quinta-feira, 24 de agosto de 2023

CLAUDIOMIRO: O "BIGORNA" COLORADO

 


Claudiomiro Estrais Ferreira nasceu na capital gaúcha em 03 e abril de 1950.  Era conhecido como Bigorna por conta de seu peso, mas isso não o impediu de fazer grandes exibições com a camisa do Internacional. Baixinho, escapava sempre em alta velocidade, ajeitando a bola para o pé direito, ou o esquerdo, antes de soltar a bomba. Claudiomiro foi o dono absoluto da camisa 9 do Colorado entre 1967 e 1973. 


Após 424 jogos e 210 gols marcados defendendo o time gaúcho, ainda jogou por Botafogo (RJ), Flamengo (5 jogos entre maio e julho de 1976), Caxias e Novo Hamburgo. Em 1979, retornou ao Internacional para encerrar a carreira, abreviada pela luta contra o sobrepeso e um problema crônico no joelho mal operado. 


Claudiomiro foi o autor do primeiro gol do Beira-Rio, no jogo inaugural contra o Benfica, de Portugal, na vitória de 2 a 1, em 06 de abril de 1969. Claudiomiro chegou ao Inter com apenas 13 anos. Estreou nos profissionais com 16 anos, e tinha 18 quando fez o histórico gol contra o Benfica de Portugal, na inauguração do Gigante, em 1969. Fez parte, no início da carreira, de um ataque que tinha outros jogadores jovens - como Sérgio, Dorinho e Bráulio.


Além de suas ótimas características como centroavante, era também um excepcional cavador de pênaltis. Sempre em alta velocidade, ajeitando a bola para o pé direito - ou o esquerdo - antes de soltar a bomba, Claudiomiro foi o dono absoluto da camisa 9 do Internacional entre 1967 e 1973. Foi Hexacampeão Gaúcho entre 1969 e 1974. Com os 210 gols marcados, é o terceiro maior artilheiro do Colorado, ficando atrás apenas de Carlitos (485) e Bodinho (235).


Seu nome chegou a ser cogitado pelo técnico João Saldanha, da Seleção Brasileira, durante as eliminatórias para a Copa do Mundo de 1970. Fez 5 jogos oficiais e marcou um gol pela Seleção, todos em 1971.


O ex-jogador tinha 68 anos quando foi encontrado sem vida em sua residência, na cidade de Canoas, no interior gaúcho, em 24 de agosto de 2018.

terça-feira, 8 de agosto de 2023

O SOBERBO ADEMIR MENEZES – POR GERALDO ROMUALDO DA SILVA

 


Nota: crônica transcrita do Jornal dos Sports, de 08 de novembro/1992, homenageando o Queixada no seu aniversário de 70 anos. Ademir faleceu em 11 de maio de 1996, aos 73 anos.

 

Seus números dentro de campo comprovam que não é para qualquer mortal. Mas, esperem, não é somente esse fantástico recorde, que atesta a miraculosa força atlética e todo o genial talento desse nosso caro e mitológico Ademir Marques de Menezes, em seus venturosos, às vezes, também atribulados e sofridos anos de profissionalismo de vintém.

 

De pique direto, fulminante velocidade e precisão absoluta nos arremates, geralmente por baixo e penteando a grama, quem foi melhor do que ele? Pode parecer até delírio de saudosismo. Mas não é nada disso. Querem ver só? Pessoalmente, tenho visto, ao longo de tantos temporais, aqui e fora, atacantes da mais fina qualidade, possuidores de extrema mobilidade e rushs fatais. Nenhum deles, porém, com o sendo de equilíbrio, a bem dotada noção do momento da explosão e o inacreditável poder de fogo, para fazer a coisa certa. Dir-se-ia o próprio imponderável. Mas, pagou caro tributo. Com seguidas fraturas de demorada recuperação e a sagrada intimidade maculada pelos alvoroçados caçadores de escândalo, que por aí também já existiam.

 

Produto da vitoriosa geração que nos deu Zizinho, nascido e moldado pelo inquieto uruguaio Ricardo Diez, técnico do campeoníssimo Sport Club do Recife, eis que esse fogoso Ademir, após exaltado sucesso pelos estádios do Sul – Rio, São Paulo e Minas –, transforma-se, de repente, em alvo da cobiça de dois pretendentes gananciosos, mas irreconciliáveis: Vasco e Fluminense. Ele até que teria sido mais balançado pelo Fluminense, ainda de Ondino Vieira, que o queria a todo custo, tanto que nele via a mais expressiva descoberta de sua carreira.

 

No entanto, mais esperto e valendo-se da preguiçosa indefinição dos parvos cartolas tricolores, coube-lhe, por destino, os ares mais promitentes de São Januário, para alegria e ufanosa realização do pai e empresário, “Seu” Menezes, o sempre sorridente e lépido “Muriçoca”. E, é claro, porque a grana cruzmaltina era muitíssimo mais generosa. Vem daí, o seu desabrochar para a glória. Como a de afirmar-se artilheiro, sem rival em sul-americanos memoráveis (média de 13 gols). Mais a honra de ser o primeiro, no Mundial de 50, e herói de nada menos de 54 gols em 49 partidas, unicamente, ao curso de 1949.

 

Com Tesourinha, Zizinho, Heleno e Jair Rosa Pinto, vestiu a camisa 11 (só porque não podia ficar fora do bolo de gente tão especial), soube sempre se apresentar com soberba e digna atuação, durante o torneio continental de Santiago do Chile, em 1945. Nos pés e a cada desafio, a marca inconfundível do irresistível rocketing the Ball.

 

De outra feita, agora por influência e clamor de Gentil Cardoso, terminou por bater às portas do Fluminense. O Fluminense – lembram-se – não passava de um risível timinho, a torcida já impaciente à espera do milagre de uma vitória que não vinha nunca. Foi quando ocorreu a Gentil soltar uma de suas tiradas – neste episódio, a que mais e melhor definiu a magia desse craque de mil travessuras com a redonda: - “esse Ademir é só o que nos falta para sairmos de todo o nosso sufoco!” E gritou, profético e temerário:

- Deem-me Ademir e eu vos darei o campeonato.

 

Os que suponham que se tratasse de mais uma potoca do velho marinheiro, quebraram a cara. E não é que aquele time tomou jeito e que, jogando com também Pedro Amorim, que sempre sabia das coisas e fazia gols, ficou com o título. O Fluminense inteiro do pernóstico tênis à vaidosa natação, cantou vitória o ano inteiro. Enquanto Gentil, na sua doce sombra, sorria e falava, de coração aberto:

- Ah, meu craque Ademir! Devemos tudo a ele!

 

E era a mais pura e santa verdade. A mais e eloqüente sincera manifestação de humildade do velho sábio, matreiro e milagroso Preto Velho.

 

 

domingo, 6 de agosto de 2023

ORLANDO: O "PINGO DE OURO"

 


Orlando de Azevedo Vianna nasceu na capital pernambucana, em 04 de dezembro de 1923. Orlando Pingo de Ouro foi um meia talentoso, veloz e ótimo finalizador. Outra de suas características era a facilidade que possuía de deixar os companheiros na cara do gol. Orlando era franzino, bem diferente dos atacantes de sua época, a maioria de físico privilegiado. Por isso recebeu o carinhoso apelido de “Pingo de Ouro”.


Um dos mais habilidosos jogadores de sua geração, esse pernambucano marcou época defendendo o Fluminense – de 1945 a 1954 – anotando 190 gols em 308 jogos, sendo 286 partidas iniciando como titular. É o terceiro maior artilheiro da história do Tricolor, perdendo apenas para Waldo e Fred. Foi campeão carioca em 1946 e 1951, e da Copa Rio de 1952. 


Começou no Náutico (campeão pernambucano em 1945), e depois do Fluminense atuou no Santos – breve passagem, Atlético (bicampeão mineiro em 1954/55), Canto do Rio e Botafogo, onde encerrou a carreira em 1956. Vestiu a amarelinha em 3 jogos e marcou 2 gols, em 1949, na conquista do Sul-Americano.


Morreu na capital carioca, aos 80 anos, em 05 de agosto de 2004, de insuficiência cardíaca.  

segunda-feira, 24 de julho de 2023

MAZZOLA: ÍTALO-BRASILEIRO COM UMA HISTÓRIA MARCANTE NO FUTEBOL

 


Paulista de Piracicaba, onde nasceu em 24 de julho de 1938, José João Altafini, o MAZZOLA, é, provavelmente, um dos brasileiros de maior sucesso em gramados do futebol italiano. Filho de pais italianos, Altafini, através do futebol, voltou à terra dos pais para se consagrar. Não sem antes se tornar ídolo também no Brasil, precisamente defendendo as cores do Palmeiras, onde marcou 85 gols em 114 jogos.


Atacante oportunista, rápido na área e de chute muito forte, bastaram pouco mais de dois anos, entre janeiro de 1956 e abril de 1958, para ele ser reconhecido como um dos grandes ídolos palmeirenses em todos os tempos. Com a alcunha de Mazzola (pela semelhança física com o craque italiano Valentino Mazzola), é um dos maiores artilheiros da história do campeonato italiano, com 216 gols em 459 jogos.


Após ser campeão do mundo em 1958, pelo Brasil (foi o autor do primeiro gol brasileiro naquela Copa, contra a Áustria), disputou a Copa do Mundo de 1962, no Chile, defendendo as cores da Itália. Ele seria convocado novamente para 1962, mas por questões políticas da época, ele não foi. Por ser neto de italianos, Altafini é também cidadão italiano. Assim, jogou aquele mundial pela “Squadra Azzurra”, como José João Altafini, ao invés do antigo apelido Mazzola. Assim ele definiu esse chamado italiano: "É muito simples. Naquele tempo, o Brasil não chamava quem jogava no exterior. Ninguém. Estava na Itália e não seria chamado. Eu, com 23, 24 anos, ficaria muito chateado se perdesse um Mundial”.


Depois de encerrar a carreira fixou residência em solo italiano e virou comentarista de TV.  

Sua carreira:

Clubes: Clube Atlético Piracicabano, Palmeiras (1956-58), Milan (1958-65), Nápoli (1965-72), Juventus (1972-76), Chiasso (1976-79) e Mendrisio (1979-80), os dois últimos da Suíça.

Seleção Brasileira: 11 jogos e 8 gols, sendo 8 jogos oficiais e 4 gols.

Seleção Italiana: 6 jogos e 5 gols.

Títulos: 4 Campeonatos Italianos (1959, 1962, 1973 e 1975), 1 Liga dos Campeões (1963) e 1 Copa do Mundo (1958)

ZÉ CARLOS: O "ZÉ GRANDÃO"

 


José Carlos da Costa Araújo nasceu na capital carioca em 07 de fevereiro de 1962. Entre os anos de 1986 e 1991, ZÉ CARLOS foi o goleiro titular do Flamengo. Apesar de nunca ter sido uma unanimidade entres os torcedores, teve bons momentos defendendo o clube e conquistou títulos. Fez sua carreira de sucesso praticamente no time rubro-negro. Foi campeão carioca em 1986, 1991 e 1996 (sendo 91 e 96 como reserva), campeão brasileiro em 1987 e da Copa do Brasil em 1990. Defendeu o Flamengo em 354 jogos, sofrendo 264 gols.


Atuou também no Americano (RJ), Rio Branco (ES), Cruzeiro, Vitória de Guimarães, Farense, Felgueiras (os três últimos de Portugal), Vitória (BA), XV de Piracicaba (SP), América (RJ) e Tubarão (SC), onde encerrou a carreira em 2000.


Pela Seleção Brasileira foi campeão do Pré-Olímpico em 1987, da Copa América em 1989, e participou da Copa do Mundo de 1990, sendo um dos dois goleiros reservas. Participou também das Olimpíadas de Seul, em 1988, conquistando a medalha de Prata. Defendeu o Brasil em apenas 3 jogos oficiais e sofreu 1 gol.


Morreu novo, aos 47 anos, no Rio de Janeiro, em 24 de julho de 2009, vitimado por um câncer no abdômen. Antes de adoecer acompanhava o time Master do Flamengo em jogos festivos por todo o Brasil. Em uma de suas aparições aqui por Miracema, tive o prazer de trocar algumas palavras e ele foi muito solícito.

domingo, 23 de julho de 2023

ZÉ DUARTE: O "ZÉ DO BONÉ"

 


José Duarte nasceu em Campinas-SP, em 19 de outubro de 1935. O "Zé do Boné”, como era carinhosamente conhecido, dirigiu Guarani, Ponte Preta e muitos outros times do interior paulista. Treinou também o Santos, Cruzeiro, Fluminense, Internacional, Bahia, Atlético (campeão paranaense em 1990), entre outros clubes brasileiros.


Zé Duarte ganhou reconhecimento da torcida da Ponte Preta em 1969, com a recondução do clube à divisão principal do futebol paulista, após nove anos na divisão inferior. Zé do Boné parecia predestinado a fazer sucesso na Ponte. Foi assim em 1977 e 79, quando levou o time às finais do Campeonato Paulista e foi vice-campeão. No Guarani foi campeão da Série B em 1981. É considerado por muitos um dos maiores treinadores da história do futebol de Campinas. Com o União São João de Araras foi campeão da Série C em 1988.


Ele comandou nomes de destaques do futebol brasileiro, entre eles, Dicá, Neto, Careca, Jorge Mendonça, Ailton Lira, Oscar e Julio César. De jeito simples e ao mesmo tempo com grande conhecimento tático, ele conquistava a confiança de seus atletas. E quando era tido como acabado para o mundo da bola, em 1995 “renasceu das cinzas” no comando da Seleção Brasileira de Futebol Feminino. Pacientemente, ensinou as meninas e o fruto do trabalho foi o quarto lugar nos Jogos Olímpicos de Atlanta, de 1996.


Zé Duarte faleceu em Campinas-SP, aos 68 anos, em 23 de julho de 2004. Foi um vencedor de desafios e deixou um histórico de profundo conhecedor dos meandros do futebol dentro e fora de campo.

 

quinta-feira, 20 de julho de 2023

O ALÇAPÃO ESTÁ ARMADO – NOSTALGIA GERAL NO CAMPEONATO CARIOCA DE 1977

 


Nota: reportagem da revista Placar edição 361/77.  Não consta o autor da matéria.

 

Após dez anos os grandes vão ter de enfrentar os pequenos também em seus estádinhos. E fora do Maracanã o sarrafo é mais embaixo. É a volta dos tempos em que ser campeão carioca exigia, além de bom futebol, um espírito de luta que o grande estádio já estava matando.

 

 A revolução na tabela do Campeonato Carioca e na política da federação está enchendo de esperança os torcedores – eles existem – dos pequenos clubes. Enquanto percorre as obras do novo campo do Olaria, o diretor Edmundo dos Santos chega a ficar com os olhos brilhantes:

- No segundo turno, o time que a gente enfrentar na casa deles vai ter de jogar aqui, grande ou pequeno. Até a tal da tabela dirigida, Campeonato Carioca tinha mais graça, tinha mais sabor. E a gente justificava mesmo a fama de que Bariri era um alçapão, uma armadilha para os grandes.




Clube organizado, com quatro piscinas, sauna, belo salão de festas, concentração refrigerada, duas nutricionistas para cuidar da alimentação dos atletas e cuidados médicos como poucos grandes têm, o Olaria espera agora repetir façanhas como a de 1947, quando venceu o Fluminense de Píndaro e Pinheiro, ou de 1948, quando ninguém sabe como 30 mil pessoas entraram no estádio para ver o supertime do Vasco.

- Quem não conseguiu lugar – conta o velho porteiro do clube – subiu em dois vagões de boi, no ramal ferroviário que passava aqui atrás do campo para o Curtume Carioca, para ver um pedaço do campo na ponta dos pés. Mr. Barrick, um juiz inglês, só começou a partida quando chegaram dois choques da polícia especial, chefiados por Mário Vianna.

 

Ali perto, ma rua Teixeira de Castro, também junto aos trilhos da Estrada de Ferro Leopoldina, o estádio do Bonsucesso também já viveu seus dias de glória. Pode até ser considerado um bom estádio, com capacidade para mais de 20 mil pessoas, gramado melhor que o de São Januário e iluminação que só perde para o do Maracanã.

- No entanto – diz o torcedor Fuad Bunain -, nesses últimos dez anos o Bonsucesso não jogou uma dezena de vezes aqui contra times grandes. Dirigi o Bonsucesso e por ele perdi uma loja, tive títulos apontados, sofri o diabo. Para dirigir clube pequeno o cara tem que ser vaidoso ou maluco. Fui os dois, mais maluco que vaidoso.

 

Agora, no entanto, voltas as esperanças de que não seja necessário nem vaidade nem insanidade para formar no Bonsucesso grandes equipes como as de 1955 e de 1968/69.

 

Claro, a simples mudança na tabela e dos ventos políticos não vai conseguir salvar os pequenos clubes da noite para o dia. Por exemplo: quem vai hoje ao São Cristóvão não consegue vislumbrar solução para o clube. Cercado de indústrias e situado exatamente sob o viaduto que ligará o campo de São Cristóvão à Avenida Rodrigues Alves, o estádio não oferece a menor condição para jogos oficiais de futebol.

- Quem te viu e quem te vê – lamenta o conselheiro Benito Rodrigues. – O São Cristóvão que já foi grande, que já foi campeão carioca, hoje vive de lembranças. .

Lembranças como a vitória de 6 a 2 sobre o Vasco, em 1943, no estadinho superlotado – “superlotado pela nossa torcida, pois s vizinhos vascaínos não tinham nem coragem de vir até aqui”.

- Antigamente, era preciso mais que jogar bola para vencer aqui; era preciso ter um time de machos. Agora não precisa nem jogar bola nem ser macho. Na verdade, não precisa nada: o futebol morreu em Figueira de Melo. Aqui não dá mesmo para jogar.

 

A Portuguesa tem menos memória. Fundada em 1924, só 34 anos depois passou a disputar o futebol carioca – e só em 1962 conseguiu campo próprio, comprando as instalações do hipódromo que funcionou fugazmente na Ilha do Governador. Tem boa arquibancada, muito espaço, segurança. A única ameaça, lá, era o que os locutores de rádio chamavam de ventos uivantes, que sopravam do mar para a terra e realmente carregavam a bola.

- Nem vento tem mais aqui – garante o diretor Antônio Fernandes. – Cortaram o morro aí do lado e acabou o vento encanado.

 

Também o Campo Grande não tem tradição no futebol carioca – só entrou no Campeonato Carioca quando o Canto do Rio foi afastado, depois da transformação do Distrito Federal em Estado da Guanabara. E lamenta que a Federação tenha vetado o estádio Ítalo Del Cima para jogos contra os grandes clubes.

- Pretendíamos investir 400 mil cruzeiros na iluminação do estádio, mas assim não dá para tirar o investimento. Pedimos as arquibancadas do carnaval, mas o prefeito Marcos Tamoio negou. Vamos ver como é que fica. Pelo menos agora a gente está com mais poder político na Federação – diz o presidente Ilídio Ferreira.

 

O Madureira tem a mesma queixa. O tradicionalíssimo alçapão de Conselheiro Galvão também foi aprovado para os jogos contra os grandes – e, pior, o clube não tem dinheiro para melhorar o estádio.

- De tanto jogar no Maracanã a troco de migalhas, empobrecemos de vez – lamenta o vice-presidente Orestes Araújo. – Além do mais, os comerciantes daqui nos abandonaram. Antigamente isto aqui era uma verdadeira família, todo mundo unido. Agora, Madureira é uma cidade, e os comerciantes moram na zona sul, na beira da praia.