quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

TONINHO GUERREIRO: UM GRANDE ARTILHEIRO E PARCEIRO DE PELÉ

 


Antônio Ferreira, popularmente conhecido como TONINHO GUERREIRO, nasceu em Bauru, interior paulista, em 10 de agosto de 1942. Atacante oportunista, exímio goleador com ótima visão de gol e posicionamento dentro da área, além de um excelente passador de bola. Um dos grandes artilheiros do nosso futebol. Está entre os maiores atacantes da história do Santos e do São Paulo.


Fez parte da fase mais vitoriosa do Santos e formou uma ótima dupla com Pelé. Quebrou a hegemonia de Pelé ao ser o artilheiro máximo do Paulista de 1968, impedindo que o Rei completasse seu décimo ano consecutivo como goleador principal da competição. É o único jogador a conquistar cinco títulos paulistas seguidos, entre 1967 e 1971.


Atuou no Noroeste (SP), Santos – 373 jogos e 283 gols (campeão paulista em 1964/65/67/68 e 69, da Taça Brasil em 1963/64 e 65, da Libertadores e do Mundial em 1963, do Rio-São Paulo em 1963/64 e 66, e do Roberto G. Pedrosa em 1968), São Paulo – 170 jogos e 85 gols (campeão paulista em 1970 e 71), Flamengo (apenas 3 jogos pelo Campeonato Brasileiro de 1973), Operário (MS) e retornou ao Noroeste, onde encerrou a carreira em 1975, aos 32 anos.


Pela Seleção, apenas 2 jogos e 4 gols, sendo 1 oficial e 1 gol. Estava no auge de sua forma em 1970, mas por motivos duvidosos acabou sendo cortado da delegação e perdeu a oportunidade de fazer parte do grupo campeão do mundo.


Apesar de ainda novo, morreu aos 47 anos, na capital paulista, vítima de um derrame cerebral, em 26 de janeiro de 1990. Ele vinha tendo alguns problemas de saúde, principalmente ligados ao cigarro.

 

 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

EUSÉBIO: O PANTERA NEGRA

 


Eusébio foi um futebolista e um dos maiores jogadores da história de Portugal e um dos grandes nomes do futebol mundial. Faleceu em 05 de janeiro de 2014, em Lisboa, Portugal, após sofrer uma parada cardíaca.


Eusébio da Silva Ferreira (1942-2014) conhecido como Eusébio, nasceu em Maputo, Moçambique, na época colônia portuguesa na África, no dia 25 de janeiro de 1942. Filho de angolano que trabalhava na construção de estradas jogava no Sporting Lourenço Marques (57-60). Com 16 anos, mal iniciado na carreira, de tão habilidoso, seus colegas o apelidaram de Pelé, que naquele ano encantou o mundo.


Em 1960, foi para Lisboa defender o Benfica e em maio de 1961 estreou oficialmente em um jogo contra o Vitória de Setúbal pela Taça de Portugal, mas marca um único gol e o Benfica perde por 4 a 1. Nesse mesmo ano, estreou no campeonato nacional, marcou um gol contra o Belenense, levando o Benfica a vencer por 4 a 0, sagrando-se campeão, conquistando também a Taça dos Campeões Europeus (Atual Liga dos Campeões). Ainda em 1961, estreou na seleção Portuguesa num jogo contra o Luxemburgo, quando marcou um gol, mas o time perdeu de 4 a 2.


Em 1962, o Benfica conquistou sua segunda Taça dos Campeões Europeus ao derrotar o Real Madrid por 5 a 3, na final em Amsterdam, sendo o autor de dois gols. Em 1963, na final da Taça dos Campeões Europeus, em Wembley, o Benfica é derrotado pelo Milan por 2 a 1. Eusébio foi o autor do único gol. Foi o maior artilheiro em 65, 66 e 68. Em 1965 recebe a Bola de Ouro como o melhor jogador europeu daquele ano.


Em 1966, na Copa do Mundo na Inglaterra, Eusébio torna-se uma estrela mundial ao fazer nove gols e levar Portugal ao terceiro lugar. Fez dois gols na vitória contra o Brasil, por 3 a 1, na primeira fase (num jogo em que Pelé foi cruelmente marcado). Nas quartas de final, Eusébio, atacante destro, rápido e forte, teve uma atuação brilhante. A Coréia do Norte vencia por 3 a 0, mas com quatro gols de Eusébio, Portugal virou o jogo para 5 a 3. Foi o maior marcador da competição, recebendo a Bola de Ouro. Eusébio era chamado de: “Pantera Negra”, “Pérola Negra” e “King”. Com a camisa da seleção, completou 64 partidas, com um total de 41 gols.


No dia 29 de março de 1975, Eusébio faz o seu último jogo com a camisa do Benfica, jogando no Estádio da Luz contra o Oriental a partida terminou 0 a 0. Eusébio foi o maior goleador da história do Benfica, com 727 gols em 715 partidas. Ganhou 11 campeonatos Nacionais. Com a seleção portuguesa foram 64 jogos com 41 gols marcados.


Em 1976, jogando nos Estados Unidos, Eusébio sagrou-se campeão pelo Toronto Metros Croatia, com dois gols na final contra os Seattle Sounders. Jogou ainda no Boston Minutemen, no Las Vegas Quicksilver, no New Jersey Americans e no Buffalo Stallions. Em 1977, de volta a Portugal, jogou no Beira Mar e no União de Tomar.

 

TEXTO DE DILVA FRAZÃO

 

domingo, 1 de janeiro de 2023

RIVELLINO: O REIZINHO DO PARQUE SÃO JORGE E O COMANDANTE DA MÁQUINA TRICOLOR

 


Roberto Rivellino nasceu na capital paulista em 1º de janeiro de 1946. Depois de ser reprovado em uma peneira do Palmeiras, Roberto Rivellino foi fazer história, por ironia do destino, no maior rival. Em 1963, passou na peneira dos juvenis do Corinthians. Dois anos mais tarde estreava no time principal. No Corinthians, Rivellino foi herói e vilão. Com um futebol de dribles curtos, chutes poderosos e muita habilidade, tornou-se a principal esperança corintiana de acabar com o jejum de títulos que vinha desde 1954.  

 

Logo conquistou seu primeiro título pelo clube, o Torneiro do Cinquentenário da Federação Pernambucana, em Recife. Em 1966, ganhou o Rio-São Paulo – dividido com Santos, Botafogo e Vasco. Em 1968, ajudou o time a quebrar um tabu de 11 anos sem vitórias sobre o Santos de Pelé, com o histórico triunfo de 2 a 0, gols de Flávio de Paulo Borges. Foi jogando no Corinthians que Rivellino chegou à Seleção Brasileira, e como craque do clube que levantou o título mundial em 1970, no México.

 

Ganhou o apelido de “Reizinho do Parque”, mas, apesar de toda genialidade, não conseguiu tirar o Timão da fila.  A perda da decisão do título paulista de 1974 para o Palmeiras, quando o alvinegro desperdiçou a chance de pôr fim a um jejum de 20 anos sem campeonatos regionais, foi a gota d’água. A torcida pegou no pé de seu melhor jogador e Rivellino nunca mais jogou pelo Corinthians. Rivellino decidiu mudar de ares. Em janeiro de 1975, abriu mão dos 15% a que teria direito por seu passe, e transferiu-se para o Fluminense.  Rivellino disputou pelo Corinthians 474 jogos e marcou 144 gols. Mesmo não ganhando títulos importantes, é um dos maiores ídolos da gloriosa história do time corintiano.  

 

Rivellino estreou no Fluminense em um sábado do carnaval de 1975, marcando três vezes na goleada de 4 a 1 sobre o Corinthians, no Maracanã. Com apenas um jogo, tornou-se ídolo da torcida tricolor. Tinha apenas 29 anos de idade, e conservava a agilidade que lhe permitia humilhar o adversário com seus dribles e fulminá-los com sua irretocável “patada atômica”.

 

O Fluminense armou, entre 1975 e 1976, um dos melhores times de sua história, conhecido como “A Máquina Tricolor”. Francisco Horta abriu os cofres e contratou, no primeiro ano, além de Rivellino, craques do nível de Mário Sérgio e Paulo César Caju. Em 1975, Rivellino jogou 24 dos 29 jogos do Fluminense no Carioca, marcando 11 gols. Após o título, desabafou, ressaltando que não era “o sapo do Parque São Jorge”. Rivellino ganhou, de quebra, em 1975, a Taça Guanabara. No bicampeonato, o apoiador fez 28 das 32 partidas, voltando a marcar 11 gols. Rivellino disputou pelo Fluminense 159 jogos e marcou 57 gols.  

 

Em julho de 1978, o Fluminense deu a seu craque a oportunidade de ganhar um bom dinheiro, facilitando sua transferência para o Al Hilal, da Arábia Saudita. Em seu novo time, Rivellino conquistou dois títulos nacionais e uma Copa do Rei. Em 1981, aos 35 anos de idade, foi suspenso por ter atingido o rosto de um adversário. Impedido de atuar no Brasil em função de uma cláusula contratual com o time árabe decidiu encerrar a brilhante carreira. 

 

Rivellino disputou as Copas do Mundo de 1970, 1974 e 1978, sendo campeão em 1970, no México. Disputou 120 jogos e marcou 40 gols, sendo 92 oficiais e 24 gols. Foi um dos craques de sua geração e peça importante na conquista do tri. 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

PELÉ EM DADOS & NÚMEROS

 


Escrever sobre o Rei Pelé e falar de sua genialidade e de todos os seus feitos dentro de campo, chega a ser repetitivo, mas, convenhamos, os números estão aí para comprovar o seu Reinado.

 

Edson Arantes do Nascimento, mineiro de Três Corações, onde nasceu em 23 de outubro de 1940, ainda é o maior gênio que o futebol produziu. Só o tempo dirá se vai aparecer outro com os mesmos números e conquistas. Fazia tudo com perfeição – da cabeçada ao lançamento, do chute ao drible inventado na hora, da tabelinha à proteção da bola. Ninguém marcou tantos gols ou conquistou tantos títulos. Ninguém foi mais completo, mais atleta e mais profissional.

 

Mudou a história do Santos e a própria história da evolução tática do esporte. Foi eleito o Atleta do Século, em 1980, por jornalistas do mundo inteiro. Atuou no Santos (campeão paulista em 1956, 1958, 1960/61/62, 1964/65, 1967/68/69 e 1973, do Rio-São Paulo em 1959, 1963/64 e 1966, da Taça Brasil em 1961/62/63/64/65, da Taça Libertadores e do Mundial em 1962/63, e do Roberto G. Pedrosa em 1968), e no Cosmos/Estados Unidos (campeão norte-americano em 1977). Participou das Copas do Mundo de 1958/62/66 e 70, sendo campeão em 1958, 1962 e 1970.

 

Voltando ao seu tempo de criança, até os cinco anos o apelido de Édson era Dico. Só começou a ser chamado de Pelé quando se mudou para Bauru. Em 1943, seu pai jogava por um time de Minas, e o goleiro, Bilé, impressionava o garoto, que sempre gritava: “Defende, Bilé”. Quando foi para o interior paulista, nas peladas, Édson ficava no gol e a cada defesa que fazia gritava: “Bilé”. A pronúncia às vezes errada e o sotaque mineiro ajudaram a transformar Édson em Pelé.

 

Antes de Pelé, o número das camisas de futebol era usado meramente para identificar os jogadores. Só que tudo isso mudou quando aquele brasileiro de apenas 17 anos assombrou o mundo na Copa de 1958. Porém, a escolha de Pelé para vestir a camisa 10 da seleção aconteceu por mero acaso, através da escolha de um dirigente uruguaio, presente na sede FIFA na ocasião, que nem conhecia os jogadores brasileiros. Detalhe: os dirigentes do Brasil se esqueceram de enviar a numeração dos atletas inscritos, por isso que a escolha foi feita por um membro da entidade.

 

Seus números:

 

Santos: 1.116 jogos e 1.091 gols

Cosmos: 108 jogos e 65 gols

Seleção: 114 jogos e 95 gols, sendo 91 oficiais com 77 gols marcados.

 

Foi artilheiro do Campeonato Paulista em 11 oportunidades: de 1957 a 1965, 1968 e 1973. É dele o recorde de 58 gols marcados no certame de 1958.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

LICO: UM CURINGA DE RARA ESPÉCIE

 


Antônio Nunes, mais conhecido como Lico, nasceu em Imbituba-SC, em 09 de agosto de 1951. Atacante de boa técnica, rápido nos deslocamentos, eficiência nos passes e de uma impressionante movimentação em campo. Era uma espécie de curinga, pois fazia a função pelos lados do campo com a mesma objetividade.

Só conseguiu um destaque maior depois dos trinta anos, quando fez parte do grande time do Flamengo do princípio dos anos 80, onde viveu seu grande momento. Resumindo: caiu como uma luva no rubro-negro.

Atuou no América (SC), Grêmio, Figueirense, Marcílio Dias, Avaí, Joinville (tricampeão catarinense em 1978/79/80) e Flamengo – 129 jogos e 17 gols (campeão carioca, da Libertadores e do Mundial em 1981, e bicampeão brasileiro em 1982/83).

Os problemas médicos foram cruciais para o encerramento de sua carreira, em 1984, aos 33 anos. Após duas cirurgias no joelho, Lico não teve mais condições físicas de continuar jogando profissionalmente. Propostas não faltaram para dar continuidade à carreira, até de clube grande. 

domingo, 25 de dezembro de 2022

JAIRZINHO: O FURACÃO DA COPA

 


Jair Ventura Filho nasceu em Duque de Caxias-RJ, em 25 de dezembro de 1944. Atacante de arrancadas fulminantes, dribles largos e estilo impetuoso, entrou para a história como o “Furacão da Copa”, apelido que ganhou durante a campanha do tri, em 1970, onde foi muito importante pra conquista. Fez sete gols nos seis jogos. Continua sendo o único jogador a marcar um gol em todos os jogos de uma edição de Copa do Mundo. É um feito que merece registro e tem que ser valorizado em nosso país. Jairzinho não foi coadjuvante na conquista do tri.


Marcou época no Botafogo, atuando em 413 jogos e assinalando 189 gols. É o quinto maior artilheiro da história do Glorioso da Estrela Solitária. Jogou no Botafogo (campeão do Rio-São Paulo em 1964 e 66, do carioca em 1967 e 68, e da Taça Brasil em 1968), Olympique de Marselha/França, Cruzeiro (campeão da Taça Libertadores em 1976), Portuguesa de Acarígua (campeão venezuelano em 1977), Noroeste (SP), Fast (AM), Nacional (AM), Jorge Wilstermann (campeão boliviano em 1979) e Nove de Outubro/Equador. Retornou ao Botafogo em 1981 para encerrar a vitoriosa carreira.


Recém-saído do juvenil, Jairzinho recebeu no Botafogo uma tarefa das mais complicadas: substituir Mané Garrincha. Não foi fácil, mas Jair deu conta do recado, trocando mais tarde a camisa 7 pela 10. Em 2011, foi inaugurada sua estátua na entrada do Engenhão, ao lado das estátuas de Garrincha e Nilton Santos. Unia doses excepcionais de técnica, velocidade, força, preparo físico e valentia, características que o imortalizaram como um dos maiores ídolos do Botafogo.


Participou das Copas do Mundo de 1966/70 e 74, sendo campeão em 1970. Disputou 100 jogos pelo Brasil e marcou 40 gols, sendo 81 oficiais e 35 gols.

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

LORICO: UMA CARREIRA DURADOURA DENTRO DE CAMPO

 


Paulista de Santos, onde nasceu em 10 de dezembro de 1940, João Farias Filho, mais conhecido como Lorico, um líder nato e um volante com estilo clássico, que jogava com técnica e inteligência no setor.


Lorico iniciou a sua carreira na Portuguesa Santista, em 1959. Em 1961, ele chegava ao Vasco para jogar ao lado de grandes nomes. Com tudo isso, a década de 60 foi um período em que o time carioca passou por uma fase ruim e mesmo assim ele conseguiu mostrar todo o seu talento. Pelo Vasco marcou 34 gols em 198 jogos. Em 1966, de volta ao futebol paulista defendeu a Prudentina.


Um ano depois, segue para a Portuguesa de Desportos, permanecendo na Lusa até 1972, quando foi dispensado pelo então presidente da Oswaldo Teixeira, acusado, entre outras coisas, de “superado”, pelo mandatário do clube.


Depois da Lusa, Lorico passou ainda pelo Noroeste, de 1973 a 1976, até chegar, aos 36 anos de idade, ao Botafogo de Ribeirão Preto e presenciar o surgimento do craque Sócrates, que sempre deixou claro o quanto Lorico o influenciou em seu comportamento dentro dos gramados no início de sua carreira.


No ano de 1978, ainda atuando pelo Botafogo, Lorico encerra sua carreira de atleta profissional, uma das mais duradouras do futebol brasileiro.


Lorico jogou no Vasco ao lado de Paulinho, Bellini, Orlando, Coronel, Sabará, Pinga, entre outros. Na Portuguesa de Desportos, ao lado de Félix e presenciou o surgimento de Zé Maria, Leivinha e Basílio, e certamente ensinou muitas coisas boas aos garotos.


No dia 20 de dezembro de 2010, aos 70 anos, Lorico faleceu vítima de complicações devido a um câncer de próstata, em Santos, interior paulista.