sexta-feira, 12 de agosto de 2016

OLHOS E CORDAS MUSICAIS - POR BEBETO ALVIM


No final da Rua Direita (que se dá lá pela Rodoviária), após o pórtico que restou da Fábrica de Tecidos, ainda pode-se ver construções que, no passado, eram galpões que serviam de depósitos à Estação Ferroviária para o que ia ser embarcado nos trens (café, mais tarde, arroz, etc.). Armazenavam também tambores de inflamáveis até que terrível incêndio os projetou aos ares em todas as direções; felizmente, a maioria foi ter no Ribeirão Santo Antônio (pena dele!).

Após a desativação das ferrovias pelo governo JK, os galpões tornaram-se imprestáveis a tal propósito, vindo a servir a outras finalidades.

E uma delas foi gratificante para os jovens emergentes da década de sessenta. Os não tão exigentes ao elitismo. De carteirinha com a inscrição “permanente”, eu tinha acesso aos bailes que angariavam fundos para os desfiles das escolas de samba do Calil e do Jair Polaca.

No Jair: O Gil, que foi bamba na tuba da Banda Sete, já com quase oitenta anos ainda fazia uns “graves”, só que, agora, num contrabaixo elétrico (sempre de paletó, sem gravata, chapéu de feltro e olhos fechados, já que tinha ficado cego). O Romilto(n?) era fantástico, pois era o melhor, exercia um fascínio na guitarra elétrica (dava “nervoso” vê-lo, pois tinha um problema nos olhos que balouçavam de um lado para outro à medida que seus dedos dançavam freneticamente sobre as cordas – também tinha um problema nas pernas, por acidente). O “Farofinha” (desculpe, perdi o nome) era um virtuose no violão; sempre acompanhou os seresteiros da cidade (só que era estrábico – nunca se sabia para onde estava olhando).

No Calil: O Zé Viana, com o seu incrível trompete. O Waldemar no ritmo da bateria (também o fazia na Banda Sete). E o Lula Pimenta, que também ficou cego.

Empolguei-me com todos eles e, em 1968, montei o conjunto “The Mirashines”, que mudou para “Módulo 5”; o Hélio Nascimento (do Marcellino) o assumiu e alterou para “Hélio e seu Conjunto”. Depois, me afastei: só sei que nesse “movimento”, ninguém teve problemas de “olhos”.

A não ser que, hoje, não consigamos ter olhos para ver os outros “eternos(?)” olhos: os paralelepípedos, que presenciaram, infelizmente , o atropelamento e a morte do “Farofinha”, na curva do rinque. 





BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS



Abaixo, de forma resumida, as origens do Clube de Regatas Botafogo e do Botafogo Futebol Clube, duas agremiações que se uniram, e desta união nasceu o Botafogo de Futebol e Regatas.

O Grupo de Regatas Botafogo nasceu da revolta de Luís Caldas, veterano atleta de um dos esteios do Clube de Regatas Guanabarense. Caldas estava insatisfeito em ver seu clube entregue à jogatina, coisa que era contra os seus princípios. Assim sendo, resolveu desligar-se do Guanabarense e como o esporte do remo era a sua paixão, criou, juntamente com alguns amigos, o Grupo de Regatas Botafogo. Isso ocorreu no ano de 1892.

O Grupo de Regatas começou logo a tomar parte das regatas e no mesmo ano já conseguia vitórias importantes, tornando-se conhecido, portanto. Na revolta de setembro de 1893, três atletas do Grupo aderiram à revolta e acabaram sendo presos, juntamente com Luís Caldas – o Almirante, como era chamado. Mesmo assim, o Grupo continuou vivo e atuante.

Com a morte de Luís Caldas em 25 de junho de 1894, os associados do Grupo resolveram regulamentar seus deveres e obrigações e então fundaram oficialmente o CLUBE DE REGATAS BOTAFOGO, em 1º de julho de 1894. A razão da troca do nome de Grupo para Clube é desconhecida. Sua primeira diretoria foi formada da seguinte maneira: Presidente – José Maria Dias Braga; Secretário – Júlio Kreisler; Tesoureiro – Arthur Galvão; Diretor – Arnaldo Pereira Braga. O Clube possuía 40 sócios e sua primeira sede foi na Praia de Botafogo, nº 209. Embora tivesse vencido várias regatas, o C. R. Botafogo ganhou seu primeiro título oficial em 1899.

Assim nasceu e deu seus primeiros passos o C. R. Botafogo, que teve como seus fundadores os Srs. Alberto Lisboa da Cunha, Arnaldo Pereira Braga, Arthur Galvão, Augusto Martins, Carlos de Souza Freire, Eduardo Fonseca, Frederico Lorena, Henrique Jacutinga, João Penaforte, João Teixeira, José Maria Dias Braga, Júlio Kreisler, Júlio Ribas Júnior, Luís Fonseca Quintanilha Jordão, Oscar Lisboa da Cunha e Paulo Ernesto de Azevedo.


O BOTAFOGO FUTEBOL CLUBE nasceu em 12 de agosto de 1904. A ideia de sua criação pertenceu a um estudante, que após assistir a uma partida de futebol entre brasileiros e ingleses, entusiasmou-se pelo esporte. O primeiro passo para a criação do clube foi dado durante uma aula de álgebra, quando Flávio Ramos passou um bilhete para seu companheiro Emanuel Sodré convidando-o a formar um clube de futebol. Os dizeres eram mais ou menos estes: “O Itamar tem um clube de futebol que joga na Rua Martins Ferreira. Vamos fundar outro, no Largo dos Leões?”. Embora o bilhete tenha sido  apreendido pelo professor, a ideia não morreu.



A primeira reunião foi realizada na casa da avó de Flávio Ramos, Dona Chiquitota, casarão da esquina da Rua Humaitá e ali ficou escolhida a primeira  diretoria: Presidente – Flávio da Silva Ramos; Vice-presidente – Otávio Verneck; Secretário – Jacquer Raimundo Ferreira da Silva; Tesoureiro – Álvaro Verneck. O novo clube chamava-se apenas Botafogo e os primeiros recibos – dois mil réis – foram tirados no talão de um clube já extinto, chamado Electro Clube.  O primeiro campo do Botafogo foi exatamente o Largo dos Leões e mudou o nome para Botafogo FC por sugesta de Dona Chiquitota.

Se primeiro jogo foi disputado em 02 de outubro de 1904, contra o Futebol and Atlétic Club, perdendo por 3 a 0, partida realizada no campo do Atlétic, na Rua Hadock Lobo. No ano seguinte, a diretoria aprovava o desenho da camisa – a que se usa até hoje – preta e branca, em listras verticais. O uniforme foi mandado buscar na Inglaterra.

Estádio de General Severiano
A FUSÃO

Uma tragédia – morte de um jogador de basquete em plena quadra – serviu para unir ainda mais os dois Botafogos. Numa partida, válida pelo campeonato, entre Botafogo FC e o CR Botafogo, o atleta Armando Albano faleceu, quando o jogo estava 23 a 21 pró Botafogo FC, seu clube. O CR Botafogo, num gesto delicado, entregou o final da partida para “que o atleta parta para a grande noite como um vitorioso”, escreveu a diretoria do CR Botafogo.

Última foto, tirada no intervalo da partida fatal de Armando Albano (centro)
Agradecendo tal atitude, o presidente do Botafogo FC – senhor Eduardo Trindade – escreveu ao presidente do CR Botafogo – senhor Augusto Frederico Schimidt – dizendo, entre coisas que “nas disputas entre o CR Botafogo e o Botafogo FC só poderia haver um vencedor: o BOTAFOGO”. Em resposta, Augusto escreveu dizendo: “As mesmas cores, o mesmo nome, o mesmo bairro, que mais é preciso para que os nossos dois clubes seja um só?”. Estava lançada a semente da fusão.

Em 13 de novembro de 1942, representante das diretorias dos dois clubes reuniram-se num jantar e ali acertaram os últimos detalhes da um união das duas agremiações. Tudo acertado, em 08 de dezembro de 1942, nascia o BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS, sendo sua diretoria constituída da seguinte maneira: Presidente – Eduardo de Góes Trindade; Vice-presidente – Augusto Frederico Schimidt; e os demais diretores assim denominados: Fernando Vidal Leite Ribeiro, Joel Presídio, Luís Dias, José Félix da Cunha Menezes Filho, Emílio Hedal, Francisco Antônio Coelho, Luís Aranha e Jerônimo Bastos.

Garrincha e Nilton Santos 
As duas bandeiras foram fundidas numa só, o que foi fácil já que ambos os clubes eram alvinegros. A do CR Botafogo era branca, com um retângulo negro, ao alto, com a estrela solitária. A do Botafogo FC eram em listras pretas e brancas, com as iniciais no meio da bandeira. Delas saiu a atual bandeira. A fusão, como o futuro comprovou, foi a melhor solução para os dois Botafogos, que se tornou um dos grandes clubes nos desportos do Brasil.  




quinta-feira, 11 de agosto de 2016

O FUTEBOL MASCULINO ESTREOU NAS OLIMPÍADAS...


Com uma atuação mais eficiente, jogando sério e sem firulas individuais, com o time mais compactado, a seleção masculina finalmente estreou nos Jogos Olímpicos. Ainda tem muito a melhorar, mas a vitória de 4 x 0 sobre a Dinamarca foi maiúscula e esperamos que o time mantenha a mesma pegada e determinação na próxima fase, que agora é eliminatória. Os gols foram marcados por Gabriel (2), Luan e Gabriel Jesus.

O adversário nas quartas de final é a Colômbia, no próximo sábado, na Arena Corinthians. Apesar da derrota, a seleção dinamarquesa ficou com a segunda vaga do grupo.


O que não pode é o Neymar vir a público e dizer que o torcedor tem que parar de reclamar e apoiar mais o time. Que isso garoto? Onde já se viu o torcedor não ter o direito de vaiar ou criticar o que não está certo. Desde que não parta para agressões físicas, o que foi apresentado nos dois jogos iniciais foi digno de vaias e de cobranças, principalmente para o mais experiente, aquele que se acha o astro da Cia. 

ATLETA DE PÁDUA NOS JOGOS PARAOLÍMPICOS 2016


Camille Rodrigues, de 24 anos, da cidade vizinha de Santo Antônio de Pádua, representará o Brasil na natação Paraolímpica. Ela é atleta do Vasco da Gama, que terá 11 representantes nos Jogos. O Vasco é o único time do Rio de Janeiro a manter a divisão de paradesportos.  A delegação brasileira contará com mais de 270 atletas em diferentes modalidades.


Camille também estará nas páginas da revista Playboy, para um perfil que contará com foto produzida, sem ser nua e também não fará um ensaio sensual. Ela será a representante esportiva da revista em agosto. A edição deverá ter mais conteúdo esportivo.  

ENTORSE DE TORNOZELO - POR VICTOR TITONELLI


A lesão do atleta alemão Dustin Brown que acabou favorecendo o tenista brasileiro Thomas Bellucci, é uma das lesões mais comuns na prática diária do ortopedista e nos esportes em geral.

A lesão é mais comumente causada por uma entorse na qual o pé fica na posição de inversão e adução do pé (pé vira pra dentro).

Essa lesão pode gerar desde um estiramento ligamentar até uma fratura grave do tornozelo.

Vamos citar as prováveis lesões:

* Estiramento ou ruptura ligamentar (essa lesão pode se classificar em 3 graus):

Grau I - estiramento ligamentar sem rupturas das fibras.
Grau II - estiramento ligamentar com ruptura parcial das fibras.
Grau III - ruptura total das fibras do ligamento.

* Fratura do tornozelo:

Fratura do maléolo lateral (parte externa do tornozelo).
Fratura do maléolo medial (parte interna do tornozelo).
Fratura da base do 5º osso metatársico.

* Lesões da cartilagem articular.

* Lesões da sindesmose: ligamentos que unem a tíbia e a fíbula. 


Muito importante, que após essas lesões sempre procure ajuda de um ortopedista, pois estas podem incapacitar o atleta. Para cada lesão citada, existe um tipo de tratamento diferente que vai desde uma imobilização apenas, até um procedimento cirúrgico complexo.

Victor Titonelli é médico ortopedista especialista em Cirurgia do Joelho. 
Trabalha no INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia.




DESCUBRA QUANTO VALE UMA MEDALHA DE OURO E OUTRAS CURIOSIDADES


* As medalhas de ouro olímpicas são feitas de prata e revestidas com ouro. Nos Jogos do Rio 2016, elas têm apenas 1,2% de ouro.

* O valor sentimental de uma medalha de ouro é incalculável, mas o material de cada uma vale cerca de R$ 1.800, considerando os seis gramas de ouro e 494 gramas de prata.

* Até os Jogos de Estocolmo, em 1912, as medalhas olímpicas de ouro eram feitas de ouro puro. Hoje, cada uma delas custaria cerca de R$ 22 mil.

* As medalhas concedidas no Prêmio Nobel são feitas de ouro de 18 quilates e revestidas com ouro de 24 quilates.

* A Taça Jules Rimet, prêmio pela conquista da Copa do Mundo de Futebol, ficou em posse do Brasil a partir de 1970. Composta por 3,8 quilos de ouro puro foi roubada e derretida em dezembro de 1983.


* A pureza do ouro é definida em quilates: 10, 12, 14, 18, 22 e 24. Quanto maior o número, maior a pureza do metalO ouro é um metal mole. Para atingir a dureza necessária é feita uma liga com cobre e prata.

* Antigamente, para testar se um objeto era mesmo de ouro, era comum morder a peça para avaliar sua dureza. Talvez daí tenha surgido o hábito dos atletas que mordem suas medalhas.

* Nosso corpo contém cerca de 0,2 miligramas de ouro, localizados principalmente no sangue.



* Uma tonelada de computadores pessoais contém mais ouro do que 17 toneladas de minério de ouro.

* Todo o ouro já minerado no mundo caberia em apenas três piscinas olímpicas.

* Uma aliança de casamento perde seis miligramas de ouro por ano pelo desgaste do uso.
A Apple recuperou uma tonelada de ouro de Iphones quebrados em 2015.


BOL NOTÍCIAS 

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

TOQUES OLÍMPICOS


* E o judô já ameaça o plano do Brasil de ficar entre os top 10 no quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos. Eram quatro atletas com chance de pódio, só que depois de dois dias de lutas, a modalidade segue sem medalhas.

* Sarah Menezes era campeã olímpica, só que a competição do Rio foi a primeira em que não ganhou medalha. Felipe Kitadai, bronze nos Jogos de Londres em 2012, também está fora. O mesmo aconteceu com Charles Chibana e Érika Miranda. Hoje o Brasil tem a chance de mudar esse cenário, já que Rafaela Silva, campeã mundial de 2013, vai lutar.

* Carismático, Novak Djokovic conquistou o público brasileiro, só que perdeu na estreia do torneio de simples na Olimpíada. O tenista sérvio foi derrotado pelo argentino Juan Martin Del Potro por 2 sets a 0. Quando saía de quadra, Djokovic protagonizou uma cena raríssima e caiu no choro. Voltou para o vestiário aos prantos. O número 1 do mundo ainda confirmou a sina contra Del Potro nas Olimpíadas. Em 2012, nos Jogos de Londres, o sul-americano venceu Djokovic na disputa pela medalha de bronze.


*Os brasileiros Thomaz Bellucci e André Sá fizeram bonito no torneio de duplas masculinas dos Jogos. Eles venceram os irmãos britânicos Andy e Jamie Murray, cabeças de chave número 2 da competição, por 2 sets a 0.

* Hugo Calderano ainda dá esperança para o Brasil no tênis de mesa. O jovem de apenas 20 anos chegou a terceira vitória seguida ao derrotar Peng Tang, de Hong Kong, e avançou para as oitavas de final por 4 sets a 2.


* E a partir de hoje a Olimpíada de 2016 vai se deparar com o Rio de Janeiro 'real'. De sexta a domingo, um feriado e um final de semana reduziram o ritmo da capital e facilitou o trânsito. Só que agora a previsão para esta segunda é de transtornos.