sábado, 4 de julho de 2020

JULGAR OU NÃO AS PESSOAS PRECIPITADAMENTE: O FINAL DA HISTÓRIA É MAIS DO QUE EMOCIONANTE


Infelizmente, nós, humanos, temos a (péssima) habilidade de julgar as pessoas rapidamente e, pior, sem qualquer tipo de conhecimento sobre as situações que elas estão vivendo no momento. Dificilmente nos colocamos no lugar do outro quando não sabemos pelo que estão passando. A história a seguir é um exemplo comovente disso. Ela nos ensina a não nos precipitarmos nos julgamentos, mesmo nos momentos mais difíceis.

Tudo começou quando um médico foi chamado às pressas ao hospital para fazer uma cirurgia em um garotinho. Depois de receber o chamado do hospital, o médico trocou de roupas rapidamente, chegou ao hospital em alguns minutos e seguiu direto ao centro cirúrgico.

Ao chegar ao local, encontrou o pai do garoto andando para lá e para cá no corredor esperando por ele.

Ao vê-lo, o pai gritou: “POR QUE VOCÊ DEMOROU TANTO? VOCÊ NÃO SABE QUE A VIDA DO MEU FILHO ESTÁ EM PERIGO? VOCÊ NÃO TEM NENHUM SENSO DE RESPONSABILIDADE?”

O médico apenas sorriu e respondeu: “Me desculpe. Eu não estava no hospital e vim o mais rápido que pude depois de receber a ligação e, agora, por favor, se acalme para que eu possa fazer o meu trabalho”.

“ACALMAR-ME? E se fosse o seu filho naquela sala de cirurgia agora, você ficaria calmo? Se o seu próprio filho morre enquanto espera pelo médico, o que você faz?”, respondeu nervosamente o pai.

Mais uma vez, o médico sorriu e respondeu: “faremos o nosso melhor com a ajuda de Deus e você deveria rezar pela saúde de seu filho também”. 

“Dar conselhos quando não está preocupado é muito fácil”, resmungou o pai do garoto.

A cirurgia durou algumas horas e, quando o médico saiu do centro cirúrgico feliz, deu a boa notícia ao pai do garoto: “Graças a Deus, o seu filho está salvo!”

Sem esperar pela resposta do pai, ele se despediu correndo: “se tiver qualquer dúvida, fale com a enfermeira.”

“Que arrogância! Não dava para ele esperar alguns minutos enquanto eu perguntava mais sobre o estado do meu filho?”, o pai comentou com a enfermeira quando ela chegou logo após a saída do médico.

Com lágrimas nos olhos, a enfermeira respondeu: “o filho dele faleceu ontem em um acidente de carro. Ele estava no enterro quando ligamos para que ele fizesse a cirurgia do seu filho.”

E continuou: “agora que ele salvou o seu filho, voltou para terminar o enterro do filho dele”.

É muito importante que não façamos isso quando nos deparamos com alguém que não conhecemos e, consequentemente, não sabemos nada sobre sua vida. Cuidadores como médicos e enfermeiras, por exemplo, quase nunca recebem o valor que merecem e, mesmo assim, estão lá para nos ajudar todos os dias, salvando vidas.

Estes profissionais trabalham períodos longos e estressantes, apesar de terem suas vidas particulares, sentimentos e seus próprios problemas. Professores, garçons, garis, enfim, todos merecem o respeito que gostaríamos de ver dispensado para conosco.



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