segunda-feira, 8 de agosto de 2016

ALGUNS NÚMEROS DOS JOGOS OLÍMPICOS


* 10.500 atletas de 206 países estão competindo no Rio.

* A Olimpíada terá 4.924 medalhas em disputa, para 42 modalidades em 28 esportes.

* Golf e Rugby estão de volta nas Olimpíadas no Rio depois de 92 e 112 anos, respectivamente.

* 37 lugares estão sediando os Jogos Olímpicos, sendo 32 no Rio e 05 em outras cidades.

*17 atletas desistiram de participar das Olimpíadas devido às preocupações do Zika. Sendo oito golfistas, incluindo os quatro melhores do mundo.

* O Governo Federal liberou o repasse de 2,9 bilhões para a segurança dos Jogos.

* 17 mil toneladas de lixo serão produzidos durante os Jogos no Rio.

* 85 mil agentes de seguranças trabalharão durante os Jogos. Mais que o dobro da quantidade dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

* 200 km de cerca de segurança serão utilizados nos Jogos.

* R$ 39,1 bilhões é a estimativa do custo total para o Rio a Olimpíada de 2016.

* R$ 24,6 bilhões é a estimativa do investimento em infraestrutura em área metropolitana (o que ficará de legado).

* 11 trabalhadores morreram acidentes nas obras dos Jogos.

* 3 mil famílias foram forçadas a se mudarem devido às obras da Olimpíada.

* 11 marcas globais patrocinam o evento.

* A faixa de preços para eventos pontuais é de US$ 6 a US$ 365.

* 7,5 milhões de ingressos ficaram disponíveis para compra.

* 500 mil turistas devem viajar para o Rio e assistir as competições.  



sábado, 6 de agosto de 2016

DIDI E SUA HISTÓRIA COM A CIDADE DE CAMPOS



- Milton, ainda vou ser o maior jogador do mundo.
- Tomara, crioulo, você tem tudo para isso. Você nasceu mesmo pra jogar bola, sabia?
- Serei o maior de todos um dia. E ganharei muito dinheiro. Um dinheiro que ninguém pode imaginar.  

E provavelmente nem seu amigo Milton Barreto, da cidade de Campos, poderia imaginar que um dia ele chegaria tão longe.

Naquele tempo, por volta de 1941, com 12 anos, Didi era um dos mais assíduos frequentadores do campinho do São Cristóvão, num terreno baldio encravado bem no meio da Rua Machado de Assis, afastado do centro da cidade. Entrar no São Cristóvão e na sua escolinha, dirigida pelo seu Derengo, não era fácil.  O garoto tinha de saber tudo de bola. Mas isso não era problema para Didi.

Naquele tempo, por volta de 1941, com 12 anos, Didi era um dos mais assíduos frequentadores do campinho do São Cristóvão, num terreno baldio encravado bem no meio da Rua Machado de Assis, afastado do centro da cidade.Entrar no São Cristóvão e na sua escolinha, dirigida pelo seu Derengo, não era fácil.  O garoto tinha de saber tudo de bola. Mas isso não era problema para Didi.

Didi nasceu em 8 de outubro de 1928, num pequeno sobrado da Rua Aquidabã, uma rua de chão batido que todo final de tarde se transformava em campo de peladas. E foi então que dona Maria, a mãe do jogador, começou a perceber que o filho estava jogando com gente grande quando chegava em casa todo machucado. Em pouco tempo, ele se tornava um paciente mais do que fiel da avó, Creusolina, rezadeira convicta que curava as dores do neto com muita reza e massagens de óleo de rim de carneiro.

Didi quase teve a perna amputada em certa ocasião e se não fosse a resistência da avó contra os médicos – que queriam operá-lo – provavelmente ele teria ficado sem uma perna. O certo é que Didi continuou a ser tratado pela avó e algum tempo depois voltou a andar, inicialmente amparado por muletas e depois mancando um pouco. Quando ficou bom de vez, Didi tinha a perna direita um centímetro mais curta que a esquerda. Suas chuteiras também possuíam números diferentes: 41 para o pé direito, 40 para o esquerdo.

Em 1945, aos 16 anos, o pai de Didi, seu Artur, matriculou o filho no Colégio Aprendiz Artífice, que depois virou a Escola Técnica Federal de Campos. E se recebia elogios na escola, estes eram ainda maiores quando pisava num campo de futebol. Didi passou a jogar no time do Colégio, com Olímpio Chagas, no São Cristóvão, com Derengue, e até mesmo no Americano ou Goytacaz, toda vez que um time do Rio jogava em Campos.

Didi é o penúltimo em pé a partir da esquerda 
Depois, acabou indo para no Industrial, time formado no bairro da Lapa e sustentado por uma fábrica de tecidos. Lá, jogou ao lado do lateral-direito Edinho, irmão do jogador Amarildo, do goleiro Neílton e dos irmãos Antoninho e Fernando Falcão. Nessa época, Didi já era o mais famoso jogador de meio-campo da cidade de Campos, e sonhava em ir para um centro maior.

Um dia, em 1947, junto com os amigos Irmo e Sula, fugiu para Lençóis Paulista, no interior de São Paulo, e passou a treinar no Lençoense, onde assinou um contrato provisório. Só que o negócio acabou não dando em nada, pois, antes de viajar, Didi já tinha assinado um contrato com o Rio Branco, de Campos. O jeito foi voltar e esperar uma nova chance.

Que surgiu em 1948, quando Benedito Rosa, homem ligado ao Madureira, viu os irmãos Didi e Dodô jogarem e resolveu levá-los. Antes de viajar, Didi casou-se com Maria Luísa e dias depois do casamento viajou para o Rio.

Tudo fazia crer que Didi, um dia, iria cumprir a promessa feita ao amigo de Campos e tornar-se um craque famoso. Quis o destino que após dois anos de sua saída da cidade natal, mais precisamente no dia 18 de julho de 1950, ele entrou em campo para inaugurar o Maracanã, num jogo contra os paulistas, e marcou o primeiro gol da história do maior do mundo, até então.

Fonte: revista Placar 


JOGOS DA 19ª RODADA DO BRASILEIRÃO



      • FLAFlamengo x Atlético-PRCAP
        Sáb 06/08 18h30Kléber Andrade

      • AMGAmérica-MG x SantosSAN
        Dom 07/08 11h00Estádio Independência
      • CFCCoritiba x Ponte PretaPON
        Dom 07/08 16h00Couto Pereira
      • PALPalmeiras x VitóriaVIT
        Dom 07/08 16h00Allianz Parque
      • INTInternacional x FluminenseFLU
        Dom 07/08 16h15Estadio Beira-Rio
      • SCFCSanta Cruz x São PauloSAO
        Dom 07/08 16h15Arruda
      • FIGFigueirense x SportSPT
        Dom 07/08 18h30Orlando Scarpelli

      • CAMAtlético-MG x ChapecoenseCHA
        Seg 08/08 20h00Estádio Independência

      • CORCorinthians x CruzeiroCRU
        Seg 08/08 21h00Estádio do Pacaembu

      • BOTBotafogo x GrêmioGRE
        Dom 04/09 18h30Estádio Luso Brasileiro

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

ESPLENDOR E DECADÊNCIA DOS ESPORTES EM MIRACEMA



Em um trabalho particular de pesquisa sobre futebol, encontrei duas reportagens que foram publicadas na extinta revista Esporte Ilustrado, na década de 40, sobre o esporte em nossa cidade. 

Nota: tenho a impressão que o senhor José Naegle – depois de ler a matéria publicada em agosto – resolveu escrever para a revista contando um pouco sobre a história do esporte em Miracema até o ano de 1943. 

Matéria da revista Esporte Ilustrado nº 285, de 23 de setembro de 1943.

José Naegle escreveu para Esporte Ilustrado:

- Onde vão vocês jogar?
- Em Miracema.
- Então digam-nos, na volta, por quanto apanharam...
Eram assim os comentários que se faziam nas estações da Leopoldina sempre que vinha a Miracema uma representação futebolística de Niterói, Campos, Friburgo e mesmo do Rio... E os comentaristas nem sempre ficavam só nos comentários porque vinham a Miracema, também, a fim de terem as confirmações das próprias palavras. E não eram desmentidos. Lá isso não eram, não.

Flávio Costa, o atual e magnífico “coach” do clube mais querido do Brasil, experimentou, em Miracema, o amargor da derrota, lutando pelo “Gragoatá”, de Niterói, ao lado de Alemão, Bibi, Luiz, Lima, Acir, Almeida e etc. Outros e vários gigantes da pelota aqui vieram e foram derrotados de forma convincente pelo Miracema F. C., cujo quadro formava assim: Amadeu (Aimoré), Ademar e Capeta; Ari, Jorge e Pergentino; Nestrala, Gentil, Bibino (Gazeta), Agrícola e Amaro Silveira. Que time de futebol!  Uma verdadeira máquina com as peças ajustadas e funcionando 100% bem! Chicrala Amim, Chicrala Salim, Wady Miguel, Marcelino Pereira Tostes, João Antunes Siqueira, Francisco L. Homem, Eudorico Manoel Alves e outros entusiastas do “velho futebol”, como diz o Cosi, davam tudo de si em prol do bom nome esportivo de Miracema, mantendo a forma técnica e física dos defensores do glorioso campeão invicto do norte fluminense.

Tudo ia muito bem até que um dia... O fim chegou, repentinamente, sem que ninguém o esperasse.  Houve um jogo, o último do campeão, contra o “Ordem e Progresso”, de Bom Jesus do Itabapoana. Houve uma certa camaradagem a princípio, a que o povo chamou de “arranjos de compadres”, e o escore chegou a 2 a 1, pró visitantes... Depois tudo dava certo para eles e a nossa turma “não dava uma dentro”. Final: 2 a 1 contra o campeão! Cenas de desespero viam-se no campo da Av. Carvalho após o apito final. E estava escrita a última página da história do campeão invicto do norte fluminense.

O povo acusou a diretoria de ter agido mal, fazendo camaradagem com os visitantes: acusaram-se jogadores e o desânimo pôs um ponto final na vida gloriosa do mais perfeito quadro de futebol que, talvez, já se tenha organizado no interior do país. Cessando o Miracema F. C. as suas atividades, o seu grande rival e não menos glorioso América F. C., fundado por Oscar Barroso, ex-campeão do América F. C., do Rio, recolheu a sua bandeira e foi passado um atestado de óbito ao desporto miracemense.  

Tempos mais tarde eu e o Galieta organizamos o Independência, transformado, depois, no E. F. C., que teve uma história razoável, pelejando ao lado de Flamengo, Fluminense e Comercial no campeonato miracemense de futebol, realizado pela Associação Miracemense de Esportes Atléticos, filiada à Liga Esportiva Norte Fluminense. Nesse período tivemos um futebol menos poderoso, no entanto ainda se fez alguma coisa apreciável, inclusive a organização do selecionado da L. E. N. F., que deu trabalho ao de Niterói, em pelejas memoráveis, aqui e na capital fluminense.

Depois o desânimo voltou e o desporto miracemense caiu em profundo marasmo, de nada valendo os esforços hercúleos de um Waldemar Viana, instrutor do T. G. 274, que chegou a fundar, aqui, um Centro de Educação Física, em magníficas condições. Mas os desocupados chegaram ao ponde de depredarem a obra que ele organizara com o concurso dos bons miracemenses e tudo caiu de novo, no marasmo, nem se falando mais em esportes entre nós.

Rubens Carvalho, Olavo Monteiro de Barros, Gerson Alvim, Alfredo Damian, Oldemar Machado, Orterige Granato, e etc., de quando em vez tentavam levantar o esporte, auxiliado pelo conhecido “coach” Aniceto Carvalho, mas tudo em vão. É que havia muita pressa em fazer jogos e as derrotas eram acachapantes, verdadeiramente desanimadoras. A última excursão da série intentada pela dupla Rubem-Olavo foi a Carangola e o desastre foi sem precedentes.

Estava assim o desporto miracemense quando regressei de Leopoldina e organizei o Clube Esportivo Miracemense, auxiliados pelos bons desportivas que nunca se deixaram vencer pelo desânimo. Havia aqui apenas o movimento isolado de Nésio, Dizinho, Gabeto, Saulo, Rocha e etc., no Ginásio, assim mesmo “neca” de futebol...

O Clube Esportivo Miracemense desfraldou a bandeira alvinegra do antigo campeão, e chamou os nossos desportistas para a obra de ressurgimento esportivo de Miracema. Com a chegada do técnico Manoel Soutinho da Cruz, do Profº Manoel Ramos Júnior, e com o entusiasmo sadio das professoras de Educação Física, conseguimos organizar times de voleibol masculino, feminino, de basquetebol e de futebol e lá estamos com a Liga Miracemense de Desportos fundada, pronta a filiar-se à F. F. D. e contando nada menos que seis clubes pertencentes aos três distritos de que se compõe o nosso município.

O nosso sexteto de voleibol feminino é o mais poderoso do norte fluminense: o masculino, treinado a contento, não tem competidor, também, na região em que estamos colocados. Vamos dar início aos torneios de voleibol, basquetebol e futebol dentro de alguns dias, visando ainda às disputas dos campeonatos que são instituídos, atualmente, pela F. F. D.

É o caso, porém, de se perguntar: poderá Miracema recuperar a hegemonia esportiva do norte fluminense? Cremos que sim e é para isso que estamos lutando, denodadamente, contando com a colaboração de todos os miracemenses, não só os que aqui estão, mas, também dos que estão fora, como Aymoré, Zezé, Aderbal, Geraldo Neves, Aírton e Jurandir, etc.




NOVAS REGRAS: MEDICAMENTOS SEM PRESCRIÇÃO MÉDICA


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no Diário Oficial da União (DOU) na última quarta-feira, 3, resolução com as novas regras sobre medicamentos isentos de prescrição médica (MIP). O regulamento foi aprovado pela diretoria colegiada da Anvisa no mês passado e considera sete critérios para o enquadramento dos medicamentos nessa categoria: tempo de comercialização; segurança; sintomas identificáveis; tempo de utilização; ser manejável pelo paciente; apresentar baixo potencial de risco; e não apresentar dependência.

O texto revisa a norma que está atualmente em vigor sobre o assunto e que data de 2003. O relator da matéria na Anvisa, diretor Fernando Mendes, ressaltou em nota publicada no site do órgão que a possibilidade de reenquadramento de alguns medicamentos como MIPs deverá promover uma melhor informação da população sobre o produto. De acordo com ele, brasileiros utilizam medicamentos tarjados sem a prescrição médica.

“Porém, se o princípio ativo tem perfil de segurança adequado e a venda passa a ser permitida sem prescrição médica, a empresa fabricante passa a ter a oportunidade de falar diretamente com a população, informando a posologia e alertando sobre contraindicações e advertências”, disse.

Pela norma, “não são passíveis de enquadramento como medicamentos isentos de prescrição as apresentações do medicamento cuja via de administração seja a parenteral” e “as apresentações que tenham indicação sob prescrição”.

A relação atualizada dos medicamentos isentos de prescrição será divulgada pela Anvisa na forma de instrução normativa, depois da avaliação das novas solicitações de enquadramento dos produtos. Hoje, a lista inclui antitérmicos, analgésicos, cicatrizantes, antissépticos nasais, laxantes, antiácidos, entre outros.

A norma publicada no Diário Oficial da União traz os critérios e procedimentos para o enquadramento e também o reenquadramento dos produtos, incluindo prazos a serem observados pelas empresas. 




quinta-feira, 4 de agosto de 2016

MUNICÍPIOS DO ESTADO DO RIO PODEM TER 2º TURNO



No estado do Rio, dez municípios têm mais de 200 mil eleitores e podem ter 2º turno em 30 de outubro: Rio de Janeiro (4.898.045), São Gonçalo (686.207), Duque de Caxias (628.164), Nova Iguaçu (583.636), São João de Meriti (368.991), Niterói (370.958), Campos dos Goytacazes (359.323), Belford Roxo (328.777), Petrópolis (244.648) e Volta Redonda (223.240).

Pela Constituição Federal, em municípios com mais de 200 mil eleitores, deve haver eleição em segundo turno para prefeito quando nenhum dos candidatos obtém, no primeiro turno, mais da metade dos votos válidos, ou seja, dos votos dados exclusivamente aos candidatos que concorreram ao cargo. Neste caso, disputam o segundo turno os dois candidatos a prefeito mais votados.


Em todo o Brasil, 92 municípios podem ter segundo turno. Nas últimas eleições municipais, em 2012, 83 municípios tinham mais de 200 mil eleitores. Agora, outras nove cidades atingiram esse número no eleitorado e passam a contar com a possibilidade de segundo turno. São elas: Boa Vista (RR), Caucaia (CE), Caruaru (PE), Governador Valadares (MG), Santa Maria (RS), Santarém (PA), Praia Grande (SP), Suzano (SP), Taboão da Serra (SP).