domingo, 18 de setembro de 2016

COMO CONTER A VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO EM MIRACEMA?

Resido na Rua do Café desde quando nasci. A rua era de calçamento e, por sinal, o pior da cidade, com muitos buracos e difícil até para andar de bicicleta, imagine de moto ou carro. Após ter sido toda asfaltada, há cerca de cinco anos, apesar de ter ficado mais quente, pelo menos ficou melhor para a locomoção de pedestres e veículos. Reconheço que algumas pessoas foram contra o asfaltamento, e temos que respeitar a opinião de todos.

No entanto, toda essa facilidade para transitar está causando outro problema: a alta velocidade dos carros e, principalmente, das motos, que em algumas ocasiões mais parecem aviões supersônicos. Com a ida do Posto de Urgência para o prédio anexo ao Hospital, o fluxo de carros e motos aumentou consideravelmente.

O bairro é dividido em quarteirões, com muitas esquinas, e não temos nenhuma faixa de pedestre. Desde quando me entendo por gente ouço comentários que não se pode ter o tal do “quebra-molas”, pois é a rua do hospital. Fico imaginando outras cidades com quebra-molas e que até chegar ao pronto socorro o veículo passa sobre diversos deles. Não aceito essa justificativa e rezo para que não aconteça nenhuma tragédia com aqueles que aqui residem ou passam diariamente.

Sinto nas conversas que a preocupação maior é com as motos, na maioria das vezes guiadas por menores de idade. Esse é outro problema que os responsáveis, digo os pais, são os grandes culpados por presentearem seus filhos, acreditem, de até 14 anos, com uma moto, a "cinquentinha". 

Sobre essa situação da violência do trânsito, posso afirmar que em todas as ruas de nossa cidade acontece o mesmo problema. Perto do Posto Bendengó, onde recentemente foi inaugurado um Posto de Saúde, a faixa de pedestre parece ser insuficiente para a segurança dos transeuntes. Seria prudente a colocação de quebra-molas para dar mais tranquilidade aos munícipes que procuram atendimento médico e, por consequência, beneficiar os moradores do bairro.

Reconheço que tivemos melhoras na parte de sinalização. Se o sistema de “semáforo” for implantado conforme prometido, tenho certeza que será muito benéfico para todos. Gostaria que o órgão responsável pelo trânsito municipal nos informasse sobre a real possibilidade de se colocar “quebra-molas” em algumas ruas de nossa cidade. Com a palavra, o DEMUTRAN!   


sexta-feira, 16 de setembro de 2016

O CALOR CONTINUA BATENDO RECORDE



Parece notícia velha, mas aconteceu de novo. E vai continuar acontecendo enquanto o mundo não conseguir conter suas emissões de gases de efeito estufa. Pelo 11º mês consecutivo, a Terra bateu recordes históricos de calor no mês de agosto, conforme divulgou na ultima quarta-feira (14), a agência espacial americana (Nasa).

É o agosto mais quente dos últimos 136 anos, seguindo uma tendência que vem se repetindo mês a mês, ano a ano, como um sinal inequívoco do aquecimento global provocado por ações dos seres humanos.

Em relação ao período de base (valor da temperatura média entre 1951 e 1980) para agosto, a temperatura média da Terra no mês passado foi 0,98°C mais quente. Foi ainda 0,16°C mais alta que o agosto mais quente registrado até então, o de 2014.

Desde outubro de 2015 que a temperatura vem quebrando recordes sucessivos no monitoramento que começou a ser feito em 1880. Mantendo o ritmo pelos próximos meses, 2016 deverá ser o novo ano mais quente da história, superando 2015, que, por sua vez, bateu 2014.

"Ressaltamos que as tendências de longo prazo são as mais importantes para a compreensão das mudanças em curso que estão afetando nosso planeta", afirmou Gavin Schmidt, diretor do Instituto Goddard para Estudos Espaciais da Nasa.

Já imaginou se durante o inverno a temperatura da sua cidade chegasse a -89,2°C? E se no verão os termômetros alcançassem os 56,7°C? Parece impossível, mas, essas duas temperaturas foram registradas em nosso planeta. A primeira foi medida na Antártida e é a temperatura mais baixa já registrada na Terra. A segunda foi marcada na Califórnia (EUA) e é a mais alta de que se tem notícia.


UOL Notícias 

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

SUZANO: MAIS UM MIRACEMENSE NO MUNDO DA BOLA


João Claudino, mais conhecido no meio esportivo como Suzano, com 13 anos mudou-se para Niterói com a família. O que não mudou foi o sonho de se tornar um jogador de futebol profissional. A proximidade com a capital do estado foi a senha que faltava para o sonho do garoto virar realidade.

Teve o privilégio de ser apadrinhado por dois ex-jogadores – Alcir Portela e o artilheiro Silva, o Batuta – com passagens marcantes pelo Vasco e Flamengo,  respectivamente. Silva também jogou por um breve período no time vascaíno. Voltando ao assunto em questão, Suzano passou pelo infantil do Vasco e do Flamengo. Assim ele descreveu a sua breve passagem pelo rubro-negro:
- Naquela época disputei posição com o Tita e o Júnior Brasília, que tinha esse apelido por ter vindo da capital federal.

Com o firme propósito de ser jogador ainda em mente, Suzano ingressou na ADN (Associação Desportiva Niterói), e disputou o Campeonato Carioca da Primeira Divisão no final dos anos 70. Posteriormente jogou por outros clubes na Segunda Divisão do futebol carioca, entre os quais: Canto do Rio, Cruzeiro (ambos de Niterói) e Costeira (São Gonçalo). Nessa época foi apelidado pelo apresentador da extinta TV Tupi, Carlos Lima, de “Garrincha da Baixada”.
Não lembro o nome do programa, mas ele sempre estava falando de mim. Chamava muito a atenção pela minha velocidade pelas pontas e também o tamanho, pois sou muito pequeno. No Jornal Fluminense de Niterói por muitas vezes fui o cara da rodada da Segunda Divisão do Carioca. Na ADN tive como treinadores os ex-jogadores do Fluminense Jair Marinho e Altair. Inclusive, o Jair Marinho quando soube que eu era de Miracema veio conversar comigo. Tenho consciência que os problemas extracampo atrapalharam minha carreira.

No Espírito Santo, Suzano defendeu o Estrela, de Cachoeiro de Itapemirim, na 1ª Divisão Capixaba. Ele era conhecido por lá como Joãozinho Maravilha. No estado de São Paulo disputou a segundona defendendo o Suzano, da cidade do mesmo nome.
- Tive o prazer de jogar no Suzano ao lado de Caçapava, ele já no fim de carreira. Também fiz alguns jogos pelo Goytacaz, de Campos, quando o técnico era o Vicente Arenari. Joguei na melhor época do nosso futebol, a década de 80, da gaúcha, do lençol, do futebol show.

Suzano também defendeu o Miracema FC quando a equipe disputou a Terceira Divisão no final dos anos 80. Rodou pelo interior do estado do Rio e de Minas Gerais disputando diversos campeonatos amadores.


Sou testemunha de seu futebol e como defensor cheguei a enfrentá-lo em algumas oportunidades pelo Campeonato Municipal de Miracema. A sua baixa estatura somada com muita velocidade e habilidade, era um jogador muito difícil de marcar. Não guardava posição fixa e protegia a bola como poucos. Como ele mesmo definiu acima, a sua trajetória no futebol poderia ter tido uma história bem diferente.  

Para efeito de esclarecimento, o apelido "Suzano" não tem nada a ver com o time paulista da cidade de Susano que ele defendeu. 

Suzano faleceu em 24 de janeiro de 2024, em Miracema, deixando uma legião de amigos que fez no futebol, e muitos fãs na carreira de cantor gospel que abraçou ao se tornar evangélico. Gravou CDs e fez muito sucesso, principalmente nas regiões norte e nordeste do país. Foi um grande incentivador do meu trabalho voltado para a memória do esporte e de fatos da história de Miracema.  

Nota: texto publicado originalmente em setembro/2016 e editado em janeiro/2024.  






PREOCUPAÇÃO COM ZIKA MUDA CRITÉRIO DE DOAÇÃO DE SANGUE


Os critérios para doação de sangue estão mais rígidos. Diante do avanço de zika e chikungunya no País, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) fizeram uma nota conjunta em que estabelecem uma série de regras para evitar que as duas doenças sejam transmitidas durante a transfusão de sangue. “Desde o ano passado, já havia precauções nesse sentido. O que fizemos agora foi ampliar as recomendações”, afirmou o gerente de sangue e tecidos da ANVISA, João Batista da Silva Júnior.

No caso da zika, os cuidados agora se estendem já levando em consideração o risco de transmissão do vírus por via sexual. Até dois meses atrás, infectados pelo zika eram considerados inaptos para doação por 30 dias ou após a recuperação laboratorial. A partir de agora, também são considerados inaptas para doação por 30 dias pessoas que até três meses antes tiveram relação sexual com parceiro que apresentou diagnóstico da infecção.

No caso de chikungunya, devem ser considerados inaptas, durante 30 dias, pessoas que tenham se deslocado para regiões endêmicas ou com epidemias confirmadas da doença. No caso de pessoas que vivem em regiões com epidemia confirmada da doença, também devem ser consideradas inaptas por 30 dias.

Estados Unidos
Em fevereiro, Brasil e EUA se comprometeram a desenvolver testes para doadores de sangue contra zika. No dia 26, a agência reguladora de alimentos e medicamentos americana (FDA) recomendou que todos os estoques de sangue doado fossem submetidos a testes para o vírus.


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

CAMPANHA DE MULTIVACINAÇÃO COMEÇA NO PRÓXIMO DIA 19


A Campanha Nacional de Multivacinação começa na próxima segunda-feira (19) em todo o país. Devem comparecer aos postos de saúde crianças menores de 5 anos e ainda as crianças e adolescentes entre 9 e 15 anos, para atualizar a caderneta de vacinação.

O Dia D de mobilização nacional está marcado para 24 de setembro, um sábado. A campanha, entretanto, segue até 30 de setembro em cerca de 36 mil postos fixos de vacinação. Ao todo, 350 mil profissionais participam da ação.

De acordo com o ministério da Saúde, foram enviadas a todas as unidades da Federação 26,8 milhões de doses, incluindo 7,6 milhões para a vacinação de rotina de setembro e 19,2 milhões de doses extras para a campanha.

Atualização da caderneta — O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destacou que o objetivo da ação é combater a ocorrência de doenças imunopreveníveis no país e reduzir os índices de abandono à vacinação, sobretudo entre adolescentes. "Neste mês, a gente faz um esforço para que a caderneta fique atualizada", explicou.

Mudanças no calendário de vacinação — Em janeiro deste ano, a pasta alterou o esquema vacinal de quatro vacinas: poliomielite, HPV, meningocócica C (conjugada) e pneumocócica 10 valente.

O esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável (2, 4 e 6 meses) e mais duas doses de reforço com a vacina oral. Até 2015, o esquema era de duas doses injetáveis e três orais.

Já a vacinação contra o HPV passou de três para duas doses, com intervalo de seis meses entre elas para meninas saudáveis de 9 a 15 anos. Meninas de 9 a 26 anos que vivem com HIV devem continuar recebendo o esquema de três doses.

No caso da meningocócica C, o reforço, que era administrado aos 15 meses, passou a ser feito preferencialmente aos 12 meses, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras duas doses continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses.


A pneumocócica sofreu redução de uma dose e passou a ser administrada em duas (2 e 4 meses), com um reforço preferencialmente aos 12 meses, mas que pode ser recebido até os 4 anos.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

TELÊ SANTANA E SUA HISTÓRIA COM A CIDADE DE LEOPOLDINA


E todos batem palmas. Palmas que podem ser para esta frase de Telê Santana: “Quando a bola está com a gente, o problema é deles. Quando está com eles, é nosso”.

Por isso, a Seleção tocou tanto a bola, deixou  pessoas de boca aberta por presenciar tamanho equilíbrio, já sentindo saudade de ver um auxiliando o outro, se deslocando sempre em trio, na formação perfeita de um triângulo: principio básico para evitar marcações homem a homem, como a sofrida e aceita pelo argentino Maradona diante do italiano Gentile.

O mesmo futebol que o menino Telê, aos onze anos de idade, em 1942, na sua Itabirito, em Minas Gerais, viu a fabulosa equipe do Ribeiro Junqueira jogar e nunca mais esqueceu a sua formação.   Ali, à beira de um campinho de várzea, ele viu um time de rapazes correndo, lutando, se deslocando, centroavante fazendo papel de zagueiro, zagueiro sendo ponta e armador como lateral. Recentemente, o avô Telê Santana esteve na mesma Leopoldina para receber o título de cidadão honorário e, para espanto de alguns velhinhos, recitou os nomes que gravara na memória de menino:

- O time que inspirou a Seleção Brasileira foi o daqui, formado por Manganga, Maninho e Baptista; Itim, Domício e Quadrado; Vicente, Geraldino, Daia, Caturé e Elair.

Técnica e talento ao lado de tática e preparo físico
Aquele time solidário, onde as estrelas eram estrelas libertas de vaidades, aquele time do “Ribeiro Junqueira” que tanto marcou a vida do menino Telê, aquele time não sabia que, 40 anos depois, contribuiria decisivamente para o futebol brasileiro. Liquidando ideias de europeização, força, super-homens. Contribuindo também, em qualquer circunstância, para o futuro do futebol, quando a técnica e o talento terão seu lugar de honra. Ainda que tenhamos perdido o tetra na Espanha.  

Nota: matéria publicada na revista Placar durante a Copa do Mundo de 1982, na Espanha. 

O jogador Maninho, citado por Telê na formação do time do Ribeiro Junqueira, é o Alcir Fernandes de Oliveira, um dos baluartes do futebol de Miracema e que por muitos anos presidiu a Liga Desportiva.  

domingo, 11 de setembro de 2016

VACINA DA DENGUE COMEÇA A SER COMERCIALIZADA


Vacina Dengvaxia já está disponível no Brasil em clínicas privadas. Trata-se da primeira vacina contra a dengue aprovada no mundo.

O laboratório farmacêutico Sanofi Pasteur anunciou no último sábado (10) o lançamento no México da primeira vacina desenvolvida no mundo contra a dengue, cuja comercialização por enquanto só está disponível para as instituições de saúde privadas do país. Com a vacina se procura diminuir significativamente a carga médica desta doença, assim como reduzir a frequência e intensidade dos surtos e suas consequências", informou a empresa farmacêutica francesa em comunicado.

No Brasil, a vacina já está disponível em clínicas privadas desde o fim de julho. O estado do Paraná também disponibilizou o produto gratuitamente, pelo SUS.

O virólogo José Ramos disse que, de acordo com o assinalado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o número de casos de dengue no México cresceu 9% nos últimos 20 anos.

"Estes dados evidenciam um problema de saúde que ultrapassa o âmbito puramente da saúde, já que afeta o turismo nas regiões onde aparece a doença, assim como seu controle e tratamento", afirmou Ramos.

Fontes da Sanofi Pasteur afirmaram à Agência Efe que, por enquanto, não há uma data definida para integrar a vacina nas instituições de saúde públicas do país.

Segundo os boletins da Secretaria de Saúde do México, durante 2015 houve 27.178 casos de dengue confirmados no país, e 42 mortes associadas a esta doença. No lançamento da vacina na cidade de Mérida, no sudeste do país, a diretora médica da Sanofi Pasteur México, Patrícia Cervantes, lembrou que este avanço vem "depois de vinte anos de pesquisa e desenvolvimento". Em dezembro passado, a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários do México aprovou a comercialização da vacina contra a dengue após credenciar sua qualidade, segurança e eficácia terapêutica em um protocolo global no qual participaram mais de 40 mil pacientes.

Até o momento, a vacina também foi aprovada em El Salvador, Costa Rica e Filipinas, além do Brasil. A OMS certificou em abril passado a vacina e recomendou seu uso para aqueles países onde o vírus é endêmico.

De acordo com a organização, a dengue causa cerca de 400 milhões de infecções todo ano e nos últimos 50 anos se expandiu por 128 países onde vivem quase 4 bilhões de pessoas.

Fonte G1 Bem Estar