quinta-feira, 4 de novembro de 2021

ENTREVISTA COM O EX-ZAGUEIRO ALEX, UM CRAQUE QUE MARCOU ÉPOCA NO AMÉRICA-RJ

 


Filho de ucranianos e nascido em Hanover, na Alemanha, em 9 de dezembro de 1945, Alexandre Kammianek veio para o Brasil em 1948 e naturalizou-se brasileiro em 1970, quando fez parte da lista dos 40 pré-convocados para a fase de preparação da Copa do Mundo daquele ano, mas acabou cortado sem chegar a vestir a camisa canarinho, sob o comando do técnico João Saldanha. Por que o Alex nunca mais foi lembrado em uma convocação?

- Em 1970 estava na lista entre os 40 convocados com o técnico João Saldanha e Zagallo. Foi um privilégio ser lembrado, mas como eu era naturalizado e não havia esse intercambio no futebol como o de hoje, acabei não sendo mais lembrado.

 

A paixão pelo futebol começou ainda na adolescência? Aproveitando o gancho, um ídolo e o time de coração de sua juventude?

- Sempre gostei de jogar futebol, mas meus pais eram contra, pois queriam que eu terminasse o curso de mecânico ajustador no SENAI. E somente após o término é que fui liberado por eles para treinar no Aimoré de São Leopoldo-RS. Meus ídolos na adolescência: zagueiro Airton (Grêmio) e Turuca (Aimoré). Desde criança torcia pelo Grêmio.

 

Você iniciou a carreira no interior do futebol gaúcho (Clube Esportivo Aimoré, de São Leopoldo). Chegando ao Rio, em 1967, treinou no Vasco antes de ingressar em definitivo no América. Por que não ficou em São Januário?

- Cheguei ao Vasco devido ao zagueiro Brito estar se transferindo para o Santos, mas não houve acerto e ele retornou. Como eu estava me destacando nos treinos sob o comando do técnico Zizinho, este me indicou ao America-RJ.

 

                                   Alex treinando no Vasco ao lado de Brito e Valdir Appel, entre outros


O time do América da primeira metade dos anos 70 marcou uma geração. Com toda certeza aquele grupo merecia mais do que apenas a conquista da Taça Guanabara de 1974. Ficou alguma frustração por um título de maior expressão que não veio?

- Sim, teve frustrações, a maior delas foi a derrota na Taça Guanabara de 1967.

 

Jogando pelo América você recebeu o Troféu Belfort Duarte por atuar 10 anos sem ser expulso. Um prêmio raro para qualquer jogador de futebol, ainda mais difícil para um zagueiro. Qual era o segredo?

- O meu segredo sempre foi a lealdade e o respeito ao adversário e não reclamar dos árbitros através de gestos.

 

Alex, Edu Antunes, Luisinho Tombo, entre outros, são nomes que fazem parte da história do América. O Alex protegia a retaguarda; Edu era o mestre da criação; e Luisinho o homem-gol. Fale um pouco sobre esses dois companheiros.

- O Edu foi nosso ídolo maior; Luisinho sabia fazer gols.

 

Após receber passe livre do América e ao se transferir para o Sport Recife, em 1979, é verídico o fato que você fez questão de incluir em seu novo contrato uma cláusula para não jogar contra seu ex-clube?

- Foi a maneira que encontrei para demonstrar meu respeito e amor ao clube e à sua torcida ao qual defendi por 13 anos em 673 jogos.

 

Depois de 13 anos jogando no América – entre 1967 e 1979, com 673 jogos disputados – Sport Recife (campeão pernambucano em 1980, onde disputou dois dos três turnos da competição), América (campeão potiguar em 1980), e Moto Clube (campeão maranhense em 1981), você retornou ao futebol carioca e encerrou a carreira no São Cristóvão, em 1982. Chegou a pensar em encerrar a carreira no América?

- Nunca pensei em voltar, pois já havia cumprido a minha missão junto ao America. Encerrei pelo São Cristóvão a pedido do técnico Daniel Pinto, que pretendia subir o São Cristóvão para a 1ª divisão. Atingido esse objetivo, encerrei minha carreira sem despedidas, exatamente como eu queria, sem alarde.

 

Qual foi o acontecimento que mais te marcou no meio esportivo?

- O jogo da despedida do Garrincha e, tive o privilegio de fazer parte dessa história no Maracanã lotado de emoções.

 

Um atacante que tirava o seu sono?

- Meu amigo Dé (era veloz, esperto e sabia cavar faltas e também torcia pelo America).

 

Um técnico que você trabalhou e que merece o seu respeito?

- Comecei a carreira com o Carlos Froner no Aimoré e no America teve o Evaristo de Macedo, Flavio Costa, Zezé Moreira, Otto Gloria, Danilo Alvim, Zizinho, Tim e Amaro. Todos eram feras e, merecem meu respeito, pois a minha disciplina estava em primeiro lugar.

 

Depois de Pelé e Garrincha...

- Depois desses craques o futebol arte foi acabando aos poucos, hoje é futebol força com o preparo físico superando a habilidade.

 

Teve alguma decepção no futebol que deixou cicatrizes?

- A maior decepção foi perder as Taças Guanabara de 1967 e de 1975.

 

O preconceito no futebol existia em sua época de jogador?

- Se existiu eu nem percebi. Enquanto eu atuava pelo America iniciei e conclui minha graduação em Administração de Empresa junto com outros atletas e companheiros como: Badeco, Paulo César, Tadeu, Antunes, dentre outros.

 

Você teve o privilégio de desfilar o seu talento por muitos anos no gramado do maior estádio do mundo. Qual o seu sentimento com relação ao que fizeram com o velho Maracanã?

- Tive o privilegio de jogar por 303 jogos no Maracanã. Em 2007, coloquei meus pés na Calçada da Fama, mas com as mudanças não sei se ainda continua por lá.

 

A perda de jogadores de boa qualidade para o futebol do exterior, muitos saindo ainda jovens, pode ser uma das causas da fragilidade técnica praticada no futebol brasileiro?

- Com certeza contribuiu e também a escassez de campinho de peladas que sumiram com o crescimento das cidades.

 

Como um ex-jogador e profundo conhecedor do nosso futebol, você acredita em um desempenho satisfatório do Brasil na Copa de 2022? 

- Sim, acredito sempre na nossa Seleção.

 

Os campeonatos regionais são viáveis na atual conjuntura do calendário brasileiro?

- Sim, são importantes para dar visibilidade aos novos atletas que, em geral, surgem nos campeonatos estaduais.

 

O VAR veio para ficar?  

- Espero que sim. Se o VAR existisse no período em que eu atuava, o America teria conquistado, no mínimo, quatro campeonatos regionais.

 

Como definir o Neymar em uma palavra?

- Craque.

 

Qual é o jogador que enche seus olhos no futebol brasileiro na atualidade?

- No momento não tenho. Fico muito indignado com tantas simulações e teatros.

 

O que deixa você mais irritado no mundo que vivemos?

- A cara de pau dos políticos que só se preocupam com a reeleição e legislar em causa própria e, infelizmente, quem sofre é o povo.

 

Uma personalidade histórica, de qualquer segmento?

- Sem dúvidas, Pelé.

 

O América perdeu representatividade no cenário estadual há muitos anos. Isso machuca muitos os jogadores que vivenciaram os bons tempos do clube. Você ainda acredita em tempos melhores em curto prazo?

- Minha esperança é de que o America se torne uma empresa. Com investimento grande em categorias de base, somente assim, poderá retornar ao cenário nacional.

 

O que faz atualmente o Alex?

- Hoje estou curtindo a vida. Faço minhas caminhadas e freqüento a academia para manter a forma. Uma vez atleta, sempre atleta!

 

Muito obrigado pela entrevista e faça suas considerações finais.

- Obrigado pelo carinho das torcidas, inclusive adversárias, que mesmo após mais de 40 anos que deixei o futebol como atleta e ainda ser lembrado pela minha conduta profissional. Não fiz mais que minha obrigação, a disciplina e a lealdade sempre fizeram parte da minha vida.

 

Nota do blog: aproveito a oportunidade para fazer um agradecimento por toda atenção desde o primeiro contato solicitando a entrevista. Apenas confirmei tudo o que já imaginava do cidadão Alex: um verdadeiro gentleman.   

 

sábado, 23 de outubro de 2021

REI PELÉ


Escrever sobre o Rei Pelé e falar de sua genialidade e de todos os seus feitos dentro de campo, chega a ser repetitivo, mas convenhamos, sua história de genialidade dentro de campo não pode passar em branco.

Edson Arantes do Nascimento, mineiro de Três Corações, onde nasceu em 23 de outubro de 1940, ainda é o maior gênio que o futebol produziu. Só o tempo dirá se vai aparecer outro com os mesmos números e conquistas. Fazia tudo com perfeição – da cabeçada ao lançamento, do chute ao drible inventado na hora, da tabelinha à proteção da bola. Ninguém marcou tantos gols ou conquistou tantos títulos. Ninguém foi mais completo, mais atleta e mais profissional. Mudou a história do Santos e a própria história da evolução tática do esporte. Foi eleito o Atleta do Século, em 1980, por jornalistas do mundo inteiro.

Atuou no Santos (campeão paulista em 1956/58/60/61/62/64/65/67/68/69 e 73, do Rio-São Paulo em 1959/63/64 e 66, da Taça Brasil em 1961/62/63/64 e 65, da Libertadores e do Mundial em 1962 e 63 e do Roberto G. Pedrosa em 1968) e no Cosmos/Estados Unidos (campeão norte-americano em 1977). Participou das Copas do Mundo de 1958/62/66 e 70, sendo campeão em 1958, 1962 e 1970.

Números pelo Santos: 1.116 jogos e 1.091 gols.
Números pelo Cosmos: 108 jogos e 65 gols.
Números pela Seleção: 114 jogos e 95 gols, sendo 91 oficiais e 77 gols marcados.

Foi artilheiro do Campeonato Paulista em 11 oportunidades: de 1957 a 1965, 1968 e 1973. É dele o recorde de 58 gols marcados no certame de 1958.

sábado, 16 de outubro de 2021

MÁRIO VIANNA: GOOOL LEEEGAL

 


MÁRIO Gonçalves VIANNA nasceu no Rio de Janeiro em 06 de setembro de 1902. Quando jovem foi de tudo um pouco: engraxate, jornaleiro, empacotador de velas, fiscal da guarda civil e também fez parte da polícia especial.


Entrou no meio esportivo como árbitro de futebol e sempre carregou contigo a fama de muito severo e polêmico, desses que não perdem as rédeas da partida, mesmo nas situações mais adversas. Sua interpretação das regras chegava a ser um pouco radical, tudo para provar a sua honestidade.


Em um jogo do Flamengo contra o Botafogo, em General Severiano, depois de expulsar três jogadores rubro-negros, ele passou a ser alvejado por garrafas atiradas por torcedores. Sem a menor cerimônia, ele jogou as garrafas de volta e, não satisfeito, pulou o alambrado para encarar quem aparecesse. Teve que ser contido pela polícia. Esse era o Mário Vianna, com dois “enes”.


Estreou no apito em 1932, comandando um jogo de juvenis entre o São Cristóvão e o Sport Club Girão, de Niterói. Representou a arbitragem brasileira nas Copas do Mundo de 1950 e 1954. Ainda em 1954 foi expulso do quadro da FIFA por fazer críticas de corrupção. Pensando em toda a sujeira que foi descoberta posteriormente na FIFA, Mário Vianna certamente teve suas razões para tais acusações. Depois de criar fama no Rio, transferiu-se para São Paulo em fins de 1953, como o primeiro árbitro de outro Estado contratado pela Federação Paulista.


Ao encerrar a carreira, em 1955, Mário Vianna fez um estágio de preparador físico no Flamengo e em 1957 assumiu o comando técnico da equipe principal do Palmeiras, comandando o time paulista em 14 jogos. Não teve o êxito esperado e o time fracassou totalmente.


Depois do fracasso no Palmeiras, Mário voltou ao Rio, em 1958. Ainda comandou o São Cristóvão e a Portuguesa da Ilha do Governador. Posteriormente abandonou seus ideais de ser treinador de futebol e o rádio esportivo ganhou um comentarista de arbitragem, quando foi contratado pela Rádio Globo. Ainda teve passagens pelas emissoras Guanabara, Tupi e Continental. Retornou ao time da Globo e fez parte de um quarteto famoso do rádio esportivo ao lado de Waldir Amaral, Jorge Curi e João Saldanha. Equipe essa que deixou muitas saudades aos amantes do rádio.


Titio Mário Vianna morreu na capital carioca, em 16 de outubro de 1989, aos 87 anos, vítima de pneumonia. Sem sombra de dúvidas foi um dos grandes árbitros de sua época e virou um personagem marcante do futebol e do rádio esportivo brasileiro.

 

Criou bordões famosos para relatar os impedimentos. Algumas de suas inesquecíveis frases:


"Mário Vianna com dois enes”;

"Lamano"; 

"Goool Leeegal", que gritava após a marcação dos gols;

“Ele voltava da figura B para a figura A”, lance em que o jogador estava impedido e participava da jogada.

“Banheeeeira”, quando o jogador fazia um gol em posição irregular.

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

OS ANTUNES TOMAM CONTA DO AMÉRICA...

 


Família que joga unida permanece unida. Uma prova: a família Antunes (Zeca, como é chamado familiarmente), Nando, Edu, Tonico e Zico, formam com o “Seu” Antunes e D. Matilde uma família feliz, que foi acrescida por Eliane, esposa de Antunes.  



Os cinco irmãos sempre que podem estão disputando seríssimos “rachas”, num campinho de pelada que eles próprios fizeram, com baliza, rede e até mesmo refletores. Ou então estão todos juntos, vendo Tonico e Zico jogar pelo Juventude ou acompanhando o América, onde são Antunes e Edu os que brilham.  Nando (mais novo apenas que Antunes) assinou seu contrato com o América após o período de recesso dos jogadores, tornando-se, então, o terceiro jogador profissional da família.


Segundo a opinião geral dos Antunes, o “cobra” é o menor, Zico, com 13 anos. Dribla fácil, marca muitos gols e dificilmente perde uma estourada de bola. Antunes (o Zeca) é o mais chorão e Tonico o único que não joga no ataque: é lateral-direito.

 

“Seu” José que foi goleiro do Municipal e levou Batalha para o Flamengo (o convidado fora ele, mas não pode aceitar para não perder o emprego, já que seu patrão era vascaíno), não queria  que os seus garotos fossem jogadores de futebol, mas, como Antunes conseguiu dobrá-lo, através de pedidos à sua mãe, D. Matilde, o caminho ficou mais fácil para Nando e Edu.  Para Tonico e Zico mais fácil ainda. No entanto, não podem abandonar os estudos.

 

Outra particularidade une a família Antunes: o amor ao Flamengo. Todos, sem exceção, são torcedores do clube rubro-negro e na residência do “Seu” José, encontram-se, pelo menos,  três flâmulas, grandes, do “mais querido”.  Isso sem falar em retratos e copos com o escudo do Flamengo.  Até mesmo o cão mais velho, tem o nome de Mengo. Os mais fanáticos são Tonico e Zico, este, aliás, não assistiu ao jogo Flamengo x América para não ter que torcer contra os irmãos. Pois, disse, “contra o Mengo eu não torcia, não”.

 

A família acompanha todos os jogos do América, menos o “Seu” José, que se limita a deixá-los na porta dos estádios e volta para casa, escutando pedaços dos jogos.  Depois, vai apanhá-los, no final das partidas.

 

Os Antunes residem em casa própria, ma Rua Lucinda Barbosa, em Quintino Bocaiúva.  Antunes mora perto, em apartamento alugado.  Porém, todos estão sempre reunidos na casa dos pais, assistindo aos “vídeo-tapes”, ou batendo bola no quintal da casa. Junto com eles está sempre o lateral-direito do América,  Paulo César, amigo de infância.  

 

“Seu” José, quando os meninos eram menores, comprava sempre cinco camisas do Flamengo, para que eles usassem. Forte e bem disposto, apesar dos seus 65 anos, “Seu’ José  se diverte vendo as peladas dos filhos e não perde uma oportunidade para “pixar” um deles, seja chamando Antunes de chorão, Zico de perna de pau e Nando de molenga.  “Isto ajuda a esquentar as peladas”, explicou ele.  

 

Dona Matilde, que antes pouco ligava para o futebol, agora se vê numa roda viva nos dias de jogo do América, pois tem que preparar o almoço correndo para que todos possam ir ao campo.  Disse ela que torce pelo América, principalmente por causa dos “bichos’... Acha seus filhos maravilhosos, que sempre estão prontos a um presente como Edu, que lhe ofereceu uma belíssima eletrola “hi-fi”.  


Nota: Transcrito na íntegra de uma edição da Revista do Esporte de 1967. 

 


                                                                                              Foto Revista Placar 

Outras considerações: patriarca da família Coimbra, José Antunes se apaixonou pelo Flamengo de forma irônica. Levado para assistir um jogo contra o América viu o time ser massacrado por 4 a 0. Mas se deixou conquistar pelas cores.  Nascido em Portugal, Seu Antunes chegou ao Brasil em 1911, com 10 anos. Fez de Quintino seu lar.  Embora tenha influenciado os filhos a serem apaixonados por futebol, torcia a cara quando algum dizia que iria seguir careira nos gramados.  

- Papai achava que os filhos tinham que ter faculdade, porque só a cultura não pode ser tirada da gente – contou Maria José, a única filha mulher de Seu Antunes e dona Matilde.  

SER PROFESSOR É...

 


Antes de ser uma profissão, uma das formas mais genuínas do amor. Como já dizia o mestre Paulo Freire: “Eu nunca poderia pensar em educação sem amor. É por isso que me considero um educador, acima de tudo por que sinto amor”.

 

Ser professor é muito mais que ministrar aulas.

Ser professor é ocupar lugar de destaque na vida de muita gente. A responsabilidade é grande, mas não chega aos pés da gratificante certeza de colaborar para a formação de seres humanos.

Porque o verdadeiro mestre não se restringe apenas ao intelectual, ele incentiva o amadurecer, o construir, o viver.

Ser professor é saber ensinar e educar, mas também aprender com seus alunos e constantemente renovar suas aprendizagens.

Ser professor é formar o médico, o dentista, o engenheiro, o advogado. É a única profissão capaz de formar as demais profissões.

Ser professor é sempre ser lembrado por alguém, ainda que se passem muitos anos, será parado na rua e ouvirá: lembra-se de mim? Você foi meu professor! Isso é tão gratificante e bonito, que já vale tudo o que foi passado.

Por acaso você já parou para pensar a falta que ele faz?

Por acaso você já parou para pensar o quanto ele é mal remunerado?

Uma profissão linda e que merece todo o nosso respeito, não somente no dia dedicado ao Mestre, mas em todos os dias do ano.

Uma lembrança especial para minha esposa, Renata Titoneli Assad Rangel, que abraçou essa profissão com muita dedicação e amor.

 

PARABÉNS AOS MESTRES DA ATIVA E AOS QUE JÁ ESTÃO DESCANSANDO!

 

Lembro-me que no tempo de estudante o “respeito pelo mestre” era igual – ou até maior – ao que tínhamos por nossos pais. Hoje, o “respeito” é uma palavra que sumiu de nosso convívio do dia a dia. O respeito permite que as pessoas cultivem o valor da paz, numa convivência saudável em respeitar as opiniões e sugestões dos outros. Somente através do respeito é possível valorizar a qualidade do próximo.

 

Professor ou docente é uma pessoa que ensina ciência, arte, técnica ou outros conhecimentos. Para o exercício dessa profissão, requer-se qualificações acadêmicas, pedagógicas e afetivas, para que consiga transmitir/ensinar a matéria de estudo da melhor forma possível ao aluno. É uma das profissões mais importantes, tendo em vista que as demais, na sua maioria, dependem dela. Já Platão, na sua obra “A República”, alertava para a importância do papel do professor na formação do cidadão.

 

A palavra professor vem de “professar”, que, além de lecionar, significa “declarar publicamente uma convicção ou um compromisso de conduta”. É muito difícil definir numa só palavra a importância do professor para a humanidade. Um trabalho nobre, sem o devido reconhecimento em nossa sociedade.

 

MEUS PROFESSORES

 

Não sei se é justo tentar relacionar o maior número possível de nomes dos professores que fizeram parte da minha história escolar, pois certamente deixarei de citar alguns, e farei com isso uma injustiça. Mesmo assim, resolvi arriscar.

Tudo começou com a Dona Ana Maria Siqueira, e por aí adiante todos os demais mestres tiveram participação especial em cada momento de tudo que aprendi na escola.

 

Dando sequência aos nomes: Marília Magalhães, Regina Freitas (de Pádua), Sebastiana Moreira, Geotana Mercante, Gilza Alexandre Alvim, Lucy Pestana, Vera Mota, Vera Alvim, Maria Auxiliadora Cunha, Cilinha Botelho, Maria do Carmo Schueler, Maria do Carmo Tostes, Maria Crisolina Moura, Ribeirinho (de Palma), Maria José Nunes Tostes, Maria Tereza Poly, Maria do Amparo, Mathildes Maria, Yara Tancredi, Geusa Alexandre Alvim, Gilda Tostes, Luiz Delco Junqueira, Hélio Nascimento, José Viana, Oscar de Paula, Afrânio Franco, Edyr Olivier Tostes, João Felicíssimo, Rosane Correa, June Carvalho, Solange Moreira, Solange Amaral, Adilson Cagiano, Luiz Eduardo Amaral (Piazza), Luizão da Ótica, Carlos Rubens Caldas (Lolobe), José Antônio Gualter (Capitão), José Maria de Oliveira, Conceição Garcia, Jorge Garcia, Lucíola Moreira, Pastor Roberto da Silva Carvalho, Célia Azevedo, Bernadete Rizzo, Darcy Aníbal, entre outros...

 

Finalizando, deixo essa mensagem de Albert Einstein: “A suprema arte do professor é despertar a alegria na expressão criativa do conhecimento, dar liberdade para que cada estudante desenvolva sua forma de pensar e entender o mundo, assim criamos pensadores, cientistas e artistas que expressarão em seus trabalhos aquilo que aprenderam com seus mestres".

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

COUTINHO: O GRANDE PARCEIRO DE PELÉ

 


Antônio Wilson Vieira Honório é paulista de Piracicaba, onde nasceu em 11 de junho de 1943. Coutinho foi um atacante de técnica genial, dribles curtos e secos, passes precisos, frieza sobre humana dentro da área, o que lhe valeu o apelido de “Gênio da Pequena Área”. Era tão bom que costumava usar esparadrapo no pulso para não ser confundido com o Rei Pelé. Ainda garoto, no XV de Piracicaba, Coutinho já exibia as qualidades que o levariam a titular do Santos com apenas 15 anos. Marcou época defendendo o clube praiano.


Se Pelé foi o Rei do Futebol, Coutinho foi o vice-rei. Ou, no mínimo, o príncipe, o mais perfeito parceiro de Pelé, com quem criou as famosas tabelinhas e atuou regularmente entre 1958 e 1966. A dupla representava um verdadeiro pesadelo para a defesa de qualquer equipe. Juntos, Pelé e Coutinho fizeram a impressionante marca de 1.461 gols pelo Santos, o que o deixa em terceiro lugar na relação de maiores artilheiros santistas, atrás apenas de Pepe (o segundo, com 405 gols) e, naturalmente, do próprio Pelé, com 1.091 gols.


Atuou no Santos – 457 jogos e 370 gols (campeão do Rio-São Paulo em 1959/63/64 e 66, do paulista em 1960/61/62/64/65 e 67, da Taça Brasil em 1961/62/63/64 e 65, da Libertadores e do Mundial em 1962 e 63, e do Roberto G. Pedrosa em 1968), Vitória (BA), Portuguesa de Desportos, Bangu (6 jogos e 3 gols), Atlas/México e Saad (SP), onde encerrou a carreira em 1973, aos 30 anos. Teve uma carreira curta devido a sucessivas contusões no joelho e sua tendência para engordar.


Participou da Copa do Mundo de 1962, sendo campeão da mesma. Era o titular, mas acabou se machucando na véspera da competição. Porém, mesmo com problemas, viajou com a delegação para o Chile. Atuou em 15 jogos e marcou 6 gols, todos oficiais.


Faleceu em 11 de março de 2019, aos 75 anos, em Santos, em decorrência de complicações da diabetes, que já havia causado a amputação de três dedos do seu pé esquerdo.

domingo, 10 de outubro de 2021

RENATO MERCANTE: CALOU-SE UMA VOZ INCONFUNDÍVEL...

 


José Renato Martins Mercante nasceu em Miracema-RJ, em 18 de julho de 1956. A sua morte, ocorrida em 11 de outubro de 2017, na cidade vizinha de Itaperuna, vítima de um acidente vascular cerebral hemorrágico, deixou uma lacuna na imprensa miracemense e de toda a região.

 

Renato foi um jornalista de excelência e grande comunicador do rádio e televisão, de uma voz inconfundível. Um mestre de cerimônia de alto nível, que conduzia os eventos de maneira assertiva, garantindo a atenção do público com uma linguagem dinâmica. Sempre demonstrou competência naquilo que se propunha a fazer. Um nome que marcou época na comunicação. Acrescenta-se a isso o seu lado de compositor e poeta.

 

Filho de Rosário Mercante e Irene Martins Mercante, Renato era o primogênito de uma família de quatro irmãos: Larry, Fábio e Gustavo, sendo que os dois últimos já faleceram, em 2016 e 2017, respectivamente. Casado com a capixaba e professora Cintia Lara Ribeiro Mercante, Renato deixou três filhas: Camila (turismóloga); Larissa (jornalista); Marcela (pedagoga) e netos.

 

Formando em Comunicação Social (com habilitação em Jornalismo) pela faculdade Hélio Alonso, em Niterói-RJ, foi um dos fundadores da Rádio Princesinha do Norte (inaugurada em 23 de dezembro de 1982) e do jornal “O Tempo”, ambos em Miracema. Foi secretário de imprensa da prefeitura de Araruama, diretor de comunicação da prefeitura de Miracema, na gestão de Ivany Samel no período 2008/2012, editor do jornal “Folha da Manhã”, de Campos dos Goytacazes, correspondente do Jornal do Brasil e por cerca de três décadas, foi uma das vozes de apuração eleitoral na Rádio Muriaé e presidente da Associação Comercial de Miracema, entre outras atividades.

 

Nota: com informação do jornalista Carlos Ferreira e acréscimos.