domingo, 28 de fevereiro de 2021

O TRÁGICO FIM DO GOVERNADOR ROBERTO SILVEIRA

Roberto Silveira é o de terno preto 
Nascido na cidade de Bom Jesus do Itabapoana, precisamente no distrito de Calheiros, na região Noroeste do estado do Rio, em 11 de junho de 1923, Roberto Teixeira da Silveira cursou jornalismo e até chegou a exercer a profissão. No entanto, em 1945, filiou-se ao PTB e ingressou na vida política. Já em 1954 foi eleito vice-governador do estado, na chapa de Miguel Couto Filho.

Nas eleições para o cargo de governador em outubro de 1958, foi eleito com expressiva maioria e tomou posse em 31 de janeiro de 1959. A sua ascensão meteórica o apontava como provável sucessor de João Goulart na liderança do PTB.

Quis o destino que uma “fatalidade” interrompesse a sua vida e o futuro político. Ao decolar de helicóptero do Palácio Rio Negro, em Petrópolis, a aeronave colidiu com uma das palmeiras que circundam os jardins do palácio. Os graves ferimentos causados pela queda do aparelho, como queimaduras e hemorragias, o levaram a óbito em 28 de fevereiro de 1961, aos 37 anos, oito dias após o fato ocorrido. Na véspera do acidente ele recebeu uma informação que a cidade de Santo Antônio de Pádua estava totalmente inundada pelas cheias do rio Pomba. Solicitou um helicóptero para ir verificar, ele próprio, no dia seguinte, a situação do município.
Badger e Roberto 

Badger da Silveira, seu irmão, foi eleito governador do estado nas eleições de 1962, tendo exercido o cargo em 1963 e 1964, quando foi cassado após o golpe militar de 31 de março. Badger faleceu em 9 de maio de 1999, aos 83 anos. Seu filho, Jorge Roberto Silveira, que tinha oito anos quando de sua morte, também entrou na vida pública e já foi prefeito de Niterói por mais de duas vezes.

Ao longo dos anos foi levantada a hipótese, até hoje não comprovada, que o governador pode ter sido vítima de um atentado. O saudoso político empresta o seu nome a diversas ruas e avenidas por todo o estado do Rio. Aqui em Miracema temos a Rua Governador Roberto Silveira.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

ROBERTO RIBEIRO: CRAQUE DA BOLA E DO GOGÓ


Nascido em Campos dos Goytacazes-RJ, em 20 de julho de 1940, ele foi jogador de futebol profissional em sua cidade natal. Depois de passagens por equipes amadoras – Cruzeiro e Rio Branco – tornou-se goleiro do Goytacaz. Era conhecido pelo apelido de "Pneu".

Em 1965, Roberto mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro em busca de um lugar em um clube grande carioca. Chegou a treinar no Fluminense, mas acabou desistindo da carreira e começou a trabalhar com música, a se apresentar no programa "A Hora do Trabalhador", da Rádio Mauá, do Rio de Janeiro.

Seu desempenho chamou a atenção da compositora Liette de Souza (que viria a ser sua esposa), irmã do compositor Jorge Lucas. Ela resolveu apresentá-lo aos sambistas da Império Serrano e Roberto passou a frequentar as rodas de samba da tradicional escola de Madureira. A diretoria do Império convidou-o para ser o puxador de samba-enredo da escola no carnaval de 1971. Daí em diante, foi só sucesso.

Passou a sofrer de um seríssimo problema de vista e, em 08 Janeiro de 1996, aos 55 anos, faleceu em virtude de um atropelamento no bairro de Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Havia perdido a visão de um olho em razão de uma contaminação por fungo agravada pelo diabetes. 

Além de ter sido um grande intérprete, era uma simpatia em pessoa. 


quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

UM MINUTO DE REFLEXÃO...

 




Ao encerrar mais um ano, esse totalmente atípico, de uma forma ou de outra ninguém está passando imune a problemas. Cada qual à sua maneira, todos sentem o efeito dessa pandemia que afeta o mundo inteiro.

 

Miracema teve mais um ano trágico com a morte de amigos em acidentes e outras causadas por doenças que abruptamente nos tiraram do convívio pessoas que tanto amávamos. Não podemos ir contra os desígnios, mas ao mesmo tempo, é muito duro aceitar a perda de um parente ou amigo de forma tão inesperada. Já nascemos sabendo que a morte é a única certeza que a vida nos reserva e, mesmo assim, nunca estamos preparados para enfrentar esse momento.


No entanto, temos a oportunidade de fazer por onde que o caminho a seguir não é somente viver o hoje, mas também pensar no amanhã, que muitas das vezes é o resultado do que fizemos no dia anterior. O dia tem 1.440 minutos. Sendo assim, apesar de toda descarga de adrenalina diária que soltamos em nosso organismo – e ela é muito importante para a manutenção da vida – procure reservar apenas um minuto do seu dia para a reflexão de algumas atitudes tomadas e de outras que ainda estão por vir. Não somos capazes de adivinhar o que vai acontecer nos dias seguintes, mas temos condições de planejar e evitar algumas surpresas desagradáveis. A verdadeira sabedoria está em lidar com tudo que o dia a dia nos reserva e tirarmos proveito daquilo que realmente vale a pena.

 

Podemos contribuir para fazer um mundo melhor. Não vamos esperar que só os outros façam. Por menor que seja a sua contribuição, sendo positiva e para o bem comum, o resultado final será benéfico para todos. O momento que o país vivencia, com os valores morais subvertidos, uma falta de caráter explícita e um total desrespeito ao próximo, é algo que muito nos preocupa. As exceções existem, é claro, como em tudo na vida, mas são cada vez mais escassas. O diálogo e o respeito deram lugar ao ódio e a intransigência, que acirram os ânimos e em alguns casos desfazem amizades. De uma coisa tenho certeza: a convivência humana poderia ser menos cruel e mais racional.

 

Algumas atitudes tomadas por impulso geralmente causam danos irreversíveis. Sejamos mais prudentes no trânsito, na alimentação e no convívio diário com o próximo. Mesmo partindo dessas premissas, a vida requer muitos cuidados. Vamos resgatar o “respeito” que foi extinto do dicionário. Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só, elas não sabem viver sozinhas. Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá de saber que com elas vão inúmeros espinhos.

 

Finalizando e com a esperança de dias melhores, que o ano de 2021 seja o marco para a total erradicação desse vírus. Ele apenas confirmou o quão frágeis somos apesar de parecermos absolutamente fortes e poderosos.

 

Desejo aos amigos leitores um Natal de paz e um Ano Novo repleto de saúde, vitórias e novas conquistas.

 

Tadeu Miracema e família

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

NELSON RODRIGUES: O SENHOR SOBRENATURAL DE ALMEIDA


Pernambucano de Recife, onde nasceu em 23 de agosto de 1912, Nelson Falcão Rodrigues foi um dos grandes nomes do jornalismo no século passado.  

 

Quem nunca ouviu falar da obra literária e de dramaturgia de Nelson Rodrigues? Além de grande escritor, ele também se caracterizou como um tricolor, torcedor do Fluminense – fanático – e um cronista esportivo de mão cheia.  

 


Em 1936, Nelson começa a escrever sobre futebol no “Jornal dos Sports”, que era comandado por seu irmão, o também jornalista Mário Filho. Mário teve a ideia de convidar pessoas que não eram do futebol para assinar colunas. Nelson não se fez de rogado e aproveitou a sua paixão pelo Fluminense e começou a escrever colunas sobre futebol, principalmente sobre o tricolor carioca.

 

Nelson Rodrigues, o primeiro jornalista esportivo que explorou a visão poética do esporte, criou um personagem que ficou marcado na história do futebol brasileiro: Sobrenatural de Almeida. Toda vez que o Fluminense perdia para um clube pequeno ou saía um sem ângulo, meio impossível de acontecer, Nelson dizia que só podia ser obra do “Sobrenatural de Almeida”.  

 

Entre os temas favoritos para as viagens poéticas de Nelson Rodrigues estavam as aventuras pela ponta-direita feitas por Garrincha, de quem era um fã incondicional.

 

Ácido em qualquer um comentário que fizesse, Nelson também se aventurou pelo rádio e televisão. Comentava partidas para emissoras cariocas e participava de mesas-redondas com grandes cronistas esportivos, como Luís Mendes e João Saldanha.  Numa dessas, soltou sua frase imortal, ao comentar sobre um lance claro que ele não havia concordado: “o videotape é burro.”

 

Nelson faleceu num domingo, em 21 de dezembro de 1980, aos 68 anos, de complicações cardíacas e respiratórias. Por ironia do destino, no fim da tarde daquele mesmo dia ele faria treze pontos na Loteria Esportiva, num bolão com seu irmão e alguns amigos de O Globo.  

 


sábado, 12 de dezembro de 2020

EMERSON FITTIPALDI: O PRIMEIRO ÍDOLO DO AUTOMOBILISMO BRASILEIRO


Emerson nasceu na capital paulista em 12 de dezembro de 1946, e começou a construir sua imagem entre os pilotos de maior prestígio do automobilismo em dezembro de 1972. Aos 25 anos, conquistava o seu primeiro título da Fórmula 1 – passando a ser o mais jovem campeão da história dos GPs, naquela época. Em 1974, chegava ao bicampeonato. Ainda foi vice-campeão em 1973 e 75.

Emerson foi o primeiro brasileiro a figurar com sucesso nas pistas. É bem verdade que Chico Landi correra pela F1 nos anos 50. Mas, a partir da entrada de Fittipaldi no “Circo”, os brasileiros estão sempre presentes na pista. Em 1976, o sonho de montar uma escuderia  brasileira de F1 levou Emerson a investir 7 milhões de dólares no Copersucar. Dinheiro jogado fora. Enquanto existiu, a equipe só comeu poeira das demais forças da F1. O projeto se aguentou até 1982 – Emerson correu até 1980. Então, voltou para o Brasil como empresário e passou a correr de superkart em São Paulo, numa pista frequentada por amadores.  

O bicampeão do mundo só voltou a trabalhar sério em 1984, agora na Fórmula Indy. Demorou cinco anos para se acostumar com o novo emprego. Em 1989, aos 43 anos, venceu seu primeiro campeonato na Indy e ganhou um prêmio de 1 milhão de dólares. Nesse mesmo ano, ficou em primeiro nas 500 Milhas  de Indianápolis. Manteve-se entre os pilotos de ponta da Indy até repetir a vitória de Indianápolis em 1993. Tudo corria bem até que ele se envolveu no mais sério acidente de sua carreira. Na segunda volta do circuito de Michigan, da temporada de 96, o carro do piloto chocou-se a mais de 300 km/h contra o muro de proteção, que quase o deixou tetraplégico. Por muito pouco não encerra a sua carreira em uma cadeira de rodas.  Na Fórmula Indy obteve 22 vitórias e 17 pole positions. Emerson possui sete filhos, fruto de três casamentos. 

Números da carreira:
Equipes – Lotus (70/73), Mclaren (74/75) e Copersucar (76/80)
GPs disputados (144); GPs em que não largou (3); Poles (6)
Vitórias (14); 2º lugar (13); 3º lugar (8); 4º lugar (9); 5º lugar (5); 6º lugar (8)
Total de pontos na carreira - 281


quarta-feira, 25 de novembro de 2020

DIEGO MARADONA: UM "GÊNIO" INDOMÁVEL

 


Uma chuvosa tarde de sábado de 1969, Parque Saavedra, Buenos Aires, Argentina. O time infantil do Argentino Juniors treina num campinho alugado no meio do bosque no parque. O garoto Gregório Carrizo, então com 8 anos, chega acompanhado de um garoto baixinho e o apresenta para o técnico Francisco Cornejo, que achou se tratar de um anão vindo da paupérrima Villa Fiorito e que tentava a sorte no futebol.

 

No primeiro toque na bola, Cornejo percebeu que não era um qualquer. A bola foi ao encontro do garoto. Segundo descrição do próprio Cornejo, ele dominou a bola ainda no ar com o pé esquerdo, sem a deixar cair na grama e, com o pé ainda no ar, voltou a pegá-la, deu um chapéu num amigo e chutou ao gol. O fenômeno Diego Armando Maradona nascia ali.

 

Dieguito foi o melhor jogador de sua geração, um meia genial que jogou em quatro Copas do Mundo (1982/86/90/94). Baixinho, atarracado, veloz, técnica refinada e uma habilidade para passar a bola extraordinária. De seus pés saíram lances divinos, mágicos, enfeitiçados. Esse camisa 10 encantou o mundo inteiro. Mal havia completado 16 anos já estava jogando pelo Argentino Juniors. Em 1981 ele marcou 43 gols em 45 jogos antes de ir para o Boca Juniors.

 

Apesar de uma participação apenas razoável na Copa de 1982, na Espanha, ele mudou-se para Barcelona. De lá foi para o Nápoli e conquistou de vez a Europa levando o time italiano a conquistar títulos importantes. Na Itália jogou ao lado dos brasileiros Alemão e Careca, com quem formou uma dupla de ataque infernal. Dentro desse período que jogou no Nápoli – de 1983 a 1991 – foi o grande comandante da Argentina na conquista da Copa do Mundo de 1986, no México, quando marcou seu famoso gol “Mão de Deus” contra a Inglaterra.  Levou a Argentina à final da Copa de 1990, na Itália, ficando com o vice-campeonato.

 

A história do gênio começou a mudar quando deixou o Nápoli, em 1991, em circunstâncias não muito agradáveis, suspenso por um ano por uso de cocaína. Depois de cumprir a suspensão, "voltou" aos gramados jogando pelo Sevilla, da Espanha, Newell´s Old Boys, da Argentina, e retornando ao Boca Juniors para encerrar a carreira em 1997. Durante a Copa de 1994, nos Estados Unidos, foi afastado da competição quando seu teste antidoping detectou efedrina, que é uma substância eficaz para a perda de peso, porém muito perigosa, e que fazia parte da lista de medicamentos proibidos.

 

Assim como o gênio das pernas tortas - o nosso Garrincha -que foi consumido pelo álcool, o gênio argentino não conseguiu driblar o seu adversário mais difícil - as drogas. A sua história no futebol poderia ter tido um final bem mais feliz. Os problemas extracampo foram cruciais para abreviar a sua carreira e, consequentemente, também com a sua saúde.

 

Diego nasceu em Lanús no dia 30 de outubro de 1960. Menos de um mês após completar sessenta anos, sofreu uma parada cardiorrespiratória e veio a óbito, em 25 de novembro de 2020, na cidade de Tigre. Maradona estava debilitado e vinha sofrendo com sérios problemas.

 

Esse faz parte do meu álbum de grandes ídolos do futebol.

 

Números da carreira:

 

Argentino Juniors – 166 jogos e 149 gols

Boca Juniors – 71 jogos e 46 gols

Barcelona – 58 jogos e 38 gols

Nápoli – 259 jogos e 199 gols

Sevilla – 29 jogos e 14 gols

Newell´s Old Boys – 5 jogos

Seleção Argentina – 91 jogos e 34 gols


Títulos mais importantes: Mundial de Juniores de 1979 e Copa do Mundo de 1986, pela Seleção; Campeonato Argentino de 1981, pelo Boca Juniors; Copa do Rei de 1983, pelo Barcelona; Copa da Itália de 1987, Copa da Uefa de 1989 e Campeonato Italiano de 1987 e 1990, pelo Nápoli.  

 

 

 

 

domingo, 15 de novembro de 2020

RESULTADO FINAL DA ELEIÇÃO MIRACEMA/2020



PREFEITO

CLOVINHO TOSTES – 8.573 VOTOS (54,55%)

ALESSANDRA FREIRE – 6.892 (43,85%)

DR. HANRY – 252 (1,60%)


TOTALIZAÇÃO PARA PREFEITO:

COMPARECIMENTO – 17.434 (76,13)

ABSTENÇÃO – 5.466 (23,87%)

VOTOS AOS CANDIDATOS – 15.717 (90,15%)

VOTOS NULOS – 1.218 (6,99%)

VOTOS BRANCOS – 499 (2,86)


VEREADORES ELEITOS:

FABRÍCIO XAVIER – 806 (573)

MAURÍCIO VÔ – 639 (525)

AYMORÉ – 630 (395)

HUGO FERNANDES – 602 (549)

MARCUS FELIPE LINHARES - 539 (477)

SERGINHO DA BANCA SOUZA – 473 (314)*

MAGUINHO – 473 (431)

GENESSI RODRIGUES – 470 (586)

JOCIMAR FREIRE – 452 (264)*

CAIO ROCHA – 444 *

MARCELÃO - 376 *

* ELEITOS PARA O 1º MANDATO  

NOTA: ENTRE PARÊNTESES, O NÚMERO DE VOTOS DOS CANDIDATOS NA ELEIÇÃO ANTERIOR.


VOTOS DE OUTROS VEREADORES:

RENATA DO GORDO - (437)

BRECOCO – 423 (430)

WALTINHO SOL E NEVE – 352

JORGE ONEIDE – 296

SUBTENENTE GLAUCO – 293

GISVALDO TEPERINO – 286

FERNANDO BANANA – 280

GANSO – 266

PAULO ENFERMEIRO – 246

JOÃO PAULO DO DADINHO – 232

 

TOTALIZAÇÃO PARA VEREADOR:

COMPARECIMENTO – 17.434 (76,13)

ABSTENÇÃO – 5.466 (23,87%)

VOTOS VÁLIDOS – 15.755 (95,78)

VOTOS PARA LEGENDA – 694 (4,22)

VOTOS NULOS – 630 (3,61%)

VOTOS BRANCOS – 343 (1,97%)