para o mesmo Harada, responsável pelas suas duas únicas derrotas em sua brilhante e inesquecível carreira.

Abandona o boxe para voltar em 1969, agora como peso-pena. Venceu até 1976, todas as 25 lutas que disputou pela categoria. Como campeão mundial dos pesos-pena – título conquistado em 1973 – Éder encerra sua carreira  em 1976, aos 40 anos, com um invejável cartel: 81 lutas, 75 vitórias – 50 por nocautes, 4 empates e 2 derrotas (em dois contestados combates contra Harada). Os seus feitos no ringue são reconhecidos até hoje no mundo do boxe. 

Entre as diversas homenagens que recebeu ao longo de sua carreira, em 1992 ganhou o título de “Maior Peso-Galo” de todos os tempos, e passou a ocupar um lugar no “Hall of Fame”, de Nova Iorque.  Assim como o Rei Pelé, Éder Jofre deveria ser mais reverenciado em seu país, pois não se pode contar a história do boxe mundial sem ter um capítulo especial dedicado a esse ETERNO CAMPEÃO. 

Morreu aos 86 anos, em 02 de outubro de 2022, em decorrência de complicações de uma pneumonia. Ele estava internado desde março numa clínica em Embu das Artes, na Grande São Paulo.