sábado, 2 de julho de 2016

ENTREVISTA COM ZEZÉ MOREIRA E FLÁVIO COSTA DE 1995


Entrevista ao repórter Mário Magalhães, da “Folha de São Paulo” de 16 de abril de 1995.   
Flávio Costa, 88, e Zezé Moreira, 87, conversaram sobre futebol durante três horas, com o repórter Mário Magalhães.
Depois de, como jogadores, terem sido adversários e integrado a mesma equipe, eles voltaram ao estádio do Flamengo. Lá, em 1935, Flávio era o técnico, e Zezé, o meia defensivo da equipe.
Zezé escala o mitológico jogador Friedenreich em sua seleção brasileira de todos os tempos. Flávio prefere Zizinho.
Falam sem parar sobre futebol.
A seguir, os melhores trechos da entrevista com dois dos mais importantes treinadores do futebol brasileiro, realizada na Boca Maldita, o local da Gávea onde velhos esportistas se reúnem nos sábados e domingos para discutir futebol.
Flávio Costa e Zezé Moreira

Quando os senhores se conheceram?
Flávio Costa – Em 1930, 1928, 1929, mais ou menos por aí. Eu já jogava no Flamengo. O primeiro clube em que joguei no Rio foi o Helênico, em 1924.
Flávio Costa defendendo o Flamengo
Zezé Moreira – Eu comecei no Esporte Clube Brasil, em 1928. O clube ficava na praia Vermelha (zona sul do Rio).

Flávio – Era para eu ter vindo antes para o Flamengo. Entrei na escola militar e, para me livrar do trote, fiz cupinchada com os caras do segundo ano que jogavam no Helênico. Eu era center-half (volante), como o Zezé. O centro-médio jogava mais parado que hoje, dali irradiava o jogo.
Os senhores, depois de se enfrentarem por seus clubes, chegaram a jogar juntos pelo Flamengo.
Zezé – O Flamengo fez uma excursão a Uruguai e Argentina e pediu reforço ao Clube Brasil.
Flávio – Formamos a seguinte linha média: Zezé, eu e Canalle. Com a introdução do profissionalismo (1933), você foi para o Palestra Itália, em São Paulo, não é?
Zezé – Não. Fui contratado em 1933 pelo América do Rio. No ano seguinte fui para o Palestra (como era denominado o atual Palmeiras).
Na opinião dos senhores, a seleção brasileira campeã mundial em 94 era melhor do que as de 50 e de 54?
Flávio – Olha, eu respeito os analistas da TV Bandeirantes, mas eles são muito facciosos. Combateram muito a seleção brasileira e, sobretudo, o Parreira. Deram o prêmio de figura da seleção na Copa ao preparador físico (Moraci Sant'Anna). É como você pegar um quadro de Portinari e, em vez de elogiar o pintor, elogiar a Casa das Tintas. Por melhor que o Moraci fosse, a direção era do Parreira.
E o time de 94?
Flávio – Mesmo levando em conta erros cometidos, a preparação foi extraordinária. Nós, torcedores, queríamos avaliar o Taffarel. Não conseguimos. O adversário não chegava ao nosso goleiro.
Zezé – A parelha de zagueiros, Aldair e Márcio Santos, foi das melhores que apareceu. O meio-campo não deixou a bola chegar. Esse Mauro Silva é um grande jogador.
Flávio – Ele saiu do Bragantino e o time desapareceu. Foi para um time de merda, o La Coruña (Espanha), onde jogava o Bebeto, e a equipe quase foi campeã. Como você sabe o Bebeto não leva nenhum time para frente. Ele recebe bola e faz gols porque é habilidoso, mas não dá campeonato a ninguém.
Em relação à década de 50, o futebol atual é mais ou menos bonito?
Zezé – Agora não tem beleza. O que modificou o futebol foi a preparação atlética. No tempo em que Flávio e eu jogávamos, nossa preparação era muito deficiente.
Flávio – Quando comecei, eu treinava só uma vez por semana.
Zezé – Hoje a preparação deu tudo o que necessita um jogador -velocidade. O center-half, como nós, tinha conhecimento da posição, passava bem, lançava bem, mas atuava sempre parado.
Flávio – A gente jogava sempre com os extremas desmarcados no ataque. Meu treinador ensinava a chutar a bola do meio do campo em direção à bandeirinha do escanteio. Era um passe para o extrema. No passado era mais fácil jogar, havia mais espaço.
Zezé – Outro dia eu estava vendo o Gérson (ex-jogador, hoje comentarista de futebol) falar sobre isso. Ele estava criticando a seleção brasileira porque fulano não sabe passar. Eu joguei com o pai do Gérson, Clóvis, que jogava direitinho. Na época do Gérson, os jogadores paravam a bola, olhavam, caminhavam. Agora, quando se pára a bola, tem três em cima de você. A combatividade fez com que o futebol perdesse um pouco da sua classe. Eu estava vendo um jogo na Inglaterra pela televisão, esses dias. Em 20 minutos de jogo, houve 21 faltas. O sujeito combate, luta, corre, marca, faz tudo. A verdade é que o futebol não retrocedeu. O futebol evoluiu.
Quem são os grandes craques brasileiros hoje?
Zezé – Nas eliminatórias da Copa, em 1993, eu concordei com o Zagallo (então auxiliar técnico) e o Parreira (técnico), quando não convocaram o Romário. Ele não ajudava ninguém em campo. É rápido, sabe fazer gol, se coloca bem. Mas não auxilia nenhum companheiro. Não combatia, mas hoje está numa direção diferente. Depois, quando ele foi chamado para a Copa, concordei com a convocação.
Flávio – Como o Zezé diz, o Romário não chega a ser um Leônidas, mas está na crista da onda. Chegou aqui na Gávea de helicóptero para treinar. Não sei se você sabe, eu não jogava nada, mas dava canelada à vontade.
Que jogadores deveriam ser dispensados da seleção? Há quem peça a saída de Branco.
Flávio – Tinha gente que queria tirar o Dunga na Copa. E ele foi um ás no Mundial.
Zezé – Não é que o Branco tenha que continuar. Se aparecer um melhor…
Roberto Carlos?
Zezé – É um bom jogador, igual ao Branco nas faltas, no chute. Passa bem. O Branco tem um defeito. A bola dele, no cruzamento para a área, faz uma curva que favorece o adversário.
Flávio – Tanto faz um como o outro, é a mesma coisa. O Branco é lento, o que às vezes deixa a desejar num futebol rápido. Mas, quando ele sai do time e há uma falta para cobrar, a gente pensa nele. O Roberto Carlos também chuta bem. Esses dias fez um gol de falta do meio da rua.
Zezé – Me lembrei do Jair Rosa Pinto. Era um jogador de precisão fantástica.
Zagallo é o nome mais indicado para dirigir a seleção brasileira?
Zezé – Não é questão de ser indicado. Ele está fazendo um trabalho bem feito.
Flávio – Ele já estava no esquema da comissão técnica anterior.
Zezé – Zagallo tem experiência, o que é importante. Eu fui vítima da falta de conhecimento. Fui treinador na Copa de 54, na Suíça, sem nunca ter ido antes à Europa. Os jogadores, na maioria, também. Tudo foi surpresa.
Tanto que no jogo contra a Iugoslávia bastava o empate e, até o fim, a equipe tentou desesperadamente ganhar, achando que precisava da vitória para sobreviver na competição…
Zezé – Eu não conhecia a regra. Dentro do vestiário estava todo mundo chorando porque se pensava que, com o empate de 1 a 1, tínhamos sido eliminados. Mas entrou um jornalista e disse que estávamos classificados. Ficou todo mundo de boca aberta olhando. Nem os dirigentes sabiam que o empate classificava os dois times.
Flávio – Tem outra história. Antes dos anos 30, veio um goleiro escocês jogar no Rio. Ele botava a bola no bico da pequena área, como hoje, e dava um chutão. O povo gozava. Nós jogávamos o campeonato oficial…
Zezé – …e o beque levantava a bola na mão do goleiro para dar a saída.
Flávio – Não obedeciam a regra de tirar a bola da área. E, por obedecer a regra, o escocês era vaiado como se fosse um maluco. Daí em diante passamos a fazer o mesmo. Havia pouca comunicação com a Europa. Nossos ídolos eram os jogadores argentinos.
Zezé – Eles vinham aqui e davam passeio.
Flávio – E quando íamos jogar lá? Você não passou o que eu passei. Na Argentina, a zaga do Flamengo era Florindo e Domingos da Guia, contra um combinado River-Independiente. Levei um passeio. O único que jogava no nosso time era o Domingos. O Artigas, nosso half-esquerdo, deitou-se no campo. Entramos eu e o massagista. O Artigas disse: “Seu Flávio, não tenho nada, não. Mas me tira, pelo amor de Deus, que estou com vergonha''.
Quem é o melhor técnico do Brasil hoje?
Zezé – Todos aqueles que ganham são os melhores.
Flávio – O futebol paulista no ano passado foi um sucesso. Tinha Telê Santana no São Paulo, Wanderley Luxemburgo no Palmeiras e Carlos Alberto Silva no Guarani. As três equipes fizeram miséria. No Rio, faltou técnico dessa envergadura. Agora, Palmeiras e Guarani perderam os técnicos e os times baixaram de produção. O Corinthians tentou com o Mário Sérgio, mas não saiu grande resultado.
Zezé – Mas o Mário Sérgio fez um bom trabalho. Gostei muito da forma de ele dirigir a equipe. O jogador brasileiro não tem sentido de marcação, de aproximação, de distância do adversário.
Flávio – Quando se ataca, tem que se seguir aquele princípio do Gentil Cardoso (treinador): quem desloca recebe, quem pede tem preferência.
Zezé – Mas o jogador brasileiro não oferece jogada, não sabe fazer isso.
Flávio – Veja a quantidade de faltas e de passes errados. O passe é a conexão de duas vontades: a do que dá e a do que recebe. Quando vai arremessar um lateral…
Zezé – …ninguém se apresenta para receber.
Flávio – O sujeito ser um bom técnico é um acontecimento. Às vezes, é um bom técnico sem ter sido um jogador extraordinário, e vice-versa.
Por exemplo?
Flávio – O Zizinho foi um jogador extraordinário e nunca conseguiu ser técnico. Tem também o caso do Gentil Cardoso. Conhecia futebol…
Zezé – …mas não orientava. Não dava fundamentos. Fundamento é importante para o jogador de futebol. Se você toca piano, precisa treinar para executar. Jogador de futebol tem que saber correr com a bola, driblar, passar.
Qual o peso do técnico num time?
Zezé – Basta que tenha autoridade, confiança dos jogadores. O que você fala, o jogador absorve.
Flávio – Tem que reunir uma série de qualidades. Tem que ser professor, companheiro, pai, mãe, bedel, carrasco. É uma operação de guerra, o futebol. Tem que ter o time na mão. Ô, Zezé. Veja a decisão do Campeonato Estadual de 50, entre Vasco, que eu dirigia, e o América. O Ipojucan, do nosso time, era um artista com a bola. Driblou a defesa toda do América e apenas levantou a bola para a mão do goleiro. Quis colocar e pegou mal. O Ipojucan colocou a mão na cabeça. Estava 1 a 1 no intervalo. Saí gritando, incentivando, na volta ao campo. Em meu vestiário nunca rezei Pai Nosso.
Zezé – Nem eu.
Flávio – Nunca fiz promessa. Os jogadores, então, voltaram ao campo. Eu fiquei para tomar um cafezinho. No boca do túnel do Maracanã, vi que o Ipojucan não queria voltar. Mandei o Augusto, capitão do time, avisar ao juiz que o Ipojucan voltaria depois. Naquele tempo se proibia substituição. Pensei que o Ipojucan quisesse vomitar, coisa assim. Mas vi que ele estava deitado no chão do vestiário. E eu, disputando o campeonato. O que o técnico poderia fazer? Dei duas bolachas nele. “O seu filho de uma…'' Saí atrás e ele correu pelo corredor. O corredor vai dar no campo. Ipojucan entrou no campo. Depois, todo o segundo tempo, ele ficou me olhando. Ipojucan deu o passe para o Ademir fazer o gol e ganhamos o campeonato.
Quem foi o melhor e o mais inteligente jogador que os senhores treinaram?
Zezé – É uma questão muito difícil. Leônidas da Silva era extraordinário. Friedenreich, sensacional. Eu joguei com ele aqui no Flamengo, no final da carreira dele. Em São Paulo, onde eu atuava no Palestra, joguei contra.
Leônidas da Silva e Zezé Moreira, em 1952
Flávio – Em 1928 eu joguei em São Paulo, no antigo Palmeiras. Fui para São Paulo como vendedor de uma firma. Fiquei seis meses lá e fui mandado embora porque não vendi porra nenhuma. Quando joguei contra o Paulistano, acabei agredindo o Friedenreich porque ele me deu uma cama-de-gato. Estávamos perdendo de 3 a 0, um passeio, e o cara me dá uma cama-de-gato. Levei um tombo e uma vaia. Fiquei fulo da vida, perdi a cabeça e dei um sopapo no Friedenreich. Os jogadores todos correram em cima de mim. Foi uma pancadaria só.
Volto à questão dos melhores jogadores que os senhores dirigiram.
Flávio – Eu tive jogadores maravilhosos. Para começar, Domingos, Jaime, Zizinho, Leônidas, Pirillo, Gonzalez.
Zezé – Eu tive tantos bons jogadores… Tive um que todos achavam ignorante, que era o Garrincha. Ele não era nada disso.
Flávio – Você era do Botafogo quando o Garrincha foi para lá?
Zezé – Eu era treinador do Fluminense quando o Garrincha treinou lá, antes de ir para o Botafogo. O Gradim era meu auxiliar. Havia um treinamento de experiência às segundas-feiras. Numa segunda, eu não fui. O Garrincha treinou bem. O Gradim me disse que tinha treinado um rapaz que deveria voltar. Mas o Arati, lateral-direito do Botafogo, foi jogar perto da casa do Garrincha. Viu o Garrincha jogar e o convidou para treinar no Botafogo.
Qual foi a melhor seleção brasileira em Mundiais?
Zezé – A de 50 foi uma das melhores. Teve azar. Outro dia, falando com o Ademir Menezes, perguntei-lhe como ele perdeu tantos gols contra o Uruguai na Copa de 50. Que se vai fazer?
Flávio – Eu influí na formação das chaves para tirar a Espanha do último jogo. Era a melhor seleção, entre as adversárias. Eu já estava farto de jogar com o Uruguai, que depois acabou nos derrotando. Conversando com pessoas que tinham influência, nós é que fazíamos a tabela, prevendo a final. No profissionalismo, a partir de 1933, as seleções foram todas boas.
Zezé – A de 58 foi muito boa.
Flávio – Foi, como a sua de 54. Você tinha Julinho, um jogador maravilhoso. A seleção de 38 foi ótima.
Taticamente, a última grande inovação no futebol foi o “Carrossel Holandês'' do Mundial de 74, em que os jogadores se movimentavam por várias posições. O futebol ainda terá alguma grande novidade tática?
Zezé – Não vai se criar sistema novo nenhum. Estão querendo fazer mudanças absurdas nas regras, como bater o lateral com os pés.
Flávio – Também querem parar o jogo [com pedidos de tempo].
Zezé – É um absurdo. Futebol não é vôlei ou basquete. No meu modo de entender, só deveria se permitir uma substituição.
Os senhores são contra todas as mudanças?
Zezé – Não. Defendo a proibição completa de atrasar a bola para o goleiro, seja com os pés, mãos, peito, cabeça. Devolver bola para o goleiro torna o jogo monótono. Defendo outra coisa: no futebol atual, a velocidade está no homem e na bola. Antes, era só na bola. Não se pode mais jogar em campos como os de agora, embora eu saiba que em muitos estádios não dá para aumentá-los. Não é uma idéia má diminuir de 11 para 10 o número de jogadores. Os campos estão pequenos para o futebol.
É verdade que o Brasil perdeu a Copa de 50 em parte porque o brasileiro Bigode intimidou-se, na final, diante do uruguaio Obdúlio Varela?
Flávio – Não. O Bigode jogava o jogo dele, não tinha influência de nada.
Zezé – Não tinha medo de nada. Dava carrinho, lutava muito.
Flávio – O Obdúlio gritava muito, mas não importava. Estávamos acostumados a ganhar. O problema foi que levamos o primeiro gol e não reagimos. Só quando sofremos o segundo. Mas foi uma reação nervosa, só chutávamos para fora. Perdemos por 2 a 1.
Por que o senhor, Flávio Costa, no único jogo em São Paulo na Copa de 50, mudou mais da metade do time, retirando jogadores cariocas e escalando paulistas?
Flávio – Havia muita rivalidade entre São Paulo e Rio. Era guerra. Fui treinador por dez anos da seleção carioca. Uma vez, em São Paulo, houve uma briga e acabei preso num camburão. Não me apresentei como o treinador carioca no camburão para não ser linchado ali mesmo. Depois o chefe da delegação foi me tirar da cadeia.

E o jogo no estádio do Pacaembu?
Flávio – Botei vários jogadores paulistas. A linha média era a do São Paulo: Bauer, Rui e Noronha. E nem assim arranjei torcida, porque, ainda assim, torceram contra. Estávamos ganhando por 2 a 1 da Suíça, mas o juiz era um italiano. Ele nos prejudicou e empatamos em 2 a 2.
De quem era a chuteira que o senhor, Zezé Moreira, usou para brigar com jogadores húngaros, no vestiário, em seguida à eliminação do Brasil no Mundial de 54?
Zezé – Eu não saí brigando com os húngaros. Quando começamos a jogar com eles, havia sol. Em seguida, desabou um temporal. Nenhum jogador brasileiro ficava em pé porque todos estavam com trava curta sob as chuteiras. No fim do primeiro tempo, fiz os jogadores mudarem de chuteiras. Mas o Didi, cujos pés se machucavam com trava alta, mudou de chuteira na minha frente e, depois, escondido, voltou a usar as travas curtas. No segundo tempo, só o Didi não parava em pé. Fiz o Djalma Santos cair e fiz o Didi mudar a chuteira. Fiquei com a chuteira dele na mão.
Zezé Moreira no desfile de abertura da Copa do Mundo de 1954
E a usou para brigar.
Zezé – No fim da partida, depois de perdermos por 4 a 2, nas quartas-de-final, o Maurinho descia para o vestiário, e o Czibor, jogador húngaro, esticou sua mão. Quando o Maurinho esticou a mão, o Czibor retirou a sua. O Maurinho deu-lhe uma porrada na barriga e fechou o tempo. Peguei o Maurinho e tirei-o dali. Então, desci para o vestiário. Uns três ou quatro húngaros se viraram para mim e disseram: “Moreira, Brasil…'' e cuspiram em cima de mim. Peguei a chuteira, joguei-a e abri a cabeça de um deles. Foi pau para tudo quanto é lado.
Qual a seleção brasileira de todos os tempos de cada um dos senhores?
Zezé – Escalo a moda antiga: três zagueiros, dois médios e cinco atacantes. Amado; Djalma Santos, Domingos da Guia e Nilton Santos; Fausto e Fortes; Garrincha, Leônidas, Friedenreich, Pelé e Moderato.
Flávio – Amado; Djalma Santos, Domingos da Guia e Nílton Santos; Fausto, Zizinho, Pelé e Jaime; Garrincha, Leônidas e Moderato.
Zezé – Times mais ou menos parecidos. A minha história com o Flávio é sensacional. Jogamos um contra o outro, jogamos juntos e, depois, ele foi meu treinador.
Os senhores se davam bem em campo?
Zezé – Sim. O Flávio tinha o apelido de Alicate porque dava muito carrinho. O meu apelido era Zé Cavalo. Diziam que eu dava pontapé em todo mundo. Mas nunca tirei nenhum jogador de campo, nem quebrei a perna de ninguém. O Gérson, o Didi e outros quebraram perna de jogador. Eu, não.


O SENHOR DO BINÓCULO - POR BEBETO ALVIM


Nas retretas da original Praça Ary Parreiras, eu me escondia dos meus pais dentro das arvoretas que a circundavam. Sofria com as “lacerdinhas”, mas me deleitava com a peripécia.

Hoje, todo o cenário está de volta (o coreto, os bancos e as futuras novas arvoretas), exceto pela ausência do meu pai (que se foi), pela minha condição física (que também se foi) e pelas “lacerdinhas” (que já não mais existem?).
Mas... Nesse intervalo...

Transcorria a segunda metade da década de 60. A antiga praça tinha sido transformada. Concordavam-se ou não, não importava – a modernidade encantava! Pela arquitetura à "Niemeyer” e pelas poucas, mas encantadoras plantas viçosas, estas mais por sua tenrura do que por sua ternura. Tais que pareciam transportar a jovialidade e o brilho do seu viço aos olhos dos jovens que ali faziam “ponto”.

E eu era um deles... Loucura, gente!

As cinco palmeiras eram ainda muito pequenas. Existia um “guarda-chuva” de concreto, na altura da casa do Dr. Ururahy. Atrás desse “monumento”, aquelas tais plantas, circundando os parcos e curvos bancos, serviam para algumas incursões desses enamorados.
E eu era um deles... Que leve loucura, gente!
Quando o espaço era pequeno para os... sei lá, como dizer... amassos?... dividíamos, irmãmente... e, até mesmo, nos acomodávamos nos balaústres da praça para o jardim, ou íamos para este quando não estava totalmente ocupado (bancos, palmeiras ou outros “escurinhos!”).

E eu era um deles... Que doce loucura, gente!

Ocorreu, porém, certa vez, que venho a “ter” com um dos moradores das imediações. Já idoso e sem outras perspectivas, ele se locupletava em observar de binóculo os incautos amantes. E dizia conhecer quase todos e o que faziam.

E eu era um deles... Preocupante loucura, gente!

Viro-me para outro lado, mudo o meu tom de voz e lhe pergunto; o senhor me conhece? Ele me perfila e seu cenho me revela a preocupação. (Pensei) Não... não! Eu não vou esperar. Sua fisionomia denotava o que eu não queria ouvir ou saber. Enquanto ele pensava o que ia responder, saí de “fininho”, a lhe dizer:” --Sr. Machado, preciso voltar ao trabalho.”

À noite, voltei à praça. Avisei à minha acompanhante que devíamos ter cuidado. Apontei-lhe a casa, dizendo-lhe: “Vês aquela casa sem luzes acesas? Estás a ver aquela janela escura? Ela não parece ter um algodão com algo brilhando no meio? Pois é?! É o “coroa” de cabelos brancos que de binóculo fica a vigiar todos os movimentos de nós... supostos libidinosos.”

E eu era um deles... Cativante (ou ardente) loucura, gente!

Não deixei de fazer o que fazia. As carícias eram mais fortes que o medo de ser flagrado. Também não mais falei com ele. Por falta de oportunidade. Não por desavença.

Assim como não a tenho com outros “olhos” (os paralelepípedos) que a tudo viram. Eu ainda vou “conversar” com eles. Será que eles vão me denunciar – dizer o que já fiz? É claro que não! Eles são de “boa paz”. Mas, infelizmente, os bons morrem primeiro. 



sexta-feira, 1 de julho de 2016

JOGOS DA 13ª RODADA DO BRASILEIRÃO


      • FLUFluminense x CoritibaCFC
        Sáb 02/07 16h00Estádio Raulino de Oliveira
      • CAPAtlético-PR x América-MGAMG
        Sáb 02/07 18h30Arena da Baixada

      • CRUCruzeiro x VitóriaVIT
        Dom 03/07 11h00Mineirão
      • INTInternacional x GrêmioGRE
        Dom 03/07 11h00Estadio Beira-Rio
      • BOTBotafogo x Santa CruzSCFC
        Dom 03/07 16h00Estadio Mário Helênio
      • CORCorinthians x FlamengoFLA
        Dom 03/07 16h00Arena Corinthians
      • PONPonte Preta x São PauloSAO
        Dom 03/07 16h00Moisés Lucarelli
      • SANSantos x ChapecoenseCHA
        Dom 03/07 16h00Vila Belmiro
      • FIGFigueirense x Atlético-MGCAM
        Dom 03/07 19h00Orlando Scarpelli

      • SPTSport x PalmeirasPAL
        Seg 04/07 20h00Ilha do Retiro


A SELEÇÃO BRASILEIRA DE TODOS OS TEMPOS


Em abril de 1996, a revista Placar escolheu os onze maiores craques que já vestiram a camisa amarela. 64 personalidades entre cronistas esportivos, ex-jogadores estrangeiros e técnicos do Brasil em Copas do Mundo, escolheram os seus onze titulares.
A Seleção ficou assim escalada: Gilmar (46), Djalma Santos (34), Carlos Alberto Torres (30), Domingos da Guia (33) e Nílton Santos (58); Didi (43), Zizinho (30) e Gérson (33); Garrincha (58), Leônidas da Silva (24) e Pelé (64).
Obs: entre parênteses o nº de votos que cada um recebeu.
Outros jogadores que receberam até 10 votos: Zito (23), Rivelino (19), Zico (17), Tostão (15), Romário (14), Mauro Ramos (12), Falcão (12), Bellini (11) e Luís Pereira (10).

A FICHA DOS CRAQUES
PELÉ – Participou de quatro Copas do Mundo (1958, 1962, 1966 e 1970) e conquistou o tri mundial (1958, 1962 e 1970). Disputou 114 jogos e marcou 95 gols, sendo oficiais 91 jogos e 77 gols.  
PELÉ
DJALMA SANTOS – Participou de quatro Copas do Mundo (1954, 1958, 1962 e 1966), conquistou um pan-americano (1952) e o bi mundial (1958 e 1962). Disputou 111 jogos e marcou 3 gols, sendo oficiais 98 jogos e 3 gols.  
NÍLTON SANTOS –  Participou de quatro Copas do Mundo (reserva em 1950 e titular em  1954, 1958 e 1962), conquistou um sul-americano (1949), um pan-americano (1952) e o bi mundial (1958 e 1962). Disputou 85 jogos e marcou 3 gols, sendo oficiais 74 jogos e 3 gols.  
DJALMA SANTOS E NILTON SANTOS
ZIZINHO – Participou de uma Copa do Mundo (1950) e conquistou um sul-americano (1949). Disputou 54 jogos e marcou 28 gols, sendo oficiais 53 jogos e 27 gols.  
CARLOS ALBETO TORRES – Participou de uma Copa do Mundo (1970) e conquistou o título. Disputou 69 jogos e marcou 9 gols, sendo oficiais 54 jogos e 8 gols.  
ZIZINHO E CARLOS ALBERTO TORRES
LEÔNIDAS DA SILVA – Participou de duas Copas do Mundo (1934 e 1938). Disputou 37 jogos e marcou 37 gols, sendo oficiais 18 jogos e 20 gols.  
DOMINGOS DA GUIA – Participou de uma Copa do Mundo (1938). Disputou 30 jogos, sendo oficiais 25 jogos.
LEÔNIDAS DA SILVA E DOMINGOS DA GUIA
GILMAR – Participou de três Copas do Mundo (1958, 1962 e 1966) e conquistou o bi mundial (1958 e 1962). Disputou 104 jogos e sofreu 104 gols, sendo oficiais 94 jogos e 98 gols sofridos.   
GERSON – Participou de duas Copas do Mundo (1966 e 1970) e conquistou um mundial (1970). Disputou 85 jogos e marcou 19 gols, sendo oficiais 69 jogos e 15 gols.  
GILMAR E GÉRSON
DIDI – Participou de três Copas do Mundo (1954, 1958 e 1962) e conquistou bi mundial (1958 e 1962). Disputou 73 jogos e marcou 21 gols, sendo oficiais 67 jogos e 20 gols.  
GARRINCHA – Participou de três Copas do Mundo (1958, 1962 e 1966) e conquistou o bi mundial (1958 e 1962). Disputou 60 jogos e marcou 16 gols, sendo oficiais 50 jogos e 11 gols.  
DIDI E GARRINCHA
Obs: jogos oficiais são aqueles contra seleções nacionais (incluindo amistosos) atuando pela Seleção Brasileira principal. Os não oficiais são contra clubes, combinados e seleções regionais, também pela Seleção principal. 

A Seleção de algumas personalidades:

Alberto Helena Júnior – Gilmar, Carlos Alberto, Mauro, Danilo Alvim e Nilton Santos; Falcão, Zizinho e Pelé; Garrincha, Leônidas e Romário.
Armando Nogueira – Gilmar, Djalma Santos, Domingos da Guia, Orlando Peçanha e Nilton Santos; Didi, Zizinho e Gérson; Garrincha Leônidas e Pelé.
Aymoré Moreira – Gilmar, Djalma Santos, Domingos da Guia, Fausto e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Leônidas, Pelé e Rivelino.
Carlos Alberto Parreira – Gilmar, Carlos Alberto, Mauro, Orlando Peçanha e Nilton Santos; Gérson, Didi e Zizinho; Garrincha, Pelé e Rivelino.   
Fiori Gigliotti – Gilmar, Djalma Santos, Luís Pereira, Domingos da Guia e Nilton Santos; Zito, Didi e Zizinho; Garrincha, Leônidas e Pelé.
Flávio Costa – Barbosa, Djalma Santos, Domingos da Guia, Fausto e Nilton Santos; Zizinho, Pelé e Danilo; Garrincha, Leônidas e Moderato.
Galvão Bueno – Gilmar, Carlos Alberto, Aldair, Nilton Santos e Júnior; Didi, Gérson, Zico e Pelé; Tostão e Rivelino.  
Luiz Mendes – Barbosa, Leandro, Domingos da Guia, Norival e Nilton Santos; Bauer, Zizinho, Gérson e Pelé; Garrincha e Leônidas.
Sebastião Lazaroni – Gilmar, Carlos Alberto, Leandro, Domingos da Guia e Nilton Santos; Didi, Gérson e Zico; Garrincha, Pelé e Tostão.
Telê Santana – Castilho, Leandro, Domingos da Guia, Nilton Santos e Júnior; Falcão, Zizinho e Zico; Garrincha, Leônidas e Pelé.
Zezé Moreira – Amado, Domingos da Guia e Nilton Santos; Djalma Santos, Fausto e Fortes; Garrincha, Didi, Friedenreich, Pelé e Leônidas da Silva.






ORIOVALDO RANGEL: MAIS UM MIRACEMENSE DE DESTAQUE NO JORNALISMO



Texto do site da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), de setembro de 2012, mês e ano em que morreu o jornalista miracemense Oriovaldo Rangel.

Afastado há anos de atividade na imprensa, o jornalista Oriovaldo Rangel faleceu em 12 de setembro de 2012, em Niterói, onde se radicara desde jovem. Ori, como era chamado pelos amigos, trabalhou no diário “Imprensa Popular”, no começo dos anos 50, na “Última Hora” de Samuel Wainer e na Agência Fluminense de Informações, órgão do Governo do antigo Estado do Rio.

Sobre ele o jornalista Pinheiro Júnior, Conselheiro da ABI, fez comovida crônica sob o título “Oriovaldo podia ter esperado um pouco. Nós íamos fazer o seu perfil”, a seguir transcrito:

“Trabalhamos juntos na velha e atribulada UH. Ele como redator de Esportes. Cobria o Flamengo. Era 1958. Vez por outra nos esbarrávamos na redação da Geral. Sabia que ele tinha vindo da Imprensa Popular, onde contou que entrou em 1953 para fazer tudo ou quase tudo na redação do órgão superesquerdista que só faltava ter a foice e o martelo junto ao logotipo. 

Apesar de sermos vizinhos de bairros em Niterói, não o via com muita frequência na Ultima Hora da Sotero dos Reis, pois talvez ele passasse às carreiras pela redação principal, que era a redação-corredor-de-trânsito da Reportagem Geral. 

Muito tempo depois – o jornal já empastelado e incendiado pelos paramilitares em 1964 e depois comprado em 1972 pela própria ditadura – encontrei Oriovaldo Rangel, o Ori, no Sindicato - RJ, quando ambos integramos nos anos 2000 as seguidas chapas encabeçadas por Sílvio Paixão e por Ernesto Vianna. Das duas vezes entramos na representação junto à Fenaj. 

Em seguida ele lançou o seu “Espólio de Fantasmas”. Fui à noite de autógrafos na Sala Carlos Couto e comentamos acontecidos de Miracema – “um burgo fluminense mineiríssimo” -, o set literário, aliás, de seu livro, uma fracionada ilíada regional com Maria Batuquinha e outros protagonistas de acontecências sertanejas miracemenses, fronteira com MG. Um livro de histórias curtas, mas de primeira grandeza como memorial gostoso de ser lido. O jeito narrativo e literário faz lembrar muito Guimarães Rosa, Grande Sertão, Corpo de Baile, Sagarana… E quando um jornalista/escritor faz lembrar o inimitável e por vezes impenetrável Rosa é porque ele é muito bom. E Ori era muito bom mesmo! 

Depois dos autógrafos que atraíram velhos companheiros ultimahorenses – inclusive o também miracemense e homem do samba José Carlos Rêgo – desandei a ver o Ori na rua. Quase sempre o via e parava para um dedo de papo na área de sua casa que se estende no raio que vai do fim da Amaral Peixoto até a Rua Dr. Celestino e a Avenida Marquês do Paraná. Rememorar UH era de praxe, como se cumpríssemos um dogmático ritual de saudade ao Velho Vespertino de Samuel Wainer. 

Enquanto ele comprava laranjas e peras no Hortifruti da Marquês, eu buzinava novidades no ouvido dele. Ele retribuía com críticas ácidas quase sempre aos personagens do dia a dia, que podiam ser críticas a um candidato malenjambrado à Presidência, como podiam ser uma comparação dos políticos da hora com os bons nomes de outrora – um dos quais era Leonel Brizola, ao qual se referia como “O Engenheiro”. Ori era comuna. Daqueles comunas idealistas bem abertos e bonachões.  

De uma das últimas vezes ele comentou o quanto estava bom O Jornal da ABI: “A melhor leitura que temos agora!…” Concordei com ele, falando de matérias que tinham saído no  Jornal da ABI, como aquela do fim do JB, a dos sinos dobrando pela Tribuna da Imprensa… E então voltávamos à vaca fria da morte de UH: “Uma pena, nunca mais apareceu outro jornal igual”. Concordei. Então pegávamos o gancho e nos comprazíamos em desancar os jornalões sem livrar a cara de nenhum: “Ler qualquer um é ler qualquer todos”. 

Rimos ao constatar que notícia mesmo a TV até estava dando para o gasto. “Pena que a Globo continuava esterilizada, facciosa, fascista”. E imprecisa, inclusive imperdoavelmente quanto a locais: “Como é que pode não dizer nem a cidade onde as coisas aconteceram?!” Era verdade, é verdade: a precisão dos fatos até com relação à localização é ignorada em detrimento da imagem. “Afinal, Pinheiro, texto é só legenda e fala de apresentador anafabetizado que não está nem aí para a verdade do que ele está falando ou escreveram para ele falar como um papagaio que só fala bem se for palavrão”. Concordei. E vou continuar concordando com tudo de e sobre Ori. Só não concordo com sua morte assim tão depressa. Será que não dava, oh! Deus!, para esperar mais um pouco. 

O Continentino Porto tinha me pedido para fazer um perfil dele que ia sair no próximo número de O Jornalista, o jornal do Sindicato. Prometi fazer. Continentino me disse então que ia pegar uns dados iniciais com ele: nascimento, educação, jornais todos onde trabalhou etc… Eu falei com Continentino que ia arrancar dele umas coisas engraçadas sobre sua vida de jornalista e de assessor de imprensa pra botar no perfil que faríamos a quatro mãos, pois duas mãos só não iam dar conta para fazer um bom perfil do cara. Ficou combinado. Só esquecemos a lição do Garrincha de combinar com ele, com Ori. Não esquecemos não, aliás! Não deu foi tempo. Ori morreu nesta quarta-feira 12 de setembro. 

Enquanto escrevo essas anotações que me vêm de repente à cabeça… e aos olhos turvos… penso que Ori acabou de ser sepultado naquele cemiteriozinho meio miracemense do Saco de São Francisco. Onde também está enterrado Paixão. Sílvio Paixão, o cabeça de chapa sindical. Será que os dois já se encontraram lá em cima e estão no maior abraço depois de tanta atribulação aqui por baixo?…”





VAMOS FAZER UM PASSEIO VIRTUAL PELA EUROPA? FINAL


Ittoqqortoormiit, Groelândia

Chegar a esse paraíso nevado também não é nada fácil. Ittoqqortoormiit só pode ser alcançado de avião, em um voo que sai uma vez por semana da Islândia com destino à costa da Groenlândia e, em seguida, um passeio de helicóptero. 


Reine, Noruega

A pequena aldeia de pescadores de Reine, de tão exuberante parece ser pintada à mão. Se uma imagem vale mais que mil palavras, então uma foto de Reine vale muito mais.


Odense, Dinamarca

Embora Odense seja a terceira maior cidade da Dinamarca, tem um charme de cidade pequena que não pode ser encontrado em qualquer outro lugar do país. Um verdadeiro tesouro!


Freiburg im Breisgau, Alemanha

Talvez esta bela imagem fale por si só. Apenas um fato divertido sobre este simpático lugar: Freiburg, uma cidade no sudoeste da Alemanha, tem mais de mil anos de história e é lar de cerca de 230.000 pessoas.

Göreme, Turquia

Esta incrível cidade antiga foi construída pelos romanos e foi literalmente escavada na rocha.

Ghent, Bélgica

Requintadamente elegante Ghent é um dos belos segredos escondidos na região de Flandres, próximo de Bruges. Embora menos famoso do que seu vizinho, Ghent é igualmente encantadora.

Toruń, Polônia

Para aqueles que querem explorar a Polónia, a tranquila Toruń é um bom lugar para começar. Situado no norte da Polônia, oferece um aconchego simples e caseiro.

Rothenburg ob der Tauber, Alemanha

Este simpático e charmoso lugar em Rothenburg, inspirou os animadores do filme ‘Pinóquio’ do Walt Disney.

Arosa, Suíça

A pequena cidade nos Alpes suíços é um dos locais favoritos da família real britânica.

Bergen, Noruega

Situado na costa oeste do país, Bergen foi construída por volta do ano de 1070 depois de Cristo. Com suas casas parecidas com casas de bonecas, esta cidade encanta noruegueses e turistas.