sábado, 17 de junho de 2023

BITA: UM ARTILHEIRO IMPLACÁVEL

 


Silvio Tasso Lasalvia, mais conhecido como BITA, nasceu em Olinda-PE, em 11 de agosto de 1942. É o maior artilheiro da história do Náutico, com números impressionantes: 223 gols em 319 jogos.


Outro fato marcante em sua carreira é a conquista de dez títulos consecutivos do estadual pernambucano: Náutico (1963/68) e Santa Cruz (1969/72). Após conquistar o tetracampeonato estadual pelo Náutico em 1966 e ter sido o artilheiro da Taça Brasil do mesmo ano, junto com Toninho Guerreiro, do Santos, com 10 gols, Bita troca o Brasil pelo Uruguai e vai defender o Nacional, em 1967. A passagem no futebol uruguaio foi rápida e logo retornou ao Náutico.


Além de muitos prêmios como artilheiro de competições que participou, Bita conquistou o Prêmio Belfort Duarte em 1972, honraria destinada aos jogadores disciplinados. Nunca foi expulso de campo. Bita era irmão de Nado, que jogou no Vasco na segunda metade dos anos 1960.


Um câncer na face foi a causa de sua morte, em 27 de outubro de 1992, aos 50 anos, na capital pernambucana.


Vale acrescentar que o Rei Pelé em uma entrevista a um programa da TV Cultura, foi perguntado sobre os melhores times de futebol que ele já tinha visto jogar, de pronto ele respondeu: o Cruzeiro de Tostão, o Palmeiras de Ademir da Guia e o Náutico de Bita.

quarta-feira, 7 de junho de 2023

FERNANDÃO: O TRÁGICO FIM DE UM ÍDOLO ESMERALDINO E COLORADO

 


Fernando Lúcio da Costa nasceu em Goiânia no dia 18 de março de 1978. Iniciou a carreira nas categorias de base do Goiás e aos 17 anos já integrava o time principal. Sua trajetória no Goiás foi de 1995 a 2001, e retornou em 2009/10, marcando 118 gols em 308 jogos. Faz parte da galeria dos grandes artilheiros do clube Esmeraldino.  Foi pentacampeão goiano 1996/00, e bicampeão da Copa Centro-Oeste 2000/01.


No futebol francês jogou no Olympique de Marseille e Toulouse (por empréstimo). Retornou ao Brasil em 2004 para ser um dos destaques do Internacional. Sua passagem pelo Internacional foi marcante e fez dele um grande ídolo do torcedor colorado, marcando seu nome na história do clube, principalmente nas conquistas da Taça Libertadores e do Mundial de Clubes da FIFA, em 2006. Ainda foi campeão gaúcho em 2005 e 2008, e da Recopa Sul-Americana de 2007. Atuou em 190 jogos e marcou 77 gols.


Na temporada 2008/09 jogou no Qatar, no Al-Gharafa (campeão da Copa e da Liga em 2009). Vestiu novamente a camisa do Goiás e depois de uma breve passagem pelo São Paulo, encerrou sua carreira em maio de 2011.


Fernandão estava com mais quatro pessoas no momento da queda de um helicóptero, em Goiás, e não houve nenhum sobrevivente. O acidente aconteceu por volta da 1h30, quando a aeronave que transportava Fernandão caiu em um rio. Ele estava com 36 anos e vinha trabalhando como comentarista no Sportv.

segunda-feira, 5 de junho de 2023

SAPATÃO: UM ÍDOLO DO TRICOLOR BAIANO



Élcio Nogueira da Silva, mais conhecido como Sapatão, nasceu em Campos dos Goytacazes-RJ, em 15 de outubro de 1947. Começou sua trajetória nas categorias de base do Campos Atlético Associação, de sua cidade natal.

Seu desempenho na zaga do roxinho campista o levou aos quadros amadores do Flamengo, mesmo período em que o apelido de "Sapatão" ganhou força entre os companheiros de clube. Após um jogo amistoso contra o Fluminense de Feira de Santana, o clube baiano manifestou interesse pelo jovem zagueiro Rubro-Negro. Foram apenas três jogos pelo Flamengo, entre julho de 1967 e maio de 1968.

Campeão baiano de 1969 defendendo as cores do Fluminense, seu desempenho chamou a atenção do Bahia, que contratou o promissor zagueiro em 1970. Ficou no tricolor baiano até o início de 1972, quando os dirigentes do Santa Cruz, impressionados com seu futebol, compraram seu passe. Nesse mesmo ano conquistou o título pernambucano.

                                                               O 2º em pé, a partir da esquerda. Campeão baiano de 1969.

Não demorou muito para o Bahia trazer seu ex-zagueiro de volta e corrigir a falha de sua saída. Heptacampeão baiano entre 1973 e 1979, Sapatão foi um dos símbolos de um período marcante na história do clube. Vestiu a camisa do Bahia em 450 jogos e marcou 12 gols. É um dos grandes ídolos do tricolor baiano.

Permaneceu no Bahia até 1980 – quando se transferiu para a Catuense – equipe que encerrou a carreira em 1981. Apaixonado pela “boa terra” fixou residência em solo baiano.

Sapatão era hipertenso e sofria de problemas renais. Faleceu em 05 de junho de 2020, na capital baiana, aos 72 anos. 

terça-feira, 2 de maio de 2023

MARRECOS SOBEM À TONA: TIME DE CARDOSO MOREIRA CONSEGUE VAGA INÉDITA NA PRIMEIRA DIVISÃO DO RIO.

 


Nota: matéria assinada por Gian Amato, publicada no jornal O Globo em 09 de dezembro de 2007, com fotos de Jorge William.

 

Sentado diante da entrada do estádio Antonio Ferreira de Medeiros, o técnico Mário Marques dá uma entrevista, mas não tira os olhos de um campinho de terra, onde marrecos batem bola. Aos pés do Morro dos Cabritos, no meio da cidade, e da estátua do Cristo Redentor, que divide opiniões, contava como levou o Cardoso Moreira Futebol Clube à Primeira Divisão, fato inédito que pôs o município no mapa, quando chega um garoto magro dirigindo um velho Gol branco. Ele salta do carro e pega do banco traseiro um pesado pacote embalado em saco plástico:

- É a carne do time, posso deixar aqui? – perguntou ao presidente do clube, Alexandre Cozendey.

 

A contribuição de cada marreco, como os 12.595 habitantes de Cardoso Moreira são conhecidos, foi fundamental, tanto para o voo do time rumo ao topo do futebol carioca quanto para manter a cidade na superfície. Encravada em um vale a 350 km do Rio, à beira do Rio Muriaé, Cardoso só não afundou por um milagre. As constantes enchentes (daí o apelido) estão marcadas nas paredes, que não são pintadas há décadas para provar o nível que a água atingiu. Para não depender dos céus, moradores passaram a construir casas de dois andares.

- Nem imaginava que Cardoso Moreira existia. Vim conhecer a cidade quando a proposta surgiu e acabei ficando. Afinal, uma coisa me intrigava. Por que fazem tantos terraços? Descobri que era para fugir das águas – disse Mário Marques.

 

Marreco ilustre da cidade, o prefeito Renato Jacinto (PMDB) inspira corações e mentes cardosenses. Ninguém admite ser puxa-saco, mas dizem que ele era craque na década de 1980. Jogou o amistoso contra um combinado de ex-campeões mundiais pela seleção brasileira. Entre eles, um craque que também tinha nome de ave: Garrincha.

- O juiz apitou e ele correu para a ponta direita. Passei 90 minutos sem ir até lá. Só assim evitei de levar uma tremenda humilhação.

 

Menos, prefeito. Afinal, Garrincha estava em fim de carreira. E Renato parou pouco tempo depois para seguir o sonho político. Há 18 anos, ele participou do processo pela emancipação de Cardoso Moreira do município de Campos, cidade do rival Americano, principal força na Região Norte. Com a ajuda da fama que fez no futebol, ganhou a admiração e os votos da população, que o elegeu prefeito pela primeira vez em 1992.

 

CIDADE TEM O TERCEIRO PIOR IDH

 

Na elite do futebol, Cardoso Moreira seria rebaixada no Índice de Desenvolvimento Humano. A cidade é a antepenúltima colocada no ranking do Estado, na 89ª posição. Só perde para São Francisco de Itabapoana (90) e Varre-Sai (91). Na classificação nacional, é apenas o 2.895º. Talvez seja por isso que a maioria dos habitantes homens enxergou no Cardoso, em diferentes momentos da existência do clube, a chance para melhorar de vida.

- Comecei em 1955, mas tive que parar e cortar cana e café para sustentar a esposa – recordou Luiz Antônio da Silva, carteirinha de jogador da época nas mãos castigadas pelo trabalho na roça. – Salvei o casamento e a minha vida.

 

O tom de premonição no discurso do ex-lateral fica por conta da lembrança da maior tragédia do clube. No final da década de 50, um caminhão trazia os jogadores de uma partida em Itaperuna quando tombou na estrada que hoje é uma rodovia federal. Parte do time morreu, a outra ficou mutilada e o clube entrou em luto profundo.

 

Foi preciso passar muitos anos e muita água do Rio Muriaé por baixo da Ponte do Outeiro para purificar a equipe, que, em menos de dois anos, venceu a Terceira Divisão e vai chegar entre os quatro primeiros da Segundona, assegurando a classificação. Junta-se ao Mesquita, Macaé e Resende. Os dois últimos também chegam pela primeira vez. O Campeonato Estadual de 2008 será disputado por 16 clubes, sendo seis da capital: o menor percentual em 20 anos. O Olaria disputa, na repescagem, a quinta vaga.

 

A festa do interior, promovida pelo presidente da Federação de Futebol, Rubens Lopes, em troca de apoio, não garante a qualidade do espetáculo e obriga os pequenos a disputarem jogos com os grandes em estádios da capital.

 

Pelo menos, as equipes subiram com suas próprias forças. E uma ajudinha das prefeituras. O prefeito de Mesquita, Arthur Messias da Silveira, por exemplo, investiu R$ 80 mil. Renato Jacinto garante que só contribui com R$ 2 mil mensais para a folha salarial de R$ 22 mil. Além do dinheiro, abre as portas do Barracão, seu restaurante, para Mário Marques e a diretoria comerem. Em sua moto, Cozendey costuma carregar até lá o diretor Emerson Papa, que vai ao lado, de bicicleta. Os jogadores comem separados, nas duas casas alugadas que servem como concentração, ansiosos pela hora de fazerem parte do filé mignon do futebol carioca.

                                                                   Uma das casas alugadas pelo clube.

 

Minhas considerações...

 

Na Taça Guanabara de 2008, o Cardoso Moreira ficou em 7º entre os oito do Grupo A, com duas vitórias; um empate; quatro derrotas; nove gols pró; dezenove contra.

Na Taça Rio ficou em 8º (último), com dois empates; seis derrotas; seis gols pró; quatorze contra.

Sendo assim, na sua primeira e única experiência na série A, o time ficou na última colocação e acabou rebaixado à Série B juntamente com o América.

Em 2009, realizou campanha apenas regular, conseguindo se manter na Série B.

Em 2010, se licenciou das disputas profissionais.

Em 2011, o clube negou-se a disputar o Grupo X, também denominado torneio da morte, e acabou punido e rebaixado à terceira divisão pela Federação juntamente com Itaperuna e Aperibeense.  

Desde então, o Cardoso Moreira se licenciou das disputas profissionais.

No ano corrente o Cardoso Moreira disputa a Super Copa Noroeste, torneio amador no Noroeste Fluminense.

segunda-feira, 1 de maio de 2023

CLÁUDIO: O GERENTE

 

                                                                                       Revista Gazeta Esportiva

CLÁUDIO Cristhóvam de Pinho nasceu em Santos, no litoral paulista, em 18 de julho de 1922. Atacante com grande sentido de organização de jogo, excelente chutador e cobrador de faltas e pênaltis. Possuía forte espírito de liderança e não por acaso ganhou o apelido de “Gerente”. Foi um dos poucos jogadores que vestiram a camisa dos quatro grandes de São Paulo. No entanto, deixou o seu nome marcado no Corinthians, sendo o seu artilheiro máximo e um dos maiores jogadores da história do clube.


Foi revelado no Santos – 35 jogos e 10 gols, e teve uma passagem rápida e histórica pelo Verdão, ao marcar, de pênalti, o primeiro gol com o nome Palmeiras, no jogo decisivo do Paulista de 1942, contra o São Paulo – já que antes de 1942 o Palmeiras se chamava Palestra Itália. Atuou em 32 jogos e marcou 9 gols (campeão paulista em 1942). Brilhou mesmo no Corinthians – 549 jogos e 305 gols (campeão do Rio-São Paulo em 1950, 1953/54, e do paulista em 1951/52, e 1954), e encerrou a carreira no São Paulo, em 1960 – 35 jogos e 10 gols.


Para alguns torcedores da “velha guarda” do Corinthians, Marcelinho Carioca, outro ídolo corintiano, tinha um estilo de jogo muito parecido com o de Cláudio, que também jogava com a camisa 7.


Vestiu a camisa da Seleção em 12 jogos e marcou 5 gols, todos oficiais. Tinha totais condições de fazer parte do grupo que participou da Copa do Mundo de 1950. Estava voando e foi preterido até no corte do gaúcho Tesourinha, que machucado não disputou o Mundial. Flávio Costa preferiu convocar o meia Maneca ao invés de outro atacante.


Morreu aos 77 anos, em 1º de maio de 2000, vítima de um ataque cardíaco, em Santos.  

terça-feira, 18 de abril de 2023

ESCOLA MUNICIPAL GENUÍNO ANTUNES DE SIQUEIRA: 85 ANOS DE SERVIÇOS PRESTADOS À EDUCAÇÃO



O mês de maio é de comemoração e festa para a Escola Municipal Genuíno Antunes de Siqueira. 

A seguir um breve resumo da história de seu patrono e da instituição:

OS ANTUNES SIQUEIRA
A família Antunes Siqueira foi uma das pioneiras a habitar o distrito de Miracema depois que a fundadora, Ermelinda Conceição Rodrigues, aqui aportou nos idos de 1846. Naquela época Ermelinda deixou o distrito de Remédio, em Barbacena, em virtude da extinção ou quase extinção do ciclo do ouro, e quase não havia mais o que era extraído do rio Mutuca, que cortava o distrito mineiro. Ela veio em busca de outra cultura, o café, que era plantado depois das derrubadas das matas virgens, muito abundantes na região. O distrito de Miracema vivia da exportação do produto. Eles se instalaram em Venda das Flores.

Genuíno tinha um sítio chamado “Água Espalhada”. Homem sério, trabalhador, era amigo do interventor Altivo Linhares, que deu grande ênfase à sua administração na construção de escolas no distrito e na zona rural. Genuíno era casado com Mariana R. Padilha e da união teve 11 filhos, dos quais, uma moça chamada Edina, lecionava no sítio e depois na sede do distrito.

PATRONO GENUÍNO ANTUNES DE SIQUEIRA
Nascido no Estado do Rio de Janeiro, em 08/08/1869, filho de Theophilo Antunes de Siqueira e Maria Salomé de Siqueira, veio a falecer em 03/01/1947.

A ESCOLA
Teve início na fazenda Boa Vista como “Escola Sítio 28 de Agosto”, em 15/05/1938. Foi transferida para a Rua Melchíades Picanço, funcionando em prédio particular, a partir de 23/02/1972. Através da Lei nº 7.081, de 03/01/1973, publicada no Diário Oficial de 04/01/1973, passou a denominar-se Escola Genuíno Antunes de Siqueira. Recebeu este nome em homenagem a esse cidadão que foi exemplo de dignidade e amor ao trabalho – e um benfeitor de Miracema – que sempre se preocupou com o problema da educação. Em 29/11/2004, a escola foi municipalizada e continua gerida pelo município.



MINHAS CONSIDERAÇÕES 
Como residente do bairro Hospital desde quando nasci, tive o prazer de estudar por dois anos nessa escola (1972 e 1973), e fui alfabetizado pela professora Ana Maria Siqueira. Outras duas mestras ajudaram nessa empreitada: Marília Magalhães e Regina Freitas, que vem a ser mãe do Dr. Marcelo, ortopedista que atende na Santa Mônica, em Pádua. Em visita à escola, depois de muitos anos, comprovei e fiquei surpreso - positivamente - com sua atual conservação e as ótimas condições que são oferecidas às crianças. 

Os primeiros passos das crianças começam na escola. Lá, existe o primeiro contato com outros pequenos, é onde começa a aprendizagem, é na escola que coisas da maior importância em nossas vidas acontecem. Não é só um campo de troca de conhecimentos e adentra uma esfera emocional, onde existem outros tipos de trocas, principalmente as afetivas.

No ambiente escolar, deve-se existir um propósito maior do que ir só por ir. Deve-se gostar de estar lá, aproveitar as oportunidades que o espaço tem a oferecer. A escola existe com a finalidade de inserir as crianças em círculo social, onde ela irá conhecer estranhos, obedecer às regras e criar uma rotina. Além disso, um dos fatores mais importantes da escola é transferir o conhecimento às pessoas e passar os conceitos básicos da vida em sociedade.

Dentro da escola aprendemos o dever e a necessidade de cumprir as funções básicas da vida adulta: ter uma rotina, compreender o conteúdo, ser sociável com os colegas, executar as tarefas da melhor maneira possível, entre outros diversos fatores.

Não dá para falar de educação sem que haja comprometimento entre todas essas esferas: pais, crianças, escola e sociedade. Pode-se afirmar que a escola é o segundo ambiente mais importante na vida social de um ser humano. É com a ajuda dos educadores e pais, que o cidadão vai se constituindo como ser pensante e questionador. 

A escola é algo quase que “sagrado”, pois é nela que podemos edificar o conhecimento e novas perspectivas de vidas, buscando algo que nos falta.  É na escola que coisas da maior importância em nossas vidas acontecem.




sexta-feira, 14 de abril de 2023

MAURÍCIO MENEZES: AH, MAS QUE JOGUINHO GOSTOSO!

 


GENTE DE EXPRESSÃO: MAURÍCIO MENEZES – POR CARLOS FERREIRA

 

Mauri­cio Antonio Menezes, o "Danadinho", nasceu em Juiz de Fora-MG, em 06 de novembro e é filho de Mauricio Menezes (nome de rua no bairro Costa Carvalho) e Laura Freesz Menezes, ambos falecidos. É casado com a pedagoga Selda Sobral Santos Menezes. Seu avô, major Delfino (Delfino Costa Carvalho), fundou em Juiz de Fora o bairro Costa Carvalho, o qual o homenageia, com a rua Major Delfino.

 

Carreira

Mauricio iniciou a carreira de locutor esportivo na antiga PRB-3, rádio Sociedade, emissora do "Grupo Associados" em Juiz de Fora, em 1965. No mesmo ano, no dia 05 de setembro, Maurício Menezes transmitiu o jogo de inauguração do estádio Mineirão, em Belo Horizonte.

 

O jogo

Seleção Mineira - 1, gol de Buglê aos 02 minutos do segundo tempo,

River Plate (Argentina) - 0.

 

Copa Rocca

Em julho de 1971, pela rádio Industrial, Maurício Menezes fez a primeira transmissão internacional do rádio esportivo de Juiz de Fora, narrando Argentina e Brasil, pela Copa Rocca, direto do estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. O comentarista foi Gabriel Gonçalves da Silva (1910/1985), o Bié.

 

Rio de Janeiro

Quando Juiz de Fora se tornou pequena para seu talento, Maurício foi para o Rio de Janeiro, permanecendo lá por 26 anos. Trabalhou nas rádios Nacional, de 1977 a 1984, Globo, de 1985 a 2003, e na TV Educativa, hoje Rede Brasil, de 1993 a 1994. Na TV Educativa, foi Superintendente de Esportes e apresentador do programa "Debate Esportivo", que ia ao ar aos domingos à noite. Além de Mauricio, participavam do programa: Áureo Ameno, Ronaldo Castro, Fernando Calazans (hoje colunista do jornal O Globo), Jaime Luís e Achilles Chirol (in memoriam). Mauricio Menezes, na época, reativou o debate esportivo na TV Educativa, que estava paralisado há 11 anos e que hoje permanece no ar, com outro nome.

 

Transmissões esportivas

Nas funções de locutor esportivo e coordenador de esportes, o "Danadinho" transmitiu as Copas do Mundo de 1982 (Espanha), 1986 (México), 1994 (EUA) e 1998 (França), esteve presente em 05 edições da Copa América: 1989 no Brasil; 1993 no Equador; 1995 no Uruguai; 1997 na Bolívia e 1999 no Paraguai. Transmitiu jogos em mais de 20 países e, com exceção do Amapá, transmitiu jogos em todos os estados brasileiros.

 

Juiz de Fora

Em julho de 2003, Maurício retornou a Juiz de Fora, foi um dos pioneiros na fundação da rádio Panorama FM. De volta pra casa, retomou um projeto antigo, de se tornar advogado, e em 2011 concluiu o curso de Direito na Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO). Militando no direito, Maurício permanece atuante no meio esportivo, com suas informações e comentários nas mídias sociais.

 

Fonte: www.carlosferreirajf.blogspot.com