terça-feira, 18 de abril de 2023

ESCOLA MUNICIPAL GENUÍNO ANTUNES DE SIQUEIRA: 85 ANOS DE SERVIÇOS PRESTADOS À EDUCAÇÃO



O mês de maio é de comemoração e festa para a Escola Municipal Genuíno Antunes de Siqueira. 

A seguir um breve resumo da história de seu patrono e da instituição:

OS ANTUNES SIQUEIRA
A família Antunes Siqueira foi uma das pioneiras a habitar o distrito de Miracema depois que a fundadora, Ermelinda Conceição Rodrigues, aqui aportou nos idos de 1846. Naquela época Ermelinda deixou o distrito de Remédio, em Barbacena, em virtude da extinção ou quase extinção do ciclo do ouro, e quase não havia mais o que era extraído do rio Mutuca, que cortava o distrito mineiro. Ela veio em busca de outra cultura, o café, que era plantado depois das derrubadas das matas virgens, muito abundantes na região. O distrito de Miracema vivia da exportação do produto. Eles se instalaram em Venda das Flores.

Genuíno tinha um sítio chamado “Água Espalhada”. Homem sério, trabalhador, era amigo do interventor Altivo Linhares, que deu grande ênfase à sua administração na construção de escolas no distrito e na zona rural. Genuíno era casado com Mariana R. Padilha e da união teve 11 filhos, dos quais, uma moça chamada Edina, lecionava no sítio e depois na sede do distrito.

PATRONO GENUÍNO ANTUNES DE SIQUEIRA
Nascido no Estado do Rio de Janeiro, em 08/08/1869, filho de Theophilo Antunes de Siqueira e Maria Salomé de Siqueira, veio a falecer em 03/01/1947.

A ESCOLA
Teve início na fazenda Boa Vista como “Escola Sítio 28 de Agosto”, em 15/05/1938. Foi transferida para a Rua Melchíades Picanço, funcionando em prédio particular, a partir de 23/02/1972. Através da Lei nº 7.081, de 03/01/1973, publicada no Diário Oficial de 04/01/1973, passou a denominar-se Escola Genuíno Antunes de Siqueira. Recebeu este nome em homenagem a esse cidadão que foi exemplo de dignidade e amor ao trabalho – e um benfeitor de Miracema – que sempre se preocupou com o problema da educação. Em 29/11/2004, a escola foi municipalizada e continua gerida pelo município.



MINHAS CONSIDERAÇÕES 
Como residente do bairro Hospital desde quando nasci, tive o prazer de estudar por dois anos nessa escola (1972 e 1973), e fui alfabetizado pela professora Ana Maria Siqueira. Outras duas mestras ajudaram nessa empreitada: Marília Magalhães e Regina Freitas, que vem a ser mãe do Dr. Marcelo, ortopedista que atende na Santa Mônica, em Pádua. Em visita à escola, depois de muitos anos, comprovei e fiquei surpreso - positivamente - com sua atual conservação e as ótimas condições que são oferecidas às crianças. 

Os primeiros passos das crianças começam na escola. Lá, existe o primeiro contato com outros pequenos, é onde começa a aprendizagem, é na escola que coisas da maior importância em nossas vidas acontecem. Não é só um campo de troca de conhecimentos e adentra uma esfera emocional, onde existem outros tipos de trocas, principalmente as afetivas.

No ambiente escolar, deve-se existir um propósito maior do que ir só por ir. Deve-se gostar de estar lá, aproveitar as oportunidades que o espaço tem a oferecer. A escola existe com a finalidade de inserir as crianças em círculo social, onde ela irá conhecer estranhos, obedecer às regras e criar uma rotina. Além disso, um dos fatores mais importantes da escola é transferir o conhecimento às pessoas e passar os conceitos básicos da vida em sociedade.

Dentro da escola aprendemos o dever e a necessidade de cumprir as funções básicas da vida adulta: ter uma rotina, compreender o conteúdo, ser sociável com os colegas, executar as tarefas da melhor maneira possível, entre outros diversos fatores.

Não dá para falar de educação sem que haja comprometimento entre todas essas esferas: pais, crianças, escola e sociedade. Pode-se afirmar que a escola é o segundo ambiente mais importante na vida social de um ser humano. É com a ajuda dos educadores e pais, que o cidadão vai se constituindo como ser pensante e questionador. 

A escola é algo quase que “sagrado”, pois é nela que podemos edificar o conhecimento e novas perspectivas de vidas, buscando algo que nos falta.  É na escola que coisas da maior importância em nossas vidas acontecem.




sexta-feira, 14 de abril de 2023

MAURÍCIO MENEZES: AH, MAS QUE JOGUINHO GOSTOSO!

 


GENTE DE EXPRESSÃO: MAURÍCIO MENEZES – POR CARLOS FERREIRA

 

Mauri­cio Antonio Menezes, o "Danadinho", nasceu em Juiz de Fora-MG, em 06 de novembro e é filho de Mauricio Menezes (nome de rua no bairro Costa Carvalho) e Laura Freesz Menezes, ambos falecidos. É casado com a pedagoga Selda Sobral Santos Menezes. Seu avô, major Delfino (Delfino Costa Carvalho), fundou em Juiz de Fora o bairro Costa Carvalho, o qual o homenageia, com a rua Major Delfino.

 

Carreira

Mauricio iniciou a carreira de locutor esportivo na antiga PRB-3, rádio Sociedade, emissora do "Grupo Associados" em Juiz de Fora, em 1965. No mesmo ano, no dia 05 de setembro, Maurício Menezes transmitiu o jogo de inauguração do estádio Mineirão, em Belo Horizonte.

 

O jogo

Seleção Mineira - 1, gol de Buglê aos 02 minutos do segundo tempo,

River Plate (Argentina) - 0.

 

Copa Rocca

Em julho de 1971, pela rádio Industrial, Maurício Menezes fez a primeira transmissão internacional do rádio esportivo de Juiz de Fora, narrando Argentina e Brasil, pela Copa Rocca, direto do estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. O comentarista foi Gabriel Gonçalves da Silva (1910/1985), o Bié.

 

Rio de Janeiro

Quando Juiz de Fora se tornou pequena para seu talento, Maurício foi para o Rio de Janeiro, permanecendo lá por 26 anos. Trabalhou nas rádios Nacional, de 1977 a 1984, Globo, de 1985 a 2003, e na TV Educativa, hoje Rede Brasil, de 1993 a 1994. Na TV Educativa, foi Superintendente de Esportes e apresentador do programa "Debate Esportivo", que ia ao ar aos domingos à noite. Além de Mauricio, participavam do programa: Áureo Ameno, Ronaldo Castro, Fernando Calazans (hoje colunista do jornal O Globo), Jaime Luís e Achilles Chirol (in memoriam). Mauricio Menezes, na época, reativou o debate esportivo na TV Educativa, que estava paralisado há 11 anos e que hoje permanece no ar, com outro nome.

 

Transmissões esportivas

Nas funções de locutor esportivo e coordenador de esportes, o "Danadinho" transmitiu as Copas do Mundo de 1982 (Espanha), 1986 (México), 1994 (EUA) e 1998 (França), esteve presente em 05 edições da Copa América: 1989 no Brasil; 1993 no Equador; 1995 no Uruguai; 1997 na Bolívia e 1999 no Paraguai. Transmitiu jogos em mais de 20 países e, com exceção do Amapá, transmitiu jogos em todos os estados brasileiros.

 

Juiz de Fora

Em julho de 2003, Maurício retornou a Juiz de Fora, foi um dos pioneiros na fundação da rádio Panorama FM. De volta pra casa, retomou um projeto antigo, de se tornar advogado, e em 2011 concluiu o curso de Direito na Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO). Militando no direito, Maurício permanece atuante no meio esportivo, com suas informações e comentários nas mídias sociais.

 

Fonte: www.carlosferreirajf.blogspot.com

 

sábado, 8 de abril de 2023

JAGUARÉ: DE ESTIVADOR A ÍDOLO DO FUTEBOL FRANCÊS

 


Jaguaré Bezerra de Vasconcelos nasceu no Rio de Janeiro em 14 de junho de 1905. Antes de se tornar jogador profissional, Jaguaré era estivador no cais do porto. Cada vez que estufava o peito para segurar numa só mão sacos de cinqüenta quilos de farinha de trigo, havia sempre uma enorme assistência para bater palmas. Jaguaré jogava peladas no bairro da Saúde, onde era conhecido como “Dengoso”, quando foi descoberto pelo zagueiro Espanhol, que o levou para um teste em São Januário.

 

Entrou no clube de tamanco e camisa fora da calça e num tempo só acabou com o treino. O ataque titular não o venceu nenhuma vez. Foi imediatamente inscrito na Liga, não sem antes o Vasco empregar um professor particular para lhe ensinar a assinar o próprio nome nas súmulas. A partir daí, teve uma carreira fulminante. No mesmo ano em que estreou no Vasco, em 1928, tornou-se titular da seleção Brasileira. No ano seguinte foi campeão carioca pelo Vasco. Jaguaré gostava de rodar a bola na ponta do indicador após cada defesa, que muitas vezes fazia com uma só mão, inclusive nos pênaltis, segundo a lenda. Defendeu o cruzmaltino em 124 jogos. 

 

Em 1931, depois de uma vitoriosa excursão do Vasco a Portugal e Espanha, foi contratado pelo Barcelona, juntamente com Fausto, o “Maravilha Negra”. Retornou ao Brasil em 1934 para defender o Corinthians, onde fez 15 jogos e sofreu 13 gols. Nas temporadas de 1935/36, seu destino foi Portugal, para jogar no Sporting, e de lá para o Olympique Marseille, da França, onde foi campeão nacional em 1937 e da Copa da França em 1938. Deixou em solo francês um rastro luminoso de fama, com o apelido de “Le Jaguar”. Na final da Copa da França de 1938, o jogo estava empatado em 1 a 1, quando, no segundo tempo, foi marcado um pênalti para o Olympique. Jaguaré atravessou o campo e se ofereceu para cobrar o penal que podia valer o título. Bateu e fez o gol da vitória por 2 a 1. Por esse feito é tido como primeiro goleiro a marcar um gol em partida oficial. Em solo europeu aprontou algumas que fazia no Brasil e não eram aceitas por lá. Num jogo pela Copa da França, fez uma defesa de bicicleta. Quase que foi demitido. E outras mais...

 

Ainda jogou no Acadêmico Futebol Clube, de Portugal. Acossado pelo perigo da Segunda Guerra, retornou ao Brasil em definitivo e, em decadência, encerrou tristemente a carreira no São Cristóvão, em 1940. Chegou sem um tostão. Jaguaré gastou todo o dinheiro que ganhou na Europa, e não foi pouco, pelas esquinas da vida. Voltou a ser estivador e quando falava do seu passado, todos riam e não acreditavam no ex-goleiro.

 

É creditado a Jaguaré o pioneirismo, no Brasil, de ser o primeiro goleiro a usar luvas. Ele trouxe a inovação após sua passagem pelo futebol europeu durante os anos 30, conforme conta Paulo Guilherme, autor do livro “Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1”: “Na sua estreia na Europa, Jaguaré usou luvas feitas de couro. Só que ele não estava preocupado com a melhora de seu rendimento, apenas não estava acostumado com o frio”. Numa de suas vindas da Europa ao Brasil, Jaguaré apareceu em São Januário e treinou usando luvas, o que foi uma novidade inusitada. Por isso alguns dizem que ele introduziu o uso de luvas para goleiros no Brasil.

 

Há várias versões para a morte de Jaguaré, sabendo-se apenas que sua morte foi precoce, em 27 de agosto de 1946, aos 41 anos. Algumas fontes afirmam que Jaguaré havia se envolvido em uma briga e que foi espancado até a morte por policiais. Em outra versão, diz que após ser preso, acabou batendo a cabeça na parede, sendo transferido para o Manicômio Judiciário de Franco da Rocha (mais conhecido como Juquery), sendo hospitalizado e falecendo pouco depois. Há ainda, uma terceira versão que diz que Jaguaré foi esfaqueado. Porém, nenhuma das fontes é dita como verdadeira.

 

Há divergências também em relação à data de seu nascimento: algumas fontes apontam para 14 de maio, outras para 14 de julho. Diz-se que o próprio jogador ignorava o dia em que nasceu.

 

Fonte: Wikipédia com acréscimos.

 

quarta-feira, 29 de março de 2023

FLA X FLU: 2º TEMPO DA DECISÃO FAVORÁVEL AO FLAMENGO


Um bate-boca na hora de escalar o time mudou o rumo do esporte no Rio de Janeiro. Quando os nove jogadores deixaram o Fluminense em 1911 para formar o departamento de futebol do Flamengo - um clube de regatas - não tinham ideia da força que estava surgindo. O Flamengo se tornou o time de maior torcida do Brasil.

Ao longo dos quase 112 anos de história do clássico mais charmoso do Brasil, o Flamengo foi campeão em cima do Fluminense em cinco finais, entre as treze disputadas até 2022. O número é inferior ao do rival, mas não a importância das conquistas, essenciais para dar a hegemonia rubro-negra no Campeonato Estadual.

Uma das decisões mais importantes do confronto, o título do Campeonato Carioca de 1963 foi parar na Gávea. A conquista teve significado especial por ter sido sob os olhos do maior público entre clubes no Brasil. Foram 177.020 e mais de 194 mil presentes no Maracanã para verem o empate em 0 a 0 que garantiu o título. Com a vantagem do empate, o Flamengo entrou para segurar o resultado e teve no goleiro Marçal o grande destaque.  A defesa mais importante foi no fim, aos 40 minutos do 2º tempo, quando Escurinho apareceu na área e tentou encobri-lo.  A torcida do Fluminense já tinha levantado para comemorar. Marcial com uma defesa incrível garantiu o grito de campeão.

Em 1972, o Flamengo voltou a ser campeão em cima do Fluminense ao vencer o último jogo do triangular (o Vasco estava eliminado) por 2 a 1, com gols de Doval e Caio Cambalhota no 1º tempo. Jair descontou para o Tricolor.

Passaram-se 19 anos para o Flamengo voltar a ser campeão em cima do Fluminense, em 1991, depois de amargar a perda de dois títulos para o rival nos anos 80.  Comandados pelo Maestro Júnior com seus 37 anos, os rubro-negros empataram em 1 a 1 o primeiro confronto decisivo e venceram o segundo com facilidade por 4 a 2, gols de Uidemar, Gaúcho, Zinho e Júnior. Ézio fez os dois do rival.

Após a perda do título de 1995, ano do centenário, os dois rivais voltaram a se enfrentar em uma final estadual em 2017, com o Flamengo vencendo por 2 a 1 (jogo de ida 1 a 0 Flamengo). Guerrero e Rodinei (Flamengo) e Henrique Dourado (Fluminense), os autores dos gols. Em 2020, mais um confronto decisivo com final feliz para o Flamengo, que venceu por 1 a 0 (jogo de ida 2 a 1 Flamengo), gol de Vitinho.

Em 2021, o Flamengo sagrou-se tricampeão carioca ao vencer novamente o Tricolor por 3 a 1 (jogo de ida empate em 1 a 1). Gabriel Barbosa (dois gols) e João Gomes marcaram para o Flamengo. Fred assinalou o único gol do adversário.  

Jarbas e o Mestre Júnior são os recordistas de jogos contra o Fluminense: 48. Ele, o Galinho Zico, o maior artilheiro, com 19 gols em 44 jogos.


segunda-feira, 27 de março de 2023

FLA X FLU: 1º TEMPO DA DECISÃO FAVORÁVEL AO FLUMINENSE


O Fluminense já era grande quando seus principais jogadores trocaram de lado para criar o futebol no Clube de Regatas do Flamengo.  Uma história que começou em 7 de julho de 1912, nas Laranjeiras, com uma surpreendente vitória do enfraquecido tricolor por 3 a 2. Estava criada a mística do Fla-Flu, que ainda não tinha este nome (só viria a surgir em 1925).  

Flamengo e Fluminense já decidiram treze vezes o Campeonato Carioca. O Campeonato de 1983 foi um triangular junto com Flamengo e Bangu. O que somasse mais pontos seria o campeão. Num dos tópicos abaixo faço o resumo do ocorrido. Quando os tricolores pensam em decisão com o Flamengo, a primeira coisa que vem à cabeça é uma volta olímpica. Nos confrontos decisivos contra o rival, o Tricolor venceu oito. O Flamengo diminuiu a diferença com as conquistas de 2017, 2020 e 2021. 

A última ocorreu em  2022 com o empate de 1 a 1, após a vitória do Fluminense no jogo de ida por 3 a 1. No segundo jogo decisivo os gols foram marcados por Gabriel (Flamengo) e Cano (Fluminense). 

A primeira final entre Fla e Flu foi em 1919, e o Tricolor foi campeão vencendo por 4 a 0. Machado (2), Welfare e Bacchi os artilheiros da decisão. Foi a décima quarta edição do Campeonato Carioca e o Fluminense conquistava seu oitavo título, garantindo o tricampeonato pela primeira vez. Em 1936, como chegaram ao final empatados em pontos, o campeonato foi decidido em três partidas extras, em dezembro do mesmo ano. No primeiro empataram em 2 a 2. O Fluminense venceu o jogo seguinte por 4 a 1. Com o empate de 1 a 1 no terceiro e último confronto, o título ficou nas Laranjeiras. Leônidas da Silva (Flamengo) e Hércules (Fluminense) foram os autores dos gols. 

Em 1941 os dois times fizeram um jogo histórico no campo da Gávea para decidir o Campeonato Carioca.  O Tricolor precisava do empate e fez 2 a 0 com Pedro Amorim e Russo.  O Flamengo empatou com gols de Pirilo e partiu pra dentro em busca da vitória, único resultado que lhe interessava.  Porém, para fazer o tempo passar, os jogadores do Fluminense isolavam a bola na Lagoa Rodrigo de Freitas, esfriando a reação. No fim, o Flu levou a taça com o empate.  

Em 1969, outra vitória sobre o rival na decisão. O brilho foi do atacante Flávio. Já no fim do jogo, com o placar em 2 a 2, ele acertou um belo voleio, de perna direita, para fazer o gol da vitória. Wilton, Claudio Garcia e Flávio (marcaram para o Fluminense). Liminha e Dionísio (para o Flamengo). O velho Maracanã recebeu mais de 170 mil torcedores naquele 15 de junho. Na decisão de 1973, Dionísio fez dois gols nos 4 a 2 sobre o Flamengo. Dario balançou as redes duas vezes e empatou. Manfrini e Toninho deram números finais ao jogo. 

Em 1983 um triangular com a participação de Bangu, Flamengo e Fluminense decidiu a competição. No primeiro jogo o Fluminense empatou com o Bangu em 1 a 1. Paulinho e Marinho fizeram os gols, respectivamente. No confronto seguinte, vitória de 1 a 0 sobre o Flamengo, com Assis marcando nos acréscimos. Com esse resultado, o Flamengo estava eliminado. Ao Fluminense, restava torcer pela vitória do Flamengo no jogo contra o Bangu, o último do triangular. Caso contrário haveria um jogo extra entre Fluminense e Bangu. O Flamengo venceu por 2 a 0 e o Fluminense comemorou o título.

Em 1984, mais uma vez o herói foi Assis, autor do gol na vitória por 1 a 0. O Tricolor foi bicampeão graças aos gols do Carrasco. 

Em 1995, Renato Gaúcho colocou a barriga na frente de uma bomba de Aílton (na súmula da partida consta gol de Aílton) para decretar o fim do jejum – o Fluminense não era campeão carioca desde 1985.  Depois de abrir 2 a 0 (gols de Renato Gaúcho e Leonardo), o Flamengo empatou o jogo (gols de Romário e Fabinho) e o título seria do time da Gávea com esse resultado.  Os rubro-negros gritavam “é campeão!”, mas a barrigada de Renato acabou com a festa e colocou água no chope do centenário do Flamengo.

Castilho é o jogador que mais atuou pelo Fluminense nesse confronto: 45 jogos. Hércules o maior artilheiro, com 14 gols em 25 jogos. 

Nota do Blog: continua com o 2º tempo favorável ao Flamengo...

sábado, 18 de março de 2023

FERNANDO VANNUCCI: ALÔ, VOCÊ!

 


O jornalista Fernando Vanucci, mineiro de Uberaba, que nos deixou no dia 24 de novembro de 2020, aos 69 anos, era uma figura muito carismática e marcou sua presença no meio esportivo com suas aparições quase que diárias nos programas esportivos da Rede Globo, precisamente entre o final dos anos 1970 e na década de 90. Particularmente cresci acompanhando os noticiários esportivos na voz do Vannucci. Naquela época o Globo Esporte tinha uma audiência muito grande.

 

Nascido em 5 de março de 1951, Fernando Vannucci começou a trabalhar quando tinha quinze anos, na Rádio Sociedade, em sua cidade natal. Em seguida, foi para a Rádio Sete Colinas, apresentando o programa Pintando o Sete. Na mesma emissora, começou a fazer carreira como repórter esportivo. Aos vinte anos foi contratado pela Rádio Inconfidência de Belo Horizonte. Transferiu-se para a Rede Globo, primeiro em Minas Gerais, de 1973 até 1977, depois para a Central Globo do Rio de Janeiro. Na Globo apresentou vários telejornais. Foi por esta emissora que cobriu seis Copas do Mundo: de 1978 a 1998. O destaque fica para a Copa do México, onde à frente do programa Copa 1986, criou o bordão que se tornaria sua marca registrada: "Alô Você". Também na Rede Globo, cobriu os Jogos Olímpicos de 1980 a 1996, e foi o âncora das transmissões do Carnaval carioca de 1985 a 1999.  

 

Ainda em 1999, no mês de abril, estreou no Show do Esporte da TV Bandeirantes, onde ficou até 2001, além de ter feito também a cobertura dos Jogos Olímpicos de Verão de 2000, em Sidney, na Austrália. Em 2002, esteve na Rede Record, até ser contratado em fevereiro de 2003 pela RedeTV! para narrar as provas da antiga Fórmula Mundial e apresentar o TV Esporte. Em setembro de 2004 trabalhou na cobertura dos Jogos Paraolímpicos de Atenas e depois passou a narrar partidas pela Superliga de Vôlei.

 

No fim de fevereiro de 2005, começou a comandar o RedeTV! Esporte, a princípio ao lado de Roberto Avallone, e posteriormente com Cristina Lyra. Ele também foi apresentador do programa esportivo de debates Bola na Rede, aos domingos à noite. Em 2011, deixou a Rede TV, ao final de seu contrato e foi cuidar de sua empresa de comunicação. Em agosto de 2014, passou a fazer parte da equipe da Rede Brasil de Televisão, onde foi o editor de esportes.

 

Voltando a 2006, naquele ano Vannucci foi internado após terem sido descobertos vários problemas no seu coração. Submeteu-se a um cateterismo e após, a uma angioplastia, mas recuperou-se rapidamente. Em abril de 2019, sofreu um infarto, o que exigiu a colocação de um marca-passo. Em 24 de novembro de 2020, em Barueri (SP), sofreu um novo infarto, tendo sido socorrido, mas não resistiu vindo a falecer.

 

Tive o prazer de um breve contato com Vannucci, via Messenger, em abril de 2015, quando solicitei dele uma mensagem de carinho para o jornalista José Maria de Aquino, com quem ele havia trabalhado na Rede Globo, que seria homenageado em sua cidade natal com o recebimento de uma Comenda. Ele foi de uma gentileza e boa vontade acima do comum, ainda mais lidando com um estranho que, fazia um pedido, até inusitado, que prontamente foi aceito, e ele até brincou que a cidade de Miracema era muito conhecida nos corredores da Poderosa, graças ao José Maria de Aquino e ao também conterrâneo José Itamar de Freitas, que por muitos anos comandou o Fantástico.

 

Abaixo transcrevo sua homenagem ao Mestre:

"José Maria de Aquino, um dos mais importantes companheiros que tive em minha vida profissional. Aprendi muito com ele, sempre tranquilo, calmo, com aquela fala mansa, mas cheia de experiência. Parabéns e um grande abraço Zé. Deus lhe abençoe."

 

Fonte: Wikipédia com acréscimos.

quarta-feira, 15 de março de 2023

DÉ: O ARANHA

 


Nascido em Paraíba do Sul-RJ, em 16 de abril de 1948, Domingos Elias Alves Pedra foi um atacante rápido, oportunista e irreverente, mas acima de tudo, malandro. Fez sucesso no Vasco ao lado de Roberto Dinamite (campeão brasileiro em 1974). Vestiu a camisa do Vasco em 221 jogos e marcou 72 gols. Teve bons momentos no Botafogo, no final dos anos 70, na cia do meia Mendonça.


Iniciou sua carreira no Olaria e logo foi contratado pelo Bangu. Pelo time banguense marcou 35 gols em 131 jogos. Também jogou por Sporting (campeão português e da Copa de Portugal em 1975), América (RJ), Al Helal (campeão árabe em 1981), Bonsucesso, Rio Branco (campeão capixaba em 1983) e Desportiva Ferroviária – jogou por empréstimo na Taça de Ouro de 1984 (ambos do Espírito Santo), onde encerrou a carreira, em 1985, sendo campeão capixaba novamente pelo Rio Branco. Tornou-se técnico e dirigiu diversos times pelo Brasil. Atualmente trabalha no rádio como comentarista esportivo.


HISTÓRIAS DO FUTEBOL COM DÉ ARANHA...


Vasco x Bangu – O juiz Nivaldo dos Santos expulsa Renê. Dé, que já está no Vasco, não gosta. Parte pra cima do juiz e protesta. Quando vê o cartão amarelo surgir em suas mãos ensandece. “Tomei o cartão da mão dele e rasguei-o a dentadas. Nivaldo parou, de olhos esbugalhados. Joguei o cartão e saí. Expulso".

 

Bangu x América – Dé apanhando que nem boi ladrão do beque Tião. O técnico Flávio Costa percebe que ele está se irritando e tira-o de campo, para evitar sua expulsão. Dé sai e fica zanzando por ali. Enquanto o substituto não entra, Dé volta ao campo e soca Tião. Foi expulso. “É, mas fiquei com a alma lavada".

 

Bangu x Vasco – Escanteio no finzinho do jogo. Dé enche a mão de areia e fica junto de Andrada, esperando a cobrança de Aladim. Quando a bola sobe, joga areia na cara do goleiro e cabeceia para o gol vazio. Bangu, 1 a 0. “Os caras, em vez de reclamar do juiz, vieram para cima de mim. Até hoje estou correndo do pau".

 

Bangu x Flamengo – Dé está com um gelo na mão e Reyes tem a bola nos pés. Quando o gringo se apronta para chutar, Dé joga a pedra de gelo na bola, que desvia e fica à feição do atacante. Toda a defesa do Flamengo para, surpresa, e Dé avança tranquilo e marca o terceiro gol do Bangu.