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| Ronaldo Perereca |
sexta-feira, 1 de outubro de 2021
ESTÁDIO JAIR SIQUEIRA BITTENCOURT, DO ITAPERUNA: PALCO DE GRANDES EMOÇÕES NOS ANOS 80 E 90
segunda-feira, 27 de setembro de 2021
RAUL PLASSMANN: UM GOLEIRO MULTICAMPEÃO
RAUL Guilherme Plassmann é paranaense de Antonina,
onde nasceu em 27 de setembro de 1944. Goleiro frio, boa colocação e, acima de
tudo, um vencedor por tantos títulos conquistados. Praticava suas defesas sem grandes acrobacias.
Revolucionou a posição de goleiro por utilizar uma
camisa amarela, quando todos os jogadores da posição optavam por uniformes em
preto ou cinza. Ganhou o apelido de Wanderléa, a estrela loura da Jovem Guarda. É considerado por muitos o maior goleiro da história do
Cruzeiro e do Flamengo. Depois de muitos anos apareceu no Cruzeiro o goleiro
Fábio para dividir com o Raul essa honraria.
Começou sua carreira no Atlético Paranaense.
Profissionalizou-se no Coritiba em 1964, mas logo se transferiu para o São
Paulo. No entanto, pouco utilizado no decorrer do ano de 1965 – apenas 9 jogos –
após uma rápida passagem no Nacional do Uruguai, chegou ao Cruzeiro em 1966
para entrar na história do clube. De 1966 a 1978 foram 549 jogos e muitos
títulos (campeão mineiro em 1966/67/68/69/72/73/74/75 e 77, da Taça Brasil em
1966 e da Taça Libertadores em 1976).
Chegou ao Flamengo já perto dos 34 anos, em agosto de
1978, e muitos afirmaram que ele já estava próximo de encerrar a carreira.
Assumiu a titularidade e ficou até dezembro de 1983, quando definitivamente
encerrou a sua vitoriosa carreira, aos 39 anos. Fez parte do maior time da
história do clube, atuando em 228 jogos e sofrendo 209 gols (campeão carioca em
1978/79/79-especial e 81, do brasileiro em 1980/82 e 83, e da Taça Libertadores
e do Mundial em 1981).
Apesar de toda essa trajetória brilhante em Minas e no
Rio, não teve muitas oportunidades na Seleção e disputou apenas 11 jogos, sendo
8 oficiais com 7 gols sofridos. Esteve perto de participar da Copa do Mundo de
1982, mas foi preterido na relação final.
quinta-feira, 23 de setembro de 2021
SÃO CASTILHO
Nascido na capital carioca em 27 de novembro de 1927, Carlos
José CASTILHO era um goleiro frio, seguro, um exímio defensor de pênaltis e
muitas vezes chamado de “São Castilho”. Recebeu também o apelidado de leiteria
devido à sua enorme sorte com a camisa do Fluminense. Numa extrema demonstração
de amor ao clube, amputou a ponta de um dedo para se recuperar mais rapidamente
de uma contusão. É considerado por muitos o maior goleiro da história do
Tricolor e um dos maiores do Brasil de todos os tempos.
Começou no Olaria e logo se transferiu para o Fluminense (campeão carioca em 1951/59 e 64, da Copa Rio em 1952, e do Torneio Rio-São Paulo em 1957 e 1960), onde permaneceu de 1946 a 1965, atuando em 698 jogos e sofrendo 764 gols. De um total de 84 pênaltis contra sua meta, defendeu 24. Teve uma breve passagem pelo Paysandu, de Belém, onde encerrou a carreira em 1965 conquistando o título paraense. Participou das Copas do Mundo de 1950/54/58 e 62, sendo bicampeão em 1958 e 1962, e titular apenas na de 1954. Fez 29 jogos pela Seleção e sofreu 31 gols, sendo 25 oficias e 29 gols sofridos.
Como técnico trabalhou por muitos anos no mundo árabe.
No Brasil o seu título mais importante foi o de campeão paulista de 1984,
dirigindo o Santos. Também teve uma passagem de destaque no comando do Operário
(MS) no final dos anos 70. Por ironia do destino nunca treinou o seu tão
querido Fluminense.
Teve uma morte trágica, em 02 de
fevereiro de 1987, no Rio de Janeiro, aos 59 anos. Ele se jogou do sétimo andar
do apartamento de sua primeira esposa. Estava de férias e brevemente retornaria
ao comando da Seleção da Arábia Saudita.
Assim descreveu a revista Placar após sua morte: “A maioria das religiões reza que o Paraíso
não acolhe os suicidas. É de se duvidar que Deus, em sua infinita sabedoria, vá
dispensar da Seleção do Céu este tremendo camisa 1. Não é possível que lá no
alto não haja lugar para um homem tão bom, nobre e despojado”.
A definição de Castilho sobre o goleiro: “O bom goleiro deixa passar as bolas
impossíveis e defende todas as possíveis".
terça-feira, 21 de setembro de 2021
ZÓZIMO: UM NOME DE DESTAQUE NA HISTÓRIA DO BANGU E DO FUTEBOL BRASILEIRO
Zózimo foi o jogador banguense que mais sucesso
internacional obteve. Nos 11 anos que defendeu o Bangu, participou de 39
partidas com a camisa da Seleção Brasileira – o que é um recorde, superando até
mesmo a Zizinho. Menino pobre, nascido no bairro de Plataforma, em Salvador,
Zózimo vinha de uma família de dez irmãos que, nos anos 40 se mudou para o Rio
de Janeiro, para morar em São Cristóvão.
Curiosamente, não se interessou pelo time do bairro. Aliás, até os 15 anos,
pouco pensava em futebol, focado que era nos seus estudos. Seu irmão mais novo
– Calazans - já vinha atuando nas categorias de base do Bangu e convenceu
Zózimo a ir fazer um teste em Moça Bonita. O rapaz de 19 anos impressionou
tanto que logo garantiu vaga entre os juvenis na temporada de 1951. Pode-se
dizer que Zózimo foi o primeiro “produto” da bem-sucedida filosofia do clube de
revelar grandes jogadores. Depois dele, viriam Décio Esteves, Ubirajara, Ademir
da Guia, Mário Tito e Paulo Borges.
Em 1952, ainda como jogador amador, foi convocado para a Seleção Brasileira que
disputou os Jogos Olímpicos de Helsinque, no mês de julho. Não ganhou medalha,
mas quando retornou, já era titular dos profissionais do Bangu. Rapidamente, o
alvirrubro tinha conseguido um centromédio elegante, que jogava de cabeça
erguida, olhando o movimento de todos os demais em campo.
Ao mesmo tempo, Zózimo podia atuar como quarto-zagueiro e também marcar muitos
gols quando ia ao ataque. Foi assim durante a excursão do Bangu ao México, em
1953, quando foi a grande estrela da companhia, aproveitando-se de uma longa
contusão do “Mestre Ziza”.
Em 1956, a Seleção Brasileira voltou a convocá-lo para alguns amistosos, Taça
Oswaldo Cruz e Taça do Atlântico. No ano seguinte, foi titular durante o
Campeonato Sul-Americano de Lima e passou a ter certeza de que, em 1958,
estaria na Copa do Mundo da Suécia.
Realmente, foi até a Suécia, mas o técnico Vicente Feola manteve o craque
banguense na reserva de Orlando, do Vasco, durante toda a competição. Retornou
ao Brasil um pouco amargurado, apesar de ter sido recebido festivamente pela
população e até mesmo pelo presidente Juscelino Kubitschek. Afinal, era um dos
22 jogadores campeões do mundo.
Com o status de ter um campeão mundial no elenco, fortemente assediado pelo São
Paulo e pelo Santos, o Bangu, além de não vender seu passe, aproveitou a
situação para uma vitoriosa excursão às Américas no final do ano. Zózimo
ergueu, então, mais duas taças: uma na Venezuela, outra na Costa Rica.
Em 1959, dedicou-se exclusivamente ao Bangu, terminando o ano como vice-campeão
carioca. Mas, em 1960, obteria mais uma glória internacional: o título do
Torneio de Nova York, atuando em todos os seis jogos que deram ao alvirrubro a
conquista histórica.
No mesmo ano, ainda faria a sua melhor partida com a camisa alvirrubra, contra
o América, do seu irmão Calazans, no Maracanã. Zózimo marcou o gol da vitória
por 1 a 0 e ainda fez um bloqueio defensivo perfeito, que culminou na quebra da
invencibilidade do rival.
Em 1962, o Bangu ficou longos meses sem Zózimo. Não por causa de contusão, mas
sim porque a Seleção Brasileira mais uma vez precisou dos serviços do camisa 4
alvirrubro. Desta vez, o técnico Aymoré Moreira deu a ele a titularidade. Com
30 anos, no auge da forma, foi bicampeão mundial, desta vez atuando do início
ao fim da Copa do Chile. Se quisesse contar o título do Torneio de Nova York em
1960, poderia se orgulhar de ter um tricampeonato mundial particular.
A mesma desenvoltura que exibia com a camisa da
Seleção, Zózimo começou a perder com a do Bangu. No Campeonato Carioca de 1962,
o técnico Gradim ficou decepcionado com Zózimo quando ele marcou um gol contra
diante do Fluminense, na derrota alvirrubra por 2 a 0. A partir daí, “sacou” o
campeão dos três jogos finais da competição.
Sua última chance de ser campeão carioca pelo Bangu ocorreu em 1963. O time do
técnico Tim liderou o certame desde a primeira rodada, fracassando justamente
nas rodadas finais. E Zózimo foi o maior crucificado. Na penúltima rodada,
contra o Fluminense, no Maracanã, Zózimo inexplicavelmente agarrou a bola com
as duas mãos dentro da área. Um pênalti estranho, que nem os jogadores do
tricolor entenderam bem. Teria o bicampeão mundial se vendido?
Foi o que passou pela cabeça de muita gente. Principalmente do presidente
Euzébio de Andrade que, no dia seguinte anunciou que Zózimo estava multado em
60% do salário. O jogador não aceitou a punição. Lamentou seu gesto. Disse
achar que a partida estava paralisada e que, inclusive, estaria fora da grande
área.
Enfim, foi até o escritório do Patrono Guilherme da Silveira conversar. O Bangu
até perdoaria Zózimo pelo lance, acreditou-se na sua inocência. Um atleta que
já defendia o Bangu há tanto tempo não podia estar “vendido”.
Mas não havia mais clima para que ele continuasse em Moça Bonita. Os torcedores
mais exaltados já cercavam a sua casa e o xingavam nas ruas, esquecendo-se
completamente que era uma das maiores honras da história do clube. Enfim, no
início de 1964 foi transferido – quase que como castigo – para a pequena
Esportiva Guaratinguetá (SP). Em 1965, foi emprestado ao Flamengo para a
disputa do Torneio Rio-São Paulo, mas fez apenas quatro jogos com a camisa
rubro-negra. Seus melhores dias no futebol tinham ficado para trás.
Desiludido, foi jogar no Sport Boys, do Peru, começando por lá a carreira de
técnico. Seria perdoado pelo Bangu em 1973, quando assumiu a direção dos
profissionais nos últimos jogos do Campeonato Carioca, em substituição a Vavá.
A tragédia maior de Zózimo não seria a acusação de suborno de 1963. Em 21 de
setembro de 1977, quando tinha acabado de assinar contrato para treinar o
Alianza de Lima, sofreu um fatal acidente automobilístico.
“O acidente ocorreu ontem à tarde, na estrada do Mendanha, em Campo Grande,
quando o Volkswagen de placa SO-8649, dirigido por Zózimo, derrapou na pista
molhada e chocou-se com um poste. O ex-jogador ainda chegou a saltar do carro e
dar dois passos, antes de cair morto. Seu relógio parou na hora exata do acidente:
14h45. Debaixo de chuva, os jogadores juvenis do Campo Grande aguardavam seu
técnico, Zózimo, que nas conversas com os amigos costumava dizer que gostaria
de ser enterrado com a camisa da Seleção Brasileira” – contou o jornal O Estado
de São Paulo. Tinha apenas 45 anos...
Fonte:
transcrito na íntegra do site bangunet
Minhas considerações: Zózimo era um zagueiro elegante, jogava de cabeça erguida, bom na antecipação e dificilmente dava botinadas. Na Copa de 1962, no Chile, encantou o mundo com seu futebol vistoso e de pura técnica. Ao contrário da maioria dos jogadores da época, o seu desenvolvimento não se fazia apenas em relação aos pés: ficava tão alegre ao receber uma aprovação nos diversos cursos que frequentava quanto ao receber os aplausos dos torcedores a cada nova boa jogada. Além de ter sido um craque dentro de campo, Zózimo falava fluentemente outros três idiomas: inglês, francês e espanhol.
terça-feira, 14 de setembro de 2021
ZIZINHO: A QUEM CHAMAMOS DE MESTRE
A sua saída do Flamengo para o Bangu o deixou muito magoado, pois
achou que a diretoria não foi grata por tudo que ele fez pelo clube. A torcida do Flamengo nunca entendeu aquela negociação. Zizinho ficou sabendo de sua transferência através de um telefonema do presidente do Bangu, Guilherme da Silveira, que estava reunido com Dario de Melo Pinto, presidente do Rubro-Negro. No primeiro
jogo contra o seu ex-clube, vingou-se da humilhação: Bangu 6 a 0. Assinalou 125 gols em 274 jogos pela equipe banguense.
Pela Seleção Brasileira, a sua passagem também foi espetacular.
Nem a perda da Copa de 50, no Maracanã, ofuscou o brilho do Mestre Ziza. Foi
considerado o melhor jogador do mundial, o único que participou. Com a camisa
da Seleção foram duas importantes conquistas: a Copa Roca de 1945, quando o
Brasil aplicou a maior goleada da história sobre a Argentina (6 a 2), e o
Sul-Americano de 1949. Vestiu a camisa canarinho em 54 jogos e marcou 28 gols, sendo 53 oficiais e 27 gols.Em 08 de fevereiro de 2002, morreu em sua casa, em Niterói, vítima de problemas cardíacos. Foi-se o homem e fica sua história de um gênio do futebol.
sábado, 11 de setembro de 2021
A CARTA QUE JUREMA DINAMITE NUNCA VAI RECEBER – POR CARLOS LIMA
Nota: o jornalista Carlos Lima
escreveu essa crônica que foi publicada no Jornal dos Sports.
Dona Jurema:
Todos nós lamentamos a sua ida.
Paciência, moça. Vontade do Senhor. Nada somos ante os Seus desígnios. Nem os
grandes nomes podem evitar que se cumpra a Sua vontade. Sei que a senhora está
em um bom lugar. Se for verdade que a dor purifica, não tenho dúvidas em
afirmar que a pranteada amiga está mais do que purificada. E posso dizer que a
senhora sabia da gravidade do seu estado de saúde. Guerreira, forte, lutadora,
gladiadora, decidida, sabia sim que o que lhe restava era lutar, nos momentos
finais de sua existência para não deixar Roberto baquear. E a senhora lutou
heroicamente. Não fora a sua fibra e a imagem que se teria da senhora era a de
uma mulher doente, combalida pelo mal, que se deixara carregar para um leito de
dor, entregando-se à doença e deixando que a vida de esvaísse em cada gotícula
de seu sangue. Pelo contrário, a senhora se levantava. Bastava uma trégua e lá
estava a saudosa amiga ao lado do Roberto, junte dele, discutindo o seu último
contrato.
Uma brava guerreira, minha amiga.
Agora a senhora se foi. Deixou suas filhas, seu menino, e deixou Roberto. Nada
disso poderá passar em brancas nuvens, dona Jurema. O futebol tem muitas
histórias. Há assuntos vários e incontáveis. Só que na página desse grande
futebol aquela que ser referir ao AMOR só terá dois personagens – JUREMA &
ROBERTO. E não será uma história como Romeu & Julieta, Marília &
Dirceu. Não. É uma história diferente. Exclusiva. Inédita. Roberto é aquele
escravo do amor que se apaixonou por Jurema, a sua ama e senhora. Nunca será a
história de JUREMA DE ROBERTO e sempre de ROBERTO DE JUREMA. Por isso peço que
a senhora, onde quer que esteja, continue a ajudar, com sua memória e espírito
forte, a esse menino de 30 e poucos anos, Roberto. Que ele volte logo,
correndo, aos campos de futebol. Que ele reassuma a sua função de líder, de
artilheiro, de ídolo de um povo inteiro. Que ele se transforme em uma fera, nos
jogos, lutando mais ainda nos noventa minutos, caminhando para os gols,
chutando com raiva a bola – sim, que ele faça da bola sua inimiga e a chute com
mais força para desabafar no pontapé certeiro, toda a mágoa que a sua ausência
causou – que ele faça do jogo da bola um meio de extravasar seu sentimento, sua
dor, sua saudade. E o povo saberá respeitar Roberto quando a bola entrar nas
redes e ele, em lugar de pular de alegria, ele vai apenas olhar para o céu e
deixar rolar uma lágrima, dona Jurema. É que ele estará procurando a senhora,
como fazia nos tempos de Maracanã, São Januário, etc. Cada gol lhe permitirá
uma espiada para o lugar onde a senhora estava, ali, firme, pegando junto, ao
lado dele, brigando por seu Roberto.
É preciso que a senhora influencie,
espiritualmente, para que Roberto supere esse drama com a sua saída do cenário
para sempre, dona Jurema. E o futebol será a sua válvula de escape, até a
consumação dos tempos e, em conseqüência, o passar, o caminhar, a marcha dos
dias, meses e anos, todos esses fatores irão dando maior tranqüilidade a
senhora, já edificada em granito firme no coração do craque, será sua deusa na
lembrança eterna. Não pode abandonar Roberto agora que a senhora se foi. A
senhora marcou sua vida no futebol dos homens como a grande mulher. Esse
futebol já teve nomes que hoje são saudade. Que falta fez uma Jurema para Mané
Garrincha, heim, minha amiga?
Nada posso fazer pela senhora a não
ser incluí-la em minhas orações, como já fiz. Roberto precisa da senhora. Não
se preocupe com seus amigos. No primeiro dia em que Roberto voltar a jogar pode
estar certa que tricolores, vascaínos, botafoguenses, americanos, do Bahia, do
Corinthians, etc. todos estarão de pé, aplaudindo freneticamente a entrada de
Roberto em campo. Saiba, porém, que os aplausos são para Jurema. Será a nossa
homenagem póstuma. Maior que missas, cultos, discursos, luto, etc. Roberto era
seu: ROBERTO DE JUREMA. Hoje ele é do povo todo que vai tratá-lo procurando lhe
dar o mesmo carinho, o mesmo afeto, o mesmo amor, dona Jurema. Precisamos,
porém, que a senhora continue a ajudar. Que sua memória fique viva nos dias
vindouros de Roberto. Aí, sim, ele será outra vez o grande Roberto que ganhou
de Deus o presente raro de ser um ídolo e de ter tido, na vida, uma grande
mulher. Hoje ele não falará mais com a senhora. Terá, porém, o direito
inigualável de pedir, em oração, que a senhora jamais o abandone. Tenho certeza
que atenderá as suas preces. Repouse em paz, cabocla guerreira, exemplo
invulgar de amor... Saudades botafoguenses.
sexta-feira, 10 de setembro de 2021
PETKOVIC: ESSE GRINGO MARCOU A SUA PASSAGEM NO FUTEBOL BRASILEIRO
Todas as reverências da torcida são justas e merecidas
para esse jogador de fino trato com a bola, um dos poucos europeus que aqui fez
sucesso e conquistou títulos importantes. Nascido em Majdanpek/Sérvia, na
antiga Iugoslávia, em 10 de setembro de 1972, Dejan Petkovic, esse gringo
especialista em cobrança de faltas, escanteios e de passes precisos, chegou ao
Brasil em 1997, para defender o Vitória, da Bahia, e de lá pra cá fez muito
sucesso, principalmente no Flamengo, clube pelo qual ganhou títulos e virou
ídolo da galera rubro negra, principalmente depois do gol de falta do
tricampeonato carioca de 2001, já nos acréscimos, contra o rival Vasco da Gama.
De volta ao Flamengo, em 2009, foi um dos responsáveis
pela conquista do brasileiro daquele ano, sendo uma peça importantíssima no
esquema adotado pelo técnico Andrade.
Pet, como carinhosamente é chamado, jogou nas
seguintes equipes: RadinickiNis, Estrela
Vermelha – 140 jogos e 39 gols (campeão iugoslavo em 1995) , Real Madrid
(campeão espanhol em 1997), Sevilla, Racing Santander, Vitória – 90 jogos
e 59 gols (campeão baiano em 1997 e 1999, e da Copa do Nordeste em 1999), Venezia/Itália, Flamengo – 197 jogos e
57 gols (bicampeão carioca em 2000/01 e campeão brasileiro em 2009), Vasco – 66 jogos e 29 gols (campeão carioca em 2003), Shanghai (campeão chinês em 2003), Al-Ittihad/Arábia Saudita, Fluminense – 61 jogos
e 18 gols, Goiás – 8 jogos, Santos – 21 jogos e 1 gol, e Atlético Mineiro –
2 jogos e 5 gols.
Pela antiga Seleção da Iugoslávia fez seis jogos e
marcou um gol. Encerrou a sua carreira profissional no Flamengo, em 2011.








